24 de abril de 2018

Gogue, Magogue, Rússia, uma novela neocon e um teólogo neocon


Gogue, Magogue, Rússia, uma novela neocon e um teólogo neocon

Julio Severo
A profecia bíblica é, nas mãos de escritores habilidosos, uma arte que pode trazer orientação espiritual ou desastre, quando utilizada de forma errada. Quando o presidente americano George W. Bush decidiu lançar a Guerra do Iraque, famosos pregadores de profecia bíblica disseram que tal guerra era necessária para proteger Israel. Eu me uni a eles, pois a proteção de Israel tem um lugar especial no meu coração.
Entretanto, nenhum desses mestres de profecia teve alguma profecia ou revelação das consequências da Guerra do Iraque: a matança da comunidade cristã iraquiana. Antes da guerra de Bush, a população cristã no Iraque era mais de 2 milhões. Depois da guerra, menos de 400 mil.
O Presidente Donald Trump expressou em 2016 que ele estava contra essa guerra e ele disse que Bush mentiu. Em troca, hoje Bush e toda a sua família são contra Trump.
Então como é que uma guerra, apoiada por pregadores de profecia bíblica, supostamente para proteger Israel pode trazer em suas consequências tanta matança e destruição para cristãos desprotegidos e indefesos no Iraque? Os pregadores de profecia bíblica foram irresponsáveis em suas profecias, mas ninguém lhes fez prestar contas por sua interpretação má da Bíblia.
Na década de 1970, houve uma proliferação de profecias e muitas delas colocavam os EUA numa posição privilegiada, e seus inimigos políticos ficavam com papéis bíblicos negativos. Esse padrão continua.
Numa reportagem do ChristianPost de 22 de abril de 2018 (que está parcialmente disponível no GospelPrime), o autor cristão Joel Rosenberg falou sobre “Gogue e Magogue” dizendo que essa profecia em Ezequiel estava avisando da Rússia. Ele disse que a Rússia formará uma aliança com a Turquia e atacará Israel.
“O futuro líder maligno da Rússia vai formar uma aliança com o Irã, Turquia e alguns países hostis para virem, cercarem e atacarem Israel nos últimos dias,” ele disse, acrescentando que esses acontecimentos podem ainda estar a centenas de anos no futuro. Mas seus seguidores estão levando isso a sério aqui e agora.
A opinião de Rosenberg está em sua novela mais recente “The Kremlin Conspiracy” (A Conspiração do Kremlin), que é uma ficção.
No entanto, se Rosenberg adora tanto profecia bíblica, por que ele não dá atenção a uma profecia bíblica importante de David Wilkerson, que disse que os EUA são a Babilônia?
Independente das interpretações do futuro dos EUA e da Rússia, Trump, que em 2016 queria uma parceria com a Rússia contra o terrorismo islâmico, era um político muito bom, ainda que Rosenberg o visse como “catastrófico.” E Putin é um político muito bom em seu exemplo de luta contra a agenda gay e contra o ISIS.
O contexto inconveniente que não é ficção na profecia fictícia na novela de Rosenberg é que a Turquia tem uma aliança real — com os EUA e a OTAN.
O que não é ficção são as tendências neocons nas opiniões dele. Por exemplo, Rosenberg disse: “Vladimir Putin é mais perigoso para os Estados Unidos e nosso modo de vida do que o islamismo radical.” Essa é a opinião exata dos neocons. Em 2016 George Soros publicou um artigo intitulado “Putin é uma ameaça maior à existência da Europa do que o ISIS.” Enquanto Soros é um judeu-americano esquerdista neocon, Rosenberg é um judeu-americano cristão neocon. Diferentes, mas de mentalidade igual.
“The Kremlin Conspiracy,” conforme o próprio Rosenberg reconheceu em seu livro, teve a assistência fundamental do senador Lindsey Graham. O senador John McCain e Graham são os dois principais neocons anti-Rússia no Congresso dos EUA. Dizer neocon anti-Rússia é uma redundância, pois todos os neocons são contra a Rússia.
Graham, que incessantemente quer guerra com a Rússia, estava contra Trump em 2016 por seus discursos anti-neocons. Graham e McCain receberam financiamento de Soros.
Então a novela de Rosenberg é essencialmente neocon. Foi publicada em 2018 por Tyndale House Publishers, uma editora evangélica proeminente. A ideologia neoconservadora (neocon), com algum adorno teológico, está ficando normal entre evangélicos americanos.
Não só acerca de Putin Rosenberg tem sentimentos “proféticos” negativos. Ele disse em 2016 que Trump seria catástrofe absoluta como presidente. Não diferente dos neocons. Em 2016, na revista Commentary, o historiador neocon Max Boot escreveu, um tanto quanto exagerado, que Trump é “a ameaça número 1 para a segurança dos EUA” — maior do que o Estado Islâmico ou a China.
Então, na visão neocon, tanto Putin quanto Trump em 2016 eram um ameaça maior do que o ISIS!
Em contraste, Franklin Graham, que é o filho do evangelista Billy Graham, disse no ano passado: “Os meios de comunicação e os inimigos do presidente Trump estão tentando causar problemas e divisões entre Rússia e Estados Unidos. Os EUA precisam da Rússia como aliada na luta contra o terrorismo islâmico. Junte-se a mim e oremos pelo presidente Trump e pelo presidente Vladimir Putin.”
Não só os meios de comunicação, rotulados apropriadamente por Trump como Mídia de Notícias Falsas, mas pregadores de profecia bíblica irresponsáveis se uniram aos neocons para causar tais problemas e divisões.
Logo que Trump abandonou seus discursos de 2016 de parceria com a Rússia contra o terrorismo islâmico, os neocons e Joel Rosenberg reverteram curso e pararam de criticá-lo. Agora que Trump tem continuado a política neocon tradicional de parceria com o islamismo contra a Rússia, Lindsey Graham, John McCain e Rosenberg estão satisfeitos.
Ainda que a maioria dos neocons cristãos seja católica, há alguns proeminentes neocons protestantes, inclusive Hillary Clinton. Rosenberg é também um deles.
Enquanto Rosenberg usa seus sentimentos neocons para interpretar a profecia bíblica, escrevendo novelas e ficções que são tratadas como realidade e não ficção, realidade é realidade. Os Estados Unidos, a maior nação protestante do mundo, tratam a Arábia Saudita como amiga, enquanto a ditadura saudita persegue cristãos.
A Turquia, outro aliado dos EUA, tem mantido um pastor americano preso desde outubro de 2016 acusado de ter ajudado grupos terroristas.
É uma afronta imensa a Turquia prender um pastor evangélico da nação que lidera a OTAN, pois a presença da Turquia na OTAN foi um privilégio exclusivamente — e imerecidamente — concedido pelos Estados Unidos. A Turquia é radicalmente islâmica e seus valores são contrários, em religião e história, aos valores cristãos da Europa e Estados Unidos. Não existe nenhuma justificativa para a Turquia ser membro da OTAN e aliada dos EUA.
Entretanto, não é só o ataque da Turquia a um pastor inocente que prova que a Turquia não merece ser aliada de nações cristãs.
No mês passado, Erdogan disse que Israel é “um Estado terrorista” e que o primeiro-ministro Benjamin Netanyahu é “um terrorista” por causa de esforços defensivos de Israel contra os terroristas palestinos. A Turquia tem financiado e armado o Hamas contra Israel e, com a Arábia Saudita, tem financiado e armado grupos terroristas islâmicos, inclusive o ISIS, contra o governo sírio. Isso é terrorismo real. Como é que a Turquia islâmica pode hipocritamente acusar Israel de terrorismo?
Um dos maiores genocídios modernos de cristãos foi cometido pela Turquia. Cerca de 100 anos atrás na Turquia, um número estimado de 1,5 milhão de cristãos armênios em 66 cidades e 2.500 vilas foram massacrados; 2.350 igrejas e monastérios foram saqueados e 1.500 escolas e colégios foram destruídos. Apesar disso, para aplacar a ira da Turquia, Trump tem evitado dizer que o Genocídio Armênio foi genocídio. Israel, que todo ano acertadamente comemora o Holocausto, também tem evitado reconhecer o Genocídio Armênio, ainda que cristãos evangélicos estejam trabalhando muito para pressionar as nações a reconhecer o Holocausto. Tanto os EUA quanto Israel não reconhecem o Genocídio Armênio porque os muçulmanos turcos odeiam ouvir sobre seus crimes contra os cristãos.
Por essas razões óbvias, a Turquia representa preocupações para os cristãos, que olham também para fatos históricos com relação à violência da Turquia contra cristãos e judeus.
Hagia Sophia, a maior e mais antiga catedral cristã do mundo, foi conquistada pelos muçulmanos em 1453 em Constantinopla, o nome cristão da atual cidade islâmica de Istambul, Turquia. Uma civilização cristã foi destruída por invasores islâmicos que transformaram a terra cristã — a terra das sete igrejas do Apocalipse — na Turquia.
Não só uma terra tradicionalmente cristã foi conquistada, mas também a terra de Israel.
De 1517 a 1917, a Turquia — que era então o Império Otomano — conquistou e possuiu a Terra Prometida. Isto é, durante quatro séculos a terra de Israel esteve sob controle islâmico. Então quando a Bíblia fala de Gogue e Magogue vindo do Norte e conquistando Israel, isso era a Turquia, que está no Norte de Israel, e possuiu a terra de Israel por séculos.
Aliás, acadêmicos judeus e cristãos apontaram para a Turquia como Gogue e Magogue, conforme o escritor evangélico Joel Richardson mostrou:
Hipólito de Roma (170–235), um teólogo cristão primitivo, em suas crônicas, conectou Magogue com os gálatas na Ásia Menor, ou Turquia moderna.
Moisés Ben Maimônides (também conhecido como Rambam) (1135–1204), o reverenciado mito judeu, em Hichot Terumot, identificava Magogue como estando na fronteira da Síria e moderna Turquia.
Nicolau de Lira (1270–1349), um estudioso hebreu e renomado exegeta bíblico, cria que Gogue era outro título do Anticristo. Lira também afirmou que a religião dos “turcos,” um termo usado para se referir aos muçulmanos em geral, era a religião do Anticristo.
Martinho Lutero (1483–1546) compreendia que Gogue era uma referência aos turcos, os quais Deus havia enviado como flagelo para castigar os cristãos.
Sir Walter Raleigh (1554–1618), em sua História do Mundo, também colocava Magogue na Ásia Menor, ou Turquia moderna.
John Wesley (1703–1755), em suas Notas Explicativas sobre Ezequiel 38 e 39, identificava as hordas de Gogue e Magogue com “as forças do Anticristo” que viriam da região da moderna Turquia.
Jonathan Edwards (1703–1758), um dos mais renomados teólogos da história americana, também via a Turquia moderna como a nação que traria a invasão de Gogue e Magogue.
Os neocons têm suas razões geopolíticas para tratar a Rússia, não as ditaduras islâmicas da Turquia e Arábia Saudita, como o inimigo número 1. Mas por que Joel Rosenberg escolheu interpretar as profecias bíblicas de um jeito que se encaixa na geopolítica neocon? Por que ele recebeu assistência fundamental do neocon Lindsey Graham para produzir um livro contra a Rússia?
Por que os Estados Unidos alistaram o verdadeiro Gogue e Magogue — que trata um pastor evangélico e Israel como “terroristas” e que matou 1,5 milhão de cristãos armênios — como membro da OTAN e seu aliado? Para vir do Norte e conquistar Israel de novo? Para vir do Norte e conquistar cristãos e tratá-los como “terroristas” de novo? Para matar cristãos, como no Genocídio Armênio e na Síria por meio de grupos terroristas islâmicos?
A Turquia tem um perfil profético que não só se encaixa em Gogue e Magogue, mas também como uma grande ameaça aos cristãos e Israel nos últimos dias.
Minha pergunta é: Por que os evangélicos americanos estão deixando neocons protestantes como Rosenberg guiá-los no plano geopolítico e belicista maior de neocons não-cristãos?
Todos os neocons, inclusive Rosenberg, achavam em 2016 que Trump seria catastrófico. É claro que ele seria catastrófico: só para os neocons e suas ambições belicistas e profecias bíblicas manipuladas.
Os EUA precisam desesperadamente de um presidente catastrófico para os neocons.
Com informações do WorldNetDaily.
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23 de abril de 2018

“Liberdade de expressão,” o supremo falso evangelho nos EUA


“Liberdade de expressão,” o supremo falso evangelho nos EUA

Julio Severo
O evangelho da “liberdade de expressão” é o grande astro em “Persecuted” (Perseguição), um filme conservador que destaca John Luther (cuja tradução é “João Lutero”), um televangelista que adora a liberdade de expressão, a Bíblia, o Evangelho… e o rosário!
John Luther
Em seus momentos mais atribulados, Luther reza com o rosário nas mãos.
A cultura gospel de liberdade de expressão produziu um televangelista católico-evangélico híbrido que defende nos Estados Unidos um conservadorismo não centrado no Evangelho, mas na liberdade de expressão. O filme reflete apenas a realidade: Por amor ao conservadorismo, os evangélicos na nação mais protestante do mundo estão sendo catolizados ao colocar ênfase em questões morais e boas obras, não no Evangelho e a salvação que Jesus Cristo oferece gratuitamente pela fé. A liberdade de expressão e um conservadorismo de boas obras estão tomando precedência sobre o Evangelho.
Ainda que a unidade conservadora, como proposta pelo filme e abundantemente mostrada na vida real, não esteja “evangelicalizando” católicos e nem mesmo produzindo católicos híbridos, o reverso está acontecendo. Enquanto os católicos não estão perdendo sua identidade católica, os evangélicos estão perdendo a deles.
Esse conservadorismo evangélico híbrido acabará se expandindo para abranger não só católicos conservadores, mas também mórmons conservadores, muçulmanos conservadores, etc. Assim, os evangélicos esquecerão sua missão principal e que almas, conservadoras ou não, estão se perdendo eternamente.
“Perseguição” é uma evidência triste da decadência evangélica americana por causa do “conservadorismo.”
A feminista pró-aborto Dorri Olds disse que “Perseguição” foi “feito em grande parte por gente que na vida real é conservadora.” Olds, que assistiu à pré-estreia, acrescenta que “foi pura propaganda da direita cristã” e que é “Um Filme Somente para Conservadores Cristãos.”
Ela escreveu sobre suas conversas com atores e produtores de “Perseguição.” Para assistir ao trailer, use este link: https://youtu.be/vurFMz8bfNY

“Boa parte de nossa cultura está erodindo,” o ator e produtor James R. Higgins disse para ela. “Não há tantos cristãos reais como costumava haver.”
Olds perguntou: “O que é um cristão real?”
Higgins respondeu: “Alguém que defenderá aquilo em que crê e não retrocederá.” Ele louvou o personagem Luther, dizendo: “Toda vez que as pessoas estão dispostas a morrer pela sua causa, eu acho que isso é realmente especial.” Conforme registrado no TheBlot, Olds acrescentou: “Sim, é isso mesmo. Vamos todos nos tornar homens-bombas!”
Ela também comentou: “Quando Higgins expressou como é importante proteger nosso direito à liberdade, perguntei se ele achava que as mulheres deveriam ter a liberdade de fazer aborto. Ele disse: ‘Ai, meu Deus. Essa é uma pergunta difícil. Isso é o que chamo de questão social.’”
Defender a liberdade e a liberdade de expressão numa sociedade cristã, como aconteceu nos EUA 200 anos atrás, produz liberdade. Em contraste, defender a liberdade e a liberdade de expressão numa nação moralmente decadente hoje produz liberdade para o aborto, sodomia e outros males.
Na definição de Higgins, conforme escreveu Olds, até os muçulmanos radicais podem ser “cristãos reais.” Mas será que tal definição é correta?
Se a feminista Olds tivesse me perguntado “O que é um cristão real?” eu teria respondido: “Um cristão real é um homem que conhece e segue Jesus Cristo. Sua paixão é pregar o Evangelho a toda criatura para lhes dar uma oportunidade de conhecerem que Jesus pode resgatar e salvar suas almas eternas do inferno eterno.”
Pregue liberdade de expressão para feministas como Olds, e elas a usarão para o aborto. Pregue o Evangelho para elas, e elas poderão ser libertas de seus pecados, inclusive do ativismo pró-aborto.
Pregar o Evangelho real, independente da liberdade de expressão, produz liberdade, aqui e para sempre.
O poder de Jesus e seu Evangelho nunca dependeram da liberdade de expressão nem de movimentos políticos de esquerda e direita.
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22 de abril de 2018

Record é condenada a exibir programas de bruxaria em horário nobre


Record é condenada a exibir programas de bruxaria em horário nobre

Julio Severo
Depois de 14 anos de batalha judicial, a Rede Record de Televisão perdeu um recurso na Justiça Federal de São Paulo e será obrigada a exibir 16 programas na TV em horário nobre feitos por entidade ligada ao candomblé e outras religiões afro-brasileiras. O juiz determinou que os programas serão veiculados durante 16 dias seguidos no horário nobre com três chamadas diárias. A gravação dos programas deverá ser feita nos estúdios na própria Record em São Paulo.
O processo movido pelo Ministério Público Federal atendeu a uma ação de 2004 da Procuradoria Regional dos Direitos do Cidadão em São Paulo, juntamente com o Centro de Estudos das Relações de Trabalho e da Desigualdade (CEERT) e pelo Instituto Nacional de Tradição e Cultura Afro Brasileira (Intercab), que alegaram que as religiões afro-brasileiras “vêm sofrendo constantes agressões” em programas veiculados na Record, citando ofensas veiculadas no programa “Mistérios”, no quadro “Sessão de descarrego” e ainda no livro “Orixás, Caboclos e Guias, Deuses ou Demônios,” de Edir Macedo. Citaram também que a Constituição Federal proíbe o que chamaram de “demonização” de religiões por adeptos de outras crenças.
Embora a Igreja Universal do Reino de Deus (IURD), que é dona da Record, tenha práticas ofensivas às outras igrejas evangélicas, pastores de outras denominações não têm processado a Record por “agressões.” Por exemplo, Macedo, que é o poderoso chefão da IURD, tem defendido descaradamente o aborto e dito que filhos são como ratos. Tais ideias são agressões violentas aos ensinos da Bíblia, que defende a vida e a família.
Se eu, como evangélico pró-vida, fosse seguir o exemplo dos pais-de-santo melindrados e ofendidos, eu entraria com um processo contra Macedo e IURD por suas agressões à concepção bíblica de vida e família. Essas agressões são constantes e sistemáticas, com a obsessão de Macedo propagar um falso “evangelho” de planejamento familiar que é essencialmente anti-bebês e anti-família.
Não apoio a IURD e seu “evangelho” pró-aborto.
Outras agressões da IURD miram cristãos pentecostais, renovados e neopentecostais que acreditam em profecias, revelações e outros dons sobrenaturais. Macedo crê e ensina que tais experiências não são para hoje, tachando-as de demoníacas. Sua visão cessacionista, que diz que não existe hoje nenhuma revelação fora da Bíblia, é semelhante às teologias cessacionistas de certas minorias igualmente extremistas entre evangélicos.
Os cristãos que acreditam e têm experiências de profecias e revelações deveriam processar a IURD por sua demonização desses dons e dos que os possuem hoje?
A IURD foi também uma das primeiras igrejas do Brasil a demonizar experiências como cair no Espírito, demonizando, por exemplo, a Vineyard Church (Igreja da Vinha) nos EUA desde a década de 1990 em seus programas. As igrejas demonizadas deveriam processar a IURD?
Nunca me passou pela cabeça processar a IURD por suas opiniões bizarras sobre aborto, planejamento familiar, filhos, profecias, revelações e cair no Espírito. Há uma liberdade de expressão que precisa ser respeitada.
Com relação às ultra-sensibilidades de adeptos do candomblé, o que eles julgam “agressões” estão presentes em grande parte dos Evangelhos como expulsões de demônios. Jesus passava grande parte de seu tempo pregando o Evangelho, curando os enfermos e expulsando demônios.
Pode-se questionar o modo como a IURD aplica expulsões ou até mesmo se são reais, mas nunca as expulsões bíblicas em si. Além disso, denúncia de bruxaria sempre foi parte do Cristianismo. A Bíblia possui várias orientações contra práticas ocultistas que são plenamente aceitas pelo candomblé e outras religiões.
Quando religiões adeptas de práticas de bruxaria precisam da força do Estado para coibir opiniões contrárias a essas práticas, o resultado é fascismo, nazismo e comunismo. É simplesmente ditadura.
Oponho-me a muitas ideias e práticas da IURD, mas não preciso do Estado para coibir a IURD. Minha oposição se reflete em meus argumentos e artigos. Se o candomblé precisa do Estado para coibir discordantes, é prova de que não possui argumentos bons e convincentes para defender suas práticas.
Se quiserem processar a IURD por defesa do aborto, há respaldo jurídico, pois a defesa do aborto é defesa de assassinato de bebês. Podem também processar a IURD por suas maracutaias financeiras com a Record. Mas processar por condenações de práticas de bruxaria sendo que a fonte de toda condenação à bruxaria é a própria Bíblia? O que as religiões afro-brasileiras vão fascistamente exigir em seguida? Proibição da Bíblia?
Se todos seguirem a reação melindrada e perturbada dos adeptos do candomblé, processos choverão de todos os lados contra tudo e contra todos. No final, vencerá quem tem mais proteção estatal. Isso é fascismo. Proteção estatal à bruxaria é puro fascismo.
Hoje, coíbem a IURD pró-aborto. Mas amanhã os adeptos do candomblé poderão se utilizar do mesmo fascismo para coibir igrejas pró-vida.
Com informações de CongressoEmFoco.
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21 de abril de 2018

Pinoquice: Revista da Globo acusa GospelPrime de espalhar notícias falsas


Pinoquice: Revista da Globo acusa GospelPrime de espalhar notícias falsas

Julio Severo
Em reportagem de capa intitulada “O exército de Pinóquios,” a revista Época, que é um dos muitos tentáculos das organizações Globo, atacou frontalmente o maior portal evangélico do Brasil por causa de uma denúncia do GospelPrime sobre repasse de verbas do governo brasileiro para a Autoridade Palestina, que, de acordo com a Época, não tem envolvimento com o terrorismo.
Buscando desacreditar o GospelPrime, Época tentou manchar a fonte de renda do site evangélico. De acordo com a revista da Globo, o GospelPrime ganha de R$ 10 mil a R$ 20 mil por mês — valor que não deve chegar nem a 1 por cento do que a Globo tira. Se Época vê ou tenta insinuar “corrupção” nessa quantia, o que dizer dos milhões que as organizações Globo recebem de várias fontes, inclusive governamentais? É uma insinuação hilária.
Em contraste, as denúncias contra a Globo são antigas. Há por exemplo o livro “A história secreta da Rede Globo,” escrito por Daniel Heiz e publicado em 1987.
Em sua reportagem, a Época disse: “O Gospel Prime, por exemplo, não publica única e exclusivamente informações falsas, mas, de vez em quando, solta pérolas como a dos terroristas palestinos ou a de um cientista que colocou em xeque a Teoria da Evolução (que, na realidade, acabou demitido).”
Época faz parecer que a única ocupação do GospelPrime é espalhar notícias falsas. Embora eu não concorde com todas as informações desse portal (precisei certa vez desmentir uma verdadeira notícia falsa, que com certeza a Globo aplaudiria: a propaganda gratuita que o GospelPrime fez de uma “pesquisa” tendenciosa de uma evangélica feminista), o GospelPrime está muito longe de ser um promotor exclusivo de notícias falsas. A Globo e seus veículos de desinformação ocupam muito mais espaço nessa área.
Se crianças precisam de proteção contra a agenda gay, a Globo invariavelmente promove o ponto-de-vista dos predadores homossexuais. Isso é fakenews, ou notícia falsa.
O GospelPrime fica do lado das crianças, que são as vítimas de doutrinações homossexuais e até abusos físicos. Isso é notícia verdadeira.
Se o aborto mata crianças, a Globo mostra esse tipo de assassinato como mero “direito” de mulheres assassinas. Isso é fakenews.
O GospelPrime fica do lado das crianças, que são vítimas de torturas e morte nas mãos de médicos aborteiros. Isso é notícia verdadeira.
A Globo é um oceano de fakenews. Ver a Globo acusar o GospelPrime de notícias falsas é a mesma coisa que ver Stálin acusando Billy Graham de ser genocida.
Em resposta às calúnias da Globo, o GospelPrime publicou sua “Nota de Esclarecimento sobre ataque da Revista Época.”
O ataque frontal da Globo ao GospelPrime é prova de uma tendência irreversível: a maior resistência ao socialismo no Brasil são os evangélicos. Essa tendência já foi confirmada pela esquerda no Brasil e também foi comprovada por The Nation, uma das revistas mais antigas dos EUA.
A Globo está incomodada com essa tendência!
A reportagem da Época é pura perseguição e medo do poder dos evangélicos, que vão continuar avançando e derrubando estruturas que há décadas produzem fakenews sobre os evangélicos e sobre valores pró-vida e pró-família que são tão importantes para a maioria dos brasileiros.
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19 de abril de 2018

Os profetas de Israel celebrariam o aniversário de 70 anos do Estado de Israel?


Os profetas de Israel celebrariam o aniversário de 70 anos do Estado de Israel?

Julio Severo
Cristãos no mundo inteiro celebraram os 70 anos de independência de Israel em 18 de abril de 2018, apontando não só para a sobrevivência de Israel em meio a nações muçulmanas hostis, mas também seu progresso econômico.
Contudo, pelo fato de que amam muito Israel, os cristãos têm ignorado grandes questões que afetam a sobrevivência eterna e terrena dos judeus.
Se recebessem a oportunidade divina de ressuscitar hoje, os profetas do antigo Israel celebrariam o progresso econômico do Israel moderno?
Eles tinham olhos espirituais e até mesmo quando o antigo Israel estava tendo progresso terreno, eles apontavam que os pecados deles trariam destruição.
Eles condenavam especialmente a idolatria, que envolvia sacrifício de crianças e homossexualidade.
Esses três pecados estão presentes no Israel moderno. Existe uma idolatria de ideologias materialistas que apoiam o aborto provocado — que é sacrifício de crianças — e a homossexualidade, que é “sagrada” nas leis israelenses. Aliás, Israel é um campeão desses dois pecados no Oriente Médio.
Os antigos profetas muitas vezes clamavam para Israel:
​​​​​​​​Mas as suas maldades separaram vocês do seu Deus; os seus pecados esconderam de vocês o rosto dele, e por isso ele não os ouvirá. ​​” (Isaías 59:2 NVI)
“Diga a esse povo: Darei de graça a sua riqueza e os seus tesouros como despojo, por causa de todos os seus pecados, por toda a sua terra.” (Jeremias 15:13 NVI)
Por que os cristãos deveriam achar que a mensagem deles seria diferente hoje?
Muitas vezes os cristãos nos Estados Unidos — a maior nação protestante do mundo — e no Brasil — a maior nação católica do mundo — condenam o aborto e a agenda gay em seus próprios governos e nações. Eles também condenam o aborto e a agenda homossexual em outras nações e na ONU. Mas ficam em silêncio sobre os mesmos pecados no governo israelense. Eles celebram Israel constantemente, independente de seus pecados.
Se ressuscitassem hoje, os profetas fariam o que os cristãos estão fazendo? Eles celebrariam? Não. Eles fariam hoje o que eles costumavam fazer no antigo Israel: eles chorariam para que Israel se arrependesse de seus pecados. Eles proclamariam para os judeus de hoje que eles precisam aceitar o Messias Jesus.
Muitos cristãos parecem pensar: “Como posso apontar os pecados de aborto e homossexualidade para Israel se há preocupações maiores, principalmente que Israel está cercado por inimigos muçulmanos, que querem destruí-lo?”
Nada mudou. Quando os antigos profetas profetizaram contra os pecados de Israel, Israel estava também cercado de inimigos que queriam destruí-lo.
Progresso econômico e tecnológico é importante, mas sem salvação em Jesus Cristo, no final das contas não existe nenhum ganho real. E quando o aborto, a homossexualidade, o socialismo e outros pecados estão avançando em Israel, o Deus dos antigos profetas está celebrando ou chorando? O Deus de Israel está celebrando ou chorando?
Jesus veio para Israel não só como Judeu, mas principalmente como seu Messias. Contudo, os judeus não o receberam bem. A Bíblia diz:
“Aquele que é a Palavra veio para o seu próprio país, mas o seu povo não o recebeu.” (João 1:11 NTLH)
Os cristãos deveriam se conduzir como o Apóstolo Paulo, que era judeu. Ele disse:
“Irmãos, o desejo do meu coração e a minha oração a Deus pelos israelitas é que eles sejam salvos.” (Romanos 10:1 NVI)
Os cristãos deveriam se engajar em oração constante pela salvação de Israel em Jesus Cristo.
Os cristãos podem celebrar quando Israel prospera economicamente.
Os cristãos podem celebrar quando Israel pode se defender de terroristas muçulmanos.
Os cristãos podem celebrar quando Jerusalém for finalmente reconhecida como capital de Israel.
Entretanto, Isaías, Jeremias e outros antigos profetas diriam:
Não podemos celebrar a prosperidade econômica de Israel quando o aborto, a homossexualidade e outros pecados destrutivos estão avançando em Israel.
Não podemos celebrar a força militar israelense de se defender quando sabemos que pecados destroem a defesa real de uma nação. Aliás, a homossexualidade destruiu Sodoma, que era uma antiga cidade que está na terra de Israel.
Não podemos celebrar Jerusalém como capital de Israel quando esta cidade santa celebra paradas homossexuais todos os anos e derrama o sangue inocente de suas crianças por meio do aborto legal.
Como é que poderíamos celebrar quando Israel não está salvo? Como é que poderíamos celebrar quando Israel não conhece seu Salvador Jesus Cristo?
Os cristãos deveriam chorar e orar pela salvação de Israel, pois a maior celebração é a salvação. Jesus disse:
“Eu lhes digo que, da mesma forma, há alegria na presença dos anjos de Deus por um pecador que se arrepende.” (Lucas 15:10 NVI)
Quando Israel se arrepender de seus pecados — inclusive o aborto e a homossexualidade — e aceitar seu Messias, haverá alegria e celebração no céu e entre cristãos verdadeiros na terra.
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