28 de abril de 2017

Olavo de Carvalho, capitalismo, conservadorismo e protestantismo


Olavo de Carvalho, capitalismo, conservadorismo e protestantismo

Julio Severo
“Quem inventou o capitalismo foi o capeta,” disse o astrólogo ontem. Com sua suprema inteligência filosófico-esotérica ele pode ter descoberto que o maior país capitalista do mundo é os EUA que, por acaso, são também o maior país protestante do mundo. O mega-capitalismo nos EUA foi criação de protestantes com ajuda judaica.
Esse é o mesmo astrólogo que disse semana passada: “O Protestantismo nasceu do ódio e da sêde de sangue. Sua inspiração cristã é ZERO.” Mesmo assim, ele prefere viver como imigrante no maior país protestante do mundo.
Talvez, vendo que no Brasil, que é o maior país católico do mundo, não há ódio e sede de sangue, ele preferiu viver entre protestantes. Talvez, horrorizado com a inspiração 100 por cento cristã do catolicismo brasileiro, ele tenha buscado um país sem tal influência, e só nos EUA ele achou isso.
Mesmo assim, há evanjegue (termo usado pelo próprio astrólogo para depreciar os evangélicos que não se submetem ao seu jugo filosófico-esotérico supostamente conservador) que o chama de “professor,” achando que tem a obrigação de ignorar os xingamentos e pisadas dele porque suas opiniões políticas são supostamente infalíveis. Tal cego pede para cair no buraco. Ele está empolgado seguindo um mestre de filosofias esotéricas sem desconfiar que o mestre é espiritualmente cego conduzindo a si e outros diretamente para o buraco.
Não uso a palavra “astrólogo” como xingamento. Olavo de Carvalho fundou a primeira escola de astrólogos do Brasil e hoje a principal característica de sua atividade “filosófica” são previsões políticas. Na Bíblia, era comum os astrólogos fazerem previsões políticas. Hoje, eles seriam, ao que tudo indica, considerados “filósofos.” Se Carvalho pode ser considerado “filósofo,” por que não eles?
O esoterismo do astrólogo não é menos nocivo do que o esquerdismo. Hitler, que tinha um discurso estridentemente antimarxista, era católico nominal e esotérico.
Ao contrário dos comunistas soviéticos, que pregavam e impunham abertamente o ateísmo e combatiam a Bíblia, o católico esotérico Hitler não impunha o ateísmo, mas um falso cristianismo e uma falsa bíblia cristã feitos à imagem e semelhança de suas confusões esotéricas.
Ao dizer que “Quem inventou o capitalismo foi o capeta,” o astrólogo pode querer dizer uma de duas coisas:
1) Ele defende o capitalismo porque ele, como esotérico, segue o capeta e então precisa justificar que o capitalismo pertence ao mestre dele.
2) Ele está tão revoltado com os protestantes (que segundo ele nasceram de ódio e sede de sangue e não têm nada de cristão) que tudo o que eles produziram, inclusive o capitalismo, merece ser demonizado.
O mega-capitalismo, que faz parte da história dos EUA, sempre andou junto com valores protestantes e judaicos. Afinal, os EUA se tornaram o maior país capitalista do mundo porque são o país mais protestante do mundo.
Se em vez de dizer que “Quem inventou o capitalismo foi o capeta,” o astrólogo tivesse dito que o capitalismo nos EUA acabou virando coisa do capeta, haveria sentido, pois há muito tempo o capitalismo dos EUA se divorciou de seus valores protestantes históricos. Esse divórcio foi realmente coisa do capeta e hoje, em vez de ser guiado por valores protestantes, o capitalismo americano é guiado pelo capeta.
A melhor coisa do mundo foi o casamento entre capitalismo e protestantismo nos EUA. A pior coisa do mundo foi seu divórcio.
Contudo, o astrólogo prefere insinuar que quando foi inventado, sob valores protestantes, o capitalismo era do capeta.
Atacar o capitalismo de valores protestantes dos EUA é coisa de comunista. Mas quem foi que disse que Olavo de Carvalho é um filósofo conservador? Não ele, que disse, aos palavrões, no mês passado:
“Por isso é que, quando me apresentam como ‘filósofo conservador,’ a única resposta que me ocorre é:
— Conservador é a puta que o pariu, que conservou você na barriga por nove meses em vez de deixá-lo cair na privada.”
Há alguma dúvida de que o astrólogo esteja sob possessão? E os olavetes evanjegues estão caminhando também para tal estado. Uns, inclusive pastores, estão começando a ficar possessos, enquanto outros já estão em grau elevado de capetismo.
Toda forma de capetismo é espiritualmente mortal, seja do PT ou do astrólogo.
O pior inimigo do astrólogo não é Reinaldo de Azevedo, que é um católico quase tão contraditório quanto ele, mas não parece ser esotérico. O pior inimigo dele é a próprio boca dele.
Cada vez que ele abre a boca sobre o protestantismo, ele ataca o próprio país que escolheu para viver como imigrante.
Cada vez que ele abre a boca sobre o conservadorismo, seus próprios palavrões o negam, pois conservador americano genuíno não aceita boca suja, que é característica fundamental de comunistas.
Cada vez que ele abre a boca para elogiar a cultura católica, ele a nega, pois se recusa a voltar a viver no Brasil, o maior país católico do mundo.
Cada vez que ele abre a boca sobre a Inquisição, que torturava e matava judeus e protestantes, ele mente descaradamente.
Cada vez que ele abre a boca para falar de Jesus Cristo, ele O nega com seu famoso esgoto bucal e suas obscenidades.
A Bíblia diz:
“Não é de assustar? Podemos domar uma onça, mas não podemos domar a língua — ninguém nunca fez isso. A língua é veneno de cobra, uma assassina cruel. Com a língua, bendizemos a Deus, nosso Pai; com a mesma língua, amaldiçoamos homens e mulheres feitos à imagem de Deus. Palavrões, maldições, elogios e bênçãos saem todos da mesma boca! Amigos, assim não dá! Já viram uma fonte dar água pura num dia e água imprópria no outro? Um pé de manga produz maracujá? Uma laranjeira pode dar banana? É claro que não dá para tirar um copo de água pura de uma poça de lama!” (Tiago 3:7-11 A Mensagem)
Com sua própria boca, o astrólogo se revela. Mas os olavetes evanjegues nada enxergam.
Eles não ajudam o astrólogo a se libertar de sua legião de demônios. Não usam a autoridade do nome de Jesus para expulsar os demônios da vida dele. Mas pensam estar sendo ajudados por ele.
É muita santa inocência achar que o sujeito que mente descaradamente sobre os fatos históricos da Inquisição não mente em outras questões, inclusive filosóficas e políticas.
Todo esotérico é iludido e ilude.
Todo esotérico é enganado e engana.
O esoterismo, mesmo de direita, não é menos espiritualmente danoso e mortal do que o esquerdismo. Ambos levam diretamente para o inferno.
Se ativismo antimarxista fosse marca de Cristianismo e conservadorismo, o católico esotérico Hitler seria o maior cristão e conservador da história. O ativismo antimarxista dele era inigualável.
Em vez de avisarem o astrólogo que ele está indo para o buraco, os olavetes evangélicos preferem ir para lá com ele, até mesmo incentivando outros nessa cegueira.
Jesus disse: “Quando um cego guia outro cego, ambos caem no buraco.” (Mateus 15:14 A Mensagem)
Não importa que o guia (mestre, professor) seja filósofo. Ele está conduzindo seus evanjegues para o buraco.
Só um cego segue outro cego. Só os evanjegues chamam um cego espiritual de guia, mestre e professor.
Olavo de Carvalho e seus evanjegues precisam urgentemente de oração de libertação de espíritos demoníacos, inclusive potestades.
Ore. Jejue. E faça guerra espiritual contra os espíritos de engano e cegueira que dominam a mente do guia e de seus seguidores.
Leitura recomendada:

27 de abril de 2017

Por que o Observatório da Direita, da entidade esquerdista americana People for the American Way, está preocupado com Julio Severo?


Por que o Observatório da Direita, da entidade esquerdista americana People for the American Way, está preocupado com Julio Severo?

Julio Severo
O Observatório da Direita (em inglês, Right Wing Watch), uma grande organização socialista dos EUA, tem há vários anos e por diversas vezes focado em meus artigos publicados no portal conservador americano BarbWire, e exposto-os para sua audiência esquerdista nos EUA por opiniões politicamente incorretas.
Seu foco mais recente foi no meu artigo publicado no BarbWire “VP Pence Praises Indonesia’s Islamic Culture, Tours Mosque with His Shoes Off.” O Observatório da Direita disse em 25 de abril de 2017:
Finalmente, Julio Severo está revoltado que o vice-presidente Pence tirou seus sapatos enquanto estava visitando uma mesquita na Indonésia: “Você pode tirar seus sapatos onde Deus está. Mas tirar seus sapatos num lugar onde Deus é ofendido é uma afronta a Deus. Um cristão jamais deveria tirar seus sapatos num lugar em que o islamismo é adorado.”
Por que o Observatório da Direita quer defender Pence, que é um evangélico conservador, em suas atitudes não conservadoras envolvendo o islamismo? Especificamente, por que essa poderosa organização esquerdista quer defender Pence de um evangélico conservador brasileiro?
O Observatório da Direita expôs, ao mesmo tempo, David Horowitz e Larry Klayman apenas por expressarem opiniões conservadoras odiadas pela esquerda dos EUA.
Outros líderes conservadores proeminentes frequentemente atacados pelo Observatório da Direita são: Scott Lively, Pat Robertson, Peter LaBarbera, Tony Perkins, Matt Barber, Linda Harvey, Bill Federer, Michael Savage, Alex Jones, Joseph Farah, Jerry Falwell Jr., Jane Chastain, Erik Rush, Bryan Fischer, Michele Bachmann, James Dobson, Dinesh D’Souza, Barbara Simpson, Mat Staver, Cindy Jacobs, Lou Engle, Lance Wallnau, Rick Joyner e muitos outros.
O que o Observatório da Direita, cujo dono é a entidade People for the American Way, quer?
De acordo com o WND, um dos maiores sites conservadores do mundo, People for the American Way (PFAW) é “uma organização socialista ateísta que, por meio de publicações como seu ‘Right Wing Watch’ [Observatório da Direita] se dedica à destruição dos conservadores em geral.” 
De acordo com seu site, o Observatório da Direita tem uma missão especial de atacar conservadores que se opõem à agenda gay, ao aborto e à ideologia muçulmana.
Esta não é a primeira vez que o Observatório da Direita me expôs. Em janeiro passado, o Observatório da Direita disse:
Julio Severo afirma que o Departamento de Estado de Obama fomentou a “guerra cultural em favor da agenda homossexual” no mundo inteiro que foi executada por aquela “neocon pró-sodomia,” Hillary Clinton.
Em outubro do ano passado o Observatório da Direita disse:
Julio Severo proclama que “A neocon Hillary e seu vice católico querem expurgar os Estados Unidos de conservadores cristãos reais… Os reais Pais Fundadores da América, inclusive o primeiro presidente americano George Washington, eram brancos, protestantes e conservadores. Eles não eram pró-aborto, pró-sodomia e neocons. Eles nunca apoiariam a neocon Hillary.”
Naquele mesmo mês, o Observatório da Direita disse:
O site BarbWire de Matt Barber publicou um artigo na segunda-feira escrito pelo colaborador frequente Julio Severo, que ficou alarmado com uma “reunião da comunidade bissexual” na Casa Branca no mês passado e, de forma principal, com o discurso de um índio sioux que se descreve como bissexual que começou sua apresentação invocando “o Grande Espírito, Wakan Tanka, para guiar nossas palavras e pensamentos de modo que falemos com verdade e força.”
Numa coluna intitulada “Bisexual Indian Invokes Demons At White House” (Índio bissexual invoca demônios na Casa Branca), Severo escreveu que o homem havia invocado “espíritos homossexuais,” assim infestando a Casa Branca de demônios que só podem ser expulsos por “pessoas que conhecem e usam a autoridade do nome de Jesus.”
“Uma cultura homossexual é uma cultura de possessão demoníaca,” escreveu ele. “A Casa Branca virou morada de demônios?”
O proeminente site ateu americano Patheos também criticou minha perspectiva sobre demônios. Eles não acreditam em nenhuma atividade de Deus e demônios neste mundo. Num artigo intitulado “The White House Must Be Exorcised Of Bisexual Native American Demons, Says Christian Writer” (A Casa Branca Precisa de Exorcismo de Demônios Indígenas Bissexuais, Diz Escritor Cristão), Patheos disse, “Severo descreveu os espíritos/demônios gays como sendo ‘invisíveis, letais e destrutivos’ — o que é fascinante considerando que, até onde sabemos, ninguém nunca foi de fato assassinado por um…”
O artigo do Patheos gerou 110 comentários de ateus furiosos contra Severo.
Em outro artigo ontem, o Observatório da Direita disse: “Julio Severo avisa que se ‘Hillary for eleita, todos nos Estados Unidos e no mundo pagarão caro pelo agressivo ativismo abortista e homossexualista dela.’” (O artigo em português é este: “Por que os evangélicos preferem Donald Trump a Hillary Clinton?”)
O Observatório da Direita expôs, ao mesmo tempo, a Universidade Liberdade, Jerry Falwell Jr., Jane Chastain, Erik Rush, Bryan Fischer, Paula White, Michele Bachmann, Samuel Rodriguez, James Dobson e Mat Staver apenas por expressarem opiniões conservadoras odiadas pela esquerda dos EUA.
Eles também me “expuseram” em 28 de setembro de 2015:
Finalmente, Julio Severo não está contente com a nomeação de Eric Fanning como ministro do Exército dos EUA: “Tenho certeza de que no caso de Obama e de Fanning, o Pai dos Estados Unidos aprovaria sentença neles e trataria, com nojo e ódio, a sodomia e defesa da sodomia deles como um crime infame. No mínimo, Obama seria expulso da presidência dos EUA e Fanning seria expulso do Exército, ambos com desonra, para nunca mais voltarem. Ambos cometeram traição contra o Pai dos Estados Unidos.”
O texto completo em português está aqui: Obama nomeia homossexual assumido para liderar Exército dos EUA
Eles também me “expuseram” em 30 de junho de 2015:
Julio Severo avisa que “A homossexualidade trouxe destruição para Sodoma, e trará destruição para qualquer cidade ou superpotência que a adote. Um remanescente de cristãos fiéis a Deus precisa alertar acerca do perigo da sodomia e apoiar esforços para proteger crianças e suas famílias contra isso.”
Meu texto completo em português está aqui: “Casamento” homossexual dos EUA afetará outros países
Em 18 de junho de 2015, o Observatório da Direita de novo me “expôs” dizendo:
Finalmente, Julio Severo quer ver Scott Lively nomeado “como embaixador especial dos Estados Unidos para os Direitos Humanos das Crianças e Sua Proteção contra a Agenda LGBT.”
De novo, o Observatório da Direita leu minha opinião politicamente incorreta no Barbwire.
Por que o Observatório da Direita tem focado nos meus artigos?
Qual é a intenção deles?
Em 2011, o WND havia feito uma reportagem (a versão em português está neste link) sobre a monitoração do Ministério de Segurança Nacional dos EUA contra meu blog. Qual era a intenção deles?
No mesmo ano, o WND fez uma reportagem, que se tornou manchete (a versão em português está neste link), sobre o PayPal cortando minha conta depois da campanha de uma organização homossexual nos EUA.
Por que o Golias (Observatório da Direita, Ministério de Segurança Nacional dos EUA, etc.) monitora e se preocupa com um pequeno Davi?
Leitura recomendada:

25 de abril de 2017

Trump recusa chamar de genocídio as matanças em massa de cristãos armênios cometidas por turcos muçulmanos na Primeira Guerra Mundial


Trump recusa chamar de genocídio as matanças em massa de cristãos armênios cometidas por turcos muçulmanos na Primeira Guerra Mundial

Julio Severo
O presidente americano Donald Trump na segunda-feira marcou o massacre de 1,5 milhão de armênios, cometidos por turcos otomanos um século atrás, mas não quis classifica-lo como genocídio.
“Hoje, nos lembramos e honramos a memória dos que sofreram durante o Meds Yeghern, uma das piores atrocidades em massa do século XX,” Trump disse numa declaração. “Eu me junto à comunidade armênia nos EUA e no mundo inteiro para lamentar a perda de vidas inocentes e o sofrimento que muitos passaram.”
Tal declaração, ainda que evitando o termo “genocídio” e recusando mencionar que os assassinos eram muçulmanos e as vítimas eram cristãs, enfureceu a Turquia, cuja cooperação Trump busca contra o governo sírio.
“Consideramos que a desinformação e definições falsas contidas na declaração de 24 de abril de 2017 do presidente americano Trump com relação aos eventos de 1915 têm como fonte a poluição de informações criadas durante os anos por alguns círculos armênios nos EUA por meio de métodos de propaganda,” disse numa declaração o Ministério das Relações Exteriores da Turquia.
“Esperamos que o novo governo dos EUA não dê crédito à narrativa histórica unilateral desses círculos que são conhecidos por sua tendência à violência e discurso de ódio e adote uma postura que leve em consideração os sofrimentos de todos os lados,” disse a declaração.
Em contraste, muitos armênios-americanos, inclusive Kim Kardashian, têm protestado contra a omissão do governo dos EUA. Kim tem pedido o uso da palavra “genocídio” e compara a recusa de usá-la à negação do Holocausto.
Presidentes americanos passados, inclusive o presidente Barack Obama, também recusaram chamar as matanças em massa de genocídio. Os presidentes George W. Bush e Bill Clinton evitaram o termo “genocídio” depois de prometerem durante suas campanhas reconhecê-lo como tal.
Em 10 de abril, numa carta de republicanos e democratas pedindo que o presidente “marque devidamente o dia de 24 de abril como um dia de memória americana do Genocídio Armênio,” mais de oitenta parlamentares dos EUA disseram que “ao comemorar o Genocídio Armênio, renovamos nosso compromisso de impedir atrocidades futuras.”
“Nós nos juntamos aos membros do Congresso dos EUA para pedir que o presidente Trump rejeite a lei da mordaça da Turquia e adote uma memória americana honesta do Genocídio Armênio,” disse Aram Hamparian, diretor executivo do Comitê Nacional Armênio dos EUA. “Já passou muito da hora de os EUA pararem de terceirizar a política nacional dos EUA sobre o Genocídio Armênio entregando-a ao governo cada vez mais autoritário e antiamericano de Recep Erdogan.”
Ao pedir que o presidente Trump marque devidamente a data de 24 de abril, os signatários frisaram o histórico dos EUA de reconhecimento passado, inclusive “o presidente Reagan, que reconheceu o Genocídio Armênio em 1981.”
A carta especificamente cita as populações cristãs que foram alvo da campanha genocida do Império Otomano, inclusive “armênios, assírios, caldeus, gregos, pontianos, siríacos e outros povos perseguidos.”
O governo turco tem resistido ao rótulo genocida pelas ações das forças militares muçulmanas do Império Otomano em 1915, mas os grupos armênios-americanos têm há muito tempo pressionado os presidentes americanos a mudar de curso.
“A declaração do presidente não consegue defender os direitos humanos e é incompatível com os valores americanos, e representa o mesmo tipo de capitulação ao autoritarismo turco que custará mais vidas,” disseram Anthony Barsamian e Van Krikorian, co-presidentes da Assembleia Armênia dos EUA, sobre a declaração de Trump.
O grupo pediu uma investigação da “influência turca clandestina no governo dos EUA.”
Grupos cristãos não estão felizes com a conduta de Trump.
“Lamentavelmente, ele terminou seus primeiros 100 dias no cargo de forma muitíssimo vergonhosa, e consolidou sua posição como o político máximo do governo,” Steve Oshana, diretor-executivo da organização cristã que atua no Oriente Médio Necessidade de Ação, escreveu em seu Facebook vendo a declaração de Trump.
Por anos, preocupações sobre enfurecer a Turquia, um aliado dos EUA, e campanhas fortes de lobby por parte dos turcos têm bloqueado tentativas de mudar a política oficial do governo dos EUA de reconhecer o genocídio. Os presidentes Jimmy Carter e Ronald Reagan usaram o termo em seus cargos, mas George H.W. Bush, Bill Clinton, George W. Bush e Barack Obama o evitaram, chegando ao ponto de combater esforços do Congresso dos EUA de apoiar esse termo.
“A declaração que foi publicada está em harmonia com as declarações que foram publicadas por pelo menos vários governos passados,” disse Sean Spicer, secretário de imprensa da Casa Branca, falando sobre Trump. “Então acho que se você der uma olhada na linguagem que o presidente Obama, o presidente Bush, etc., usaram, a linguagem que o presidente Trump usou está em harmonia com tudo isso.”
Trump produziu, na sua campanha eleitoral, uma imagem de si mesmo como um homem ousado de fora da política e ao fazer isso ele deu esperanças de que ele poderia desafiar esse tabu, disse Oshana. Mas a declaração dele refletiu o poder que os neocons — que incluem o “pântano” que ele havia prometido drenar — detêm no governo dos EUA.
Trump vem se distanciando de suas opiniões de campanha contra os neocons e ele vem buscando forjar um vínculo mais próximo com o presidente turco Recep Tayyip Erdogan, chegando a telefonar para ele na semana passada para congratulá-lo sobre um referendo contestado que foi criticado como uma tomada autoritária de poder.
A Casa Branca mais tarde disse que os dois líderes discutiram esforços conjuntos de combate ao terrorismo. Isso é muito estranho, pois como uma nação islâmica, a Turquia não combate o terrorismo, especialmente do ISIS. De acordo com uma reportagem do WND (WorldNetDaily) de 2014: “Turquia apoia ISIS para eliminar Assad.”
O ISIS tem cometido genocídio contra os cristãos na Síria e Iraque. De acordo com Trump, Obama fundou o ISIS. E Obama trabalhava bem perto da Turquia. Então se Trump recusa o termo “genocídio” para agradar a Turquia e tem essa nação islâmica como aliada contra o ISSI, ele não está ajudando o genocídio do ISIS contra os cristãos? Ter a Turquia islâmica como aliada contra o terrorismo islâmico é tão insano quanto ter a Alemanha nazista como aliada contra o nazismo ou ter a União Soviética como aliada contra o marxismo soviético.
A Armênia foi a primeira nação oficialmente cristã do mundo. A Armênia, como nação ortodoxa cristã, é aliada da Rússia, a maior nação ortodoxa cristã do mundo.
Pelo fato de que os Estados Unidos são a maior nação protestante do mundo, Trump poderia ter uma aliança com a Armênia e a Rússia contra o terrorismo islâmico, e essa era a intenção dele em 2016, mas agora ele está privilegiando uma aliança insana com a Turquia islâmica e a Arábia Saudita para combater o terrorismo islâmico criado e apoiado por muçulmanos sauditas e turcos.
Se Trump não consegue reconhecer como genocídio as matanças de cristãos cometidas por muçulmanos 100 anos atrás, como é que ele conseguirá reconhecer os genocídios atuais contra os cristãos? Como é que ele conseguirá reconhecer que o islamismo foi e é uma máquina de genocídio contra os cristãos?
Até agora reconheceram o genocídio armênio apenas 23 países, entre os quais França, Alemanha, Itália, Canadá, Grécia, Rússia, Uruguai, Brasil, Argentina, Venezuela, Chile e Bolívia.
“Hoje, no dia da memória das vítimas do genocídio armênio, notamos a necessidade de lembrar nossos santos mártires,” declarou o presidente armênio Serzh Sargsyan na segunda-feira.
Em 2015 o presidente russo Vladimir Putin foi o único presidente de uma grande potência a comparecer às comemorações de 100 anos do Genocídio Armênio em 1915. As comemorações foram realizadas no Memorial do Genocídio Armênio no Monte Tsitsernakaberd, em Yerevan, capital da Armênia, para prestar tributo às vítimas do genocídio.
Na ocasião, o presidente turco Tayyip Erdogan se enfureceu com Putin por chamar de genocídio as matanças em massa de armênios cristãos cometidos por muçulmanos turcos. Ele disse: “Não é a primeira vez que a Rússia usou a palavra genocídio em referência a essa questão. Estou pessoalmente triste que Putin tomou tal passo.”
Um número estimado de 1,5 milhão de armênios em 66 cidades e 2.500 vilas foram massacrados; 2.350 igrejas e monastérios foram saqueados e 1.500 escolas e colégios foram destruídos.
Contudo, os muçulmanos na Turquia e outras nações atenuam os números e negam que os cristãos armênios sofreram um genocídio, exatamente como grupos neonazistas atenuam os números e negam o Holocausto contra os judeus e católicos ultrarradicais atenuam os números e negam a Inquisição contra judeus e protestantes.
Com informações do Washington Times, The Hill, Armenian Weekly, Sputnik News, Haaretz, Jerusalem Post, Huffington Post, DailyMail, Associated Press and Tert.
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24 de abril de 2017

Mike Pence louva a cultura islâmica da Indonésia dizendo que deveria inspirar outros países muçulmanos enquanto ele visita mesquita descalço


Mike Pence louva a cultura islâmica da Indonésia dizendo que deveria inspirar outros países muçulmanos enquanto ele visita mesquita descalço

Esposa e filhas de Pence cobrem a cabeça com lenço islâmico na mesquita

Julio Severo
Mike Pence, vice-presidente dos EUA, louvou a cultura islâmica da Indonésia na semana passada junto com o presidente da nação islâmica mais populosa do mundo, reforçando sua mensagem com uma visita à maior mesquita da região.
Mike Pence com líderes islâmicos dentro de mesquita
“Como a segunda e terceira democracia no mundo, nossos dois países têm muitos valores comuns, inclusive liberdade, o Estado Democrático de Direito, direitos humanos e diversidade religiosa,” Pence disse. “Os Estados Unidos têm o orgulho de fazer parceria com a Indonésia. A Indonésia promove e protege esses valores.”
Pence acrescentou: “A tradição da Indonésia de islamismo moderado é francamente uma inspiração para o mundo e elogiamos você e seu povo. Em sua nação assim como nos EUA, a religião unifica, não divide.”
Ainda que essas palavras pareçam ser de Obama, não são. Diferente de Obama, Pence se apresenta como um evangélico sólido.
Pence foi correto e justo ao igualar a religião nos Estados Unidos (a maior nação protestante do mundo) e a religião na Indonésia (a maior nação islâmica do mundo)? Ele foi correto e justo ao dizer que o islamismo na Indonésia unifica?
Ele foi correto e justo ao dizer que a Indonésia islâmica e a América cristã têm muitos valores comuns, inclusive liberdade, o Estado Democrático de Direito e direitos humanos? Ele foi correto e justo ao dizer que a Indonésia islâmica promove e protege esses valores?
Em seu livro “Persecuted: The Global Assault on Christians” (Perseguidos: A Agressão Mundial aos Cristãos), publicado por Thomas Nelson, Paul Marshall disse:
Em 2 de maio de 2008, uma multidão da vila predominantemente muçulmana de Saleman atacou a vila predominantemente cristã de Horale. Eles queimaram cento e vinte casas, três igrejas e a escola da vila, e feriram cinquenta e seis cristãos e mataram quatro. Três dos quatro assassinados tiveram suas gargantas cortadas.
A União das Igrejas Protestantes da Indonésia informa que a violência religiosa contra os cristãos quase dobrou entre 2010 e 2011.
Para os 10 a 13 por cento da população indonésia que são cristãos, os maiores desafios à liberdade religiosa vêm das pressões sociais, justiceiros, milícias e governo local.
A Indonésia recentemente teve muitos ataques contra igrejas cristãs. É impossível chegar a resumir todos os ataques, de modo que aqui estão alguns exemplos apenas do início de 2010, conforme resumido pela Comissão dos Estados Unidos sobre Liberdade Religiosa Internacional. Em 22 de janeiro de 2010, residentes locais se juntaram a membros de grupos radicais para incendiar o prédio da Igreja Protestante Batak e a residência do pastor em Sibuhuan, Norte do Sumatra. Nesse dia também, a Igreja Pentecostal (Gereja Pantekosta di Indonesia) de Sibuhun, Tapanuli Selatan, Norte do Sumatra, foi também incendiada.
Então se a Indonésia e os Estados Unidos são iguais em termos religiosos, por que as igrejas protestantes não estão incendiando mesquitas e matando muçulmanos nos Estados Unidos?
No entanto, a comparação imaginária feita por Pence foi motivada por bajulação, não pela realidade. Foi bajulação apenas, como Pence disse numa coletiva de imprensa conjunta com o presidente indonésio Jokowi Widodo, para fortalecer a parceria comercial dos EUA com a Indonésia.
A bajulação de Pence ultrapassou todos os limites de sua fé evangélica. De acordo com uma reportagem do DailyMail:
“Ele e sua família mais tarde visitaram a Mesquita Istiqlal, a maior do Sudeste Asiático. A família Pence tirou seus sapatos na entrada e sua esposa, Karen, e as duas filhas cobriram a cabeça com o lenço islâmico.”
A Mesquita Istiqlal pode acomodar até 200.000 muçulmanos.
Mike Pence, esposa e filhas com líderes islâmicos na frente de mesquita
Tirar os sapatos é uma demonstração de respeito profundo. Só Deus, não o islamismo, merece tal respeito. Deus disse a Moisés:
“Tira as sandálias dos pés, porque o lugar em que estás é uma terra santa.” (Êxodo 3:5 King James Atualizada)
Uma mesquita não é terra santa e a presença de Deus não está naquele lugar. Uma mesquita é um lugar de islamismo, e islamismo é uma ideologia religiosa de violência.
Você pode tirar seus sapatos onde Deus está. Mas tirar seus sapatos num lugar onde Deus é ofendido é uma afronta a Deus. Um cristão jamais deveria tirar seus sapatos num lugar em que o islamismo é adorado.
Daniel na Babilônia mantinha um elevado posto governamental sem “tirar seus sapatos” para outros deuses. O islamismo é outro deus, e se Pence acha que o islamismo na Indonésia e o evangelicalismo nos Estados Unidos são a mesma coisa, ele está fazendo o que Daniel não fez: vendendo seu Jesus por amor dos interesses comerciais dos EUA.
Daniel nunca vendeu seu Deus por amor dos interesses comerciais da Babilônia.
Piorando as coisas, Pence disse que sua viagem à Indonésia foi para “fortalecer laços econômicos e cooperação de segurança no combate ao terrorismo.” Combater o terrorismo?
Hoje, o terrorismo islâmico é a maior ameaça mundial. Como é que Pence pode querer os EUA numa parceria com a Indonésia islâmica para combater o terrorismo? Comparativamente, como é que os Estados Unidos poderiam querer uma parceria com a Alemanha nazista para combater o nazismo? Como é que os Estados Unidos poderiam querer uma parceria com a União Soviética para combater o marxismo soviético?
Nos primeiros dias do seu governo, o presidente americano Donald Trump cometeu o mesmo absurdo: Ele enviou seu diretor da CIA para premiar a Arábia Saudita por combater o terrorismo islâmico. Em contraste, uma reportagem da CBN disse que a Arábia Saudita propaga o terrorismo islâmico no mundo inteiro, inclusive o ISIS, a maior máquina islâmica de genocídio contra os cristãos hoje.
O que não é de surpreender é que Obama, que respeitava tanto o islamismo quanto Pence tem respeitado na Indonésia, foi creditado, pelo próprio Trump, como fundador do ISIS.
Mostrar profundo respeito pelo islamismo é ajudar o terrorismo islâmico.
No mês passado, o rei Salman da Arábia Saudita visitou a Indonésia para acelerar a expansão do islamismo. Desde 1980, a Arábia Saudita vem dedicando milhões de dólares para exportar sua marca estrita de islamismo na Indonésia.
Rei Salman, da Arábia Saudita, aperta mão do presidente indonésio Joko Widodo
A Arábia Saudita construiu mais de 150 mesquitas na Indonésia, uma imensa universidade gratuita em Jacarta, e vários institutos de língua árabe; forneceu livros e professores para mais de 100 escolas internas; trouxe pregadores e professores; e distribuiu milhares de bolsas de estudos universitários na Arábia Saudita. A tudo isso acrescente a profunda rede de influência saudita na Indonésia.
“Como o país com a maior população muçulmana no mundo, a Indonésia sempre terá um vínculo especial com a Arábia Saudita,” o presidente indonésio Joko Widodo disse ao rei Salman.
A Indonésia tem um vínculo especial com o estado terrorista da Arábia Saudita. Os Estados Unidos têm, por amor a interesses comerciais, o mesmo vínculo com a Arábia Saudita. E os Estados Unidos, anteriormente sob Obama e agora sob Trump, estão fortalecendo o islamismo, que mata cerca de 100.000 cristãos por ano. Com um islamismo fortalecido por Pence, Obama, Trump e outros “cristãos” americanos, muitos mais cristãos serão massacrados. Os EUA estão alimentando um poderoso monstro anticristão.
A Indonésia tem um vínculo especial com os Estados Unidos, por meio de Barack Hussein Obama.
Obama viveu na Indonésia, no final da década de 1960, pois sua mãe, Stanley Ann Dunham, depois de se divorciar de Barack Obama Sr. (um muçulmano marxista), se mudou para a Indonésia depois de se casar com outro muçulmano: o indonésio Lolo Soetoro.
Na Indonésia, Obama estudava numa escola islâmica.
De acordo com Wayne Madsen, não só Dunham trabalhava para a CIA, inclusive numa operação secreta na Indonésia por meio da agência de controle populacional USAID, mas o filho dela Obama foi uma criação da CIA.
Os conservadores dos EUA votaram na chapa Trump-Pence porque estavam cansados de Obama tirando os sapatos para o islamismo. O que foi que mudou? Quando a agenda neocon é seguida, discursos e parcerias pró-islamismo são comuns, independente se o seguidor é democrático ou republicano, esquerdista ou direitista.
A Arábia Saudita está espalhando sua religião violenta por meio de esforços governamentais. Se Pence realmente acha que Jesus Cristo é importante, por que ele não se conduz como Daniel fez, espalhando Seu Evangelho e tirando os sapatos só por Jesus, nunca pelo islamismo?
Por amor a interesses comerciais, um americano sem Deus pode hipocritamente fazer parceria com o islamismo para combater o terrorismo islâmico. Mas por amor a Jesus, um cristão não pode se conduzir hipocritamente. Daniel não agiu assim em seu elevado posto governamental e foi honrado por Deus.
Parceria com o islamismo, principalmente contra a Rússia, é um objetivo persistente dos neocons, que são incapazes de ver o futuro. Algumas décadas atrás, um grupo de indonésios disse: “Na década de 1950, ele [Arnold Toynbee] predisse que a guerra real no próximo século não seria entre comunistas e capitalistas, mas entre cristãos e muçulmanos.”
Para essa guerra futura, os neocons estão fortalecendo interesses muçulmanos, não interesses cristãos.
Pence quer honra dos neocons e líderes islâmicos ou de Deus?
Se Daniel pôde honrar a Deus em seu elevado posto governamental no Império Babilônico, por que Pence não pode honrar Jesus em seu elevado posto no Império Americano?
Se o Obama esquerdista antievangélico merecia ser repreendido por louvar o islamismo, o que o Pence direitista evangélico merece?
Com informações do DailyMail, The Atlantic e Associated Press.
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