21 de julho de 2014

Facebook ou a Bíblia?


Facebook ou a Bíblia?

Janet Porter
Pergunta: O que é mais importante?
A: O que o Deus vivo do Universo tem para lhe dizer em Sua Palavra?
Ou
B: O que pessoas que você mal conhece tiveram para o jantar?
De acordo com a Associated Press, mais pessoas estão escolhendo “B,” para conferir o Facebook do que a Bíblia diariamente. O Facebook alega ter 143 milhões de usuários diários na América do Norte, mas pesquisas de opinião pública mostram que só 40 milhões de pessoas nos EUA leem a Bíblia diariamente. Isso não leva em consideração o Canadá e o México, mas provavelmente eles não compensarão a diferença de 100 milhões.
Neste mês, por que você não tenta algo novo? Só vá ao Facebook depois que você tiver lido sua Bíblia. E então, quando estiver no Facebook, certifique-se de postar versículos da Bíblia para compensar todos os que têm sido omissos.
Traduzido por Julio Severo do artigo do BarbWire: Facebook or Bible?
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Lamentemos as vítimas… mas não transformemos uma tragédia em catástrofe mundial


Lamentemos as vítimas… mas não transformemos uma tragédia em catástrofe mundial

Peter Hitchens
Uma coisa que deveríamos ter aprendido nos 100 anos passados é que a guerra é o inferno. Precisamos também notar que, logo que é iniciada, a guerra é difícil de parar e muitas vezes toma chocantes mudanças de direção.
Vamos apenas lamentar os mortos e consolar os que perderam familiares. Vamos deplorar a falta de juízo dos homens e a maldade da guerra.
Então os que iniciaram a atual guerra na Ucrânia — a causa direta do assassinato horrendo de tantos inocentes no Voo MH17 na quinta-feira — de fato não têm desculpa alguma.
Não há dúvida sobre quem são eles. Em todas as guerras, o agressor é o que faz o primeiro movimento num território neutro ou em disputa.
E esse agressor foi a União Europeia, que está rivalizando com a China como a maior potência expansionista do mundo, engolindo países do jeito que focas de espetáculos engolem peixes (desde 1995, 16 foram engolidos de uma vez).
Ignorando os avisos repetidos e cada vez mais urgentes de Moscou, a UE — apoiada pelos EUA — buscou trazer a Ucrânia para sua órbita. Fez isso com o uso de violência e ilegalidade, uma multidão armada de manifestantes e a derrubada de um presidente eleito.
Na época, alertei que isso levaria a um horrível conflito militar. Escrevi em março: “Tendo estimulado esperanças que não pode satisfazer, o Ocidente despertou as antigas paixões dessa parte cruel do mundo e quem sabe aonde a estupidez vangloriosa do Ocidente levará?”
Agora estamos vendo. Em grande parte sem cobertura da imprensa nos meses passados, estava ocorrendo uma suja guerrinha no Leste da Ucrânia.
Destroços do MH17 na Ucrânia
Muitos inocentes têm morrido, sem que o Ocidente esteja notando. Nenhum dos lados tem algo de que se gabar — na terça-feira passada 11 civis inocentes morreram num ataque aéreo num prédio de apartamentos na cidade de Snizhne, mas a Ucrânia está tentando, de modo não convincente, colocar a culpa na Rússia.
Então, por favor, não permita que usem a matança horrível da quinta-feira como propaganda para fazer você se esquecer do que realmente está acontecendo.
Armas poderosas tornam extremamente fácil que pessoas façam coisas estúpidas e assustadoras. As guerras dão uma probabilidade imensamente maior dessas coisas acontecerem.
Em setembro de 1983, a força aérea soviética, inflamada pelas paixões e temores da Guerra Fria, indesculpavelmente massacrou 269 pessoas a bordo de um avião 747 da Korean Airlines.
Em julho de 1988, especialistas com elevado grau de treinamento da Marinha dos EUA a bordo do cruzador Vincennes, usando equipamento ultramoderno, de forma idiota se equivocaram com um Airbus iraniano, o Voo 655 da Iran Air, achando que era um avião de guerra F-14 Tomcat. Eles atiraram e abateram o avião de passageiros, matando 290 pessoas inocentes, inclusive 66 crianças.
Todos os tipos de inverdades oficiais foram ditas na época para desculpar isso. Em outubro de 2001, atrapalhados recrutas ucranianos em treinamento foram os principais suspeitos pela destruição do avião russo Voo 1812 da Siberia Airlines que estava voando sobre o Mar Negro. Quem quer que tenha feito isso, mataram 78 passageiros e tripulação que estavam indo de Israel para a cidade Novosibirsk. Contudo, a Ucrânia nunca admitiu oficialmente culpa.
Portanto, vamos apenas lamentar os mortos e consolar os que perderam familiares. Vamos deplorar a falta de juízo dos homens e a maldade da guerra. Não vamos deixar que inflamem esse acontecimento infeliz, transformando-o numa nova guerra. É isso o que fizemos quase 100 anos atrás, e já era tempo de termos aprendido algo com isso.
Traduzido por Julio Severo do artigo do DailyMail: Mourn the victims... but don’t turn one tragedy into a global catastrophe
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20 de julho de 2014

Silas Malafaia acusa PT de usar a Receita Federal para persegui-lo


Silas Malafaia acusa PT de usar a Receita Federal para persegui-lo

Ele fez alertas sobre a tentativa frustrada do governo de tentar desmoralizá-lo usando a Receita Federal

Leiliane Roberta Lopes
Comentário de Julio Severo: A denúncia do Pr. Silas Malafaia é grave: a piranha do imposto de renda está sendo usada para investigá-lo e atrapalhar sua vida e ministério. Chamo de piranha porque essa criatura peçonhenta rouba do brasileiro muito mais do que o próprio Tiradentes aceitaria. Na sua época, Tiradentes se rebelou contra uma carga governamental de 20 por cento de impostos — chamado o “quinto.” Hoje, são dois “quintos” do inferno — 40 por cento. O que o PT está fazendo com Malafaia não é exclusividade da esquerda do Brasil. Há nos EUA denúncias se arrastando há anos do governo de Obama, conforme reportagem da revista Veja, semelhantemente “investigando” e atrapalhando a vida de organizações pró-vida. É evidente então que a esquerda usa a máquina governamental, e seu colossal acesso a dados particulares, para intimidar conservadores. No meu caso, desde que expus as ligações e declarações públicas de Ariovaldo Ramos em prol do marxismo, tenho sofrido ameaças covardes, especialmente de calvinistas esquerdistas, dizendo que têm todos os meus dados e da minha família e que, se eu não parar de denunciar o marxismo de Ariovaldo, vão distribuir pela internet informações privilegiadas, inclusive números de documentos e passaportes, colocando diretamente em risco a mim e minha família. Um dos intimidadores calvinistas é filho de um general. Quando o Rev. Alberto Thieme, um adorável pastor presbiteriana conservador já idoso, contatou o filho do general para que cessasse seu comportamento baixo, a resposta a ele foi semelhante: “já temos todos os seus dados.” Como é fácil obter dados pessoais e documentais quando você é evangélico esquerdista e amigo do PT! Não por acaso, uma das muitas pontes entre esses intimidadores e a máquina do governo do PT é um teólogo presbiteriano — um promotor da Teologia da Missão Integral — que trabalha para Gilberto Carvalho, o homem forte (outros diriam “mafioso”) do PT. Para entender o poder de ameaça deles, leia o texto do subtítulo “Como se tornar alvo do Estado esquerdista e seus adeptos cristãos” do seguinte artigo: A sombra “evangélica” da sombra “católica” na Presidência da República: Alexandre Brasil e Gilberto Carvalho
Então, Malafaia está sob ameaça do PT, e eu, que sou muito menor que ele, estou sob ameaça dos principais parceiros evangélicos do PT: a ala da Teologia da Missão Integral.
Agora, a reportagem do GospelPrime sobre a perseguição que Malafaia está sofrendo da máquina do PT. Tomara que com isso ele tenha aprendido a lição por ter dado um apoio estúpido e nojento ao PT anos atrás:
O pastor Silas Malafaia fez uma denúncia contra o governo do PT em seu programa “Vitória em Cristo” deste sábado (19). Com o objetivo de mostrar que está sendo vítima de perseguição política e religiosa, o pastor presidente da Associação Vitória em Cristo (AVEC) e da Assembleia de Deus Vitória em Cristo (ADVEC) mostrou documentos de processos movidos para investigar essas instituições.
Segundo Malafaia depois da manifestação pacífica que ele liderou em Brasília em junho do ano passado, a Receita Federal passou a mandar intimações solicitando centenas de documentos para investigar tanto a AVEC como a ADVEC.

Antes mesmo de encerrar a primeira investigação outras duas se iniciaram solicitando os mesmos documentos com o intuito de encontrar algo que pudesse desabonar a administração do pastor Silas Malafaia que está à frente da Assembleia de Deus Vitória em Cristo desde 2010, depois que o seu sogro, o pastor José Santos, faleceu.
A denúncia do pastor é que o atual governo do Brasil está usando um órgão importante como a Receita Federal e a Polícia Federal para benefício próprio. Malafaia lembrou que no ano passado o vice-diretor de fiscalização da Receita Federal pediu demissão por não concordar com esta interferência do Estado no órgão público.
“Essas duas instituições, elas não podem estar a reboque de governo nenhum. Elas são importantíssimas para o Estado Democrático de Direito”, afirmou o pastor que não estava reclamando do processo que foi aberto, mas sim sobre os motivos que os levaram a isso.
“Querem me investigar, me investiguem”, disse ele deixando claro que não tem medo de mostrar a igreja e nem a instituição que preside.
“Vou dar uma sugestão ao governo do PT: Por que não manda investigar o filho do Lula que era um pobre rapaz quando o pai dele passou a ser presidente e hoje é um milionário”, disse.
Disse também que o governo age com cinismo e mais: “Povo brasileiro, esses caras querem transformar isso aqui em uma Venezuela e uma Cuba”.
Fonte: GospelPrime
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19 de julho de 2014

Para Jean Wyllys, avião derrubado na Ucrânia pode ter sofrido “ataque homofóbico”


Para Jean Wyllys, avião derrubado na Ucrânia pode ter sofrido “ataque homofóbico”

Esta é a explicação de Jean Wyllys para queda de avião

Myrcia Hessen
Comentário de Julio Severo: Agora está mais que compravado: o ativista gayzista Jean Wyllys é um promotor de teorias gays de conspiração. Só porque 100 especialistas de AIDS estavam no avião que foi abatido na Ucrânia, Wyllys parte para a conclusão, de acordo com o jornal Diário do Poder, de que foi “ataque homofóbico.” É verdade que a AIDS se tornou a principal fonte para canalizar recursos financeiros para o ativismo homossexual no mundo. Mas concluir daí que a derrubada do avião visou deliberadamente interferir no fluxo do financiamento multimilionário da AIDS para grupos de militância gay é sintoma de uso de drogas ou, já que Wyllys já admitiu sua crença em exus, baixou algum espírito de porco gay nele. O que ele vai dizer em seguida, sob a inspiração desse espírito? Que a derrubada do avião foi ordenada por Julio Severo ou Silas Malafaia? Se Wyllys fosse tão corajoso assim quando o tal espírito baixa, ele bem que poderia acusar que foram os radicais islâmicos da Arábia Saudita que ordenaram o suposto ataque “homofóbico.” Fica a dica para Wyllys. Leia agora a reportagem do Diário do Poder:
Jean Wyllys
O deputado Jean Wyllys (Psol-RJ) causou alvoroço nas redes sociais ao levantar a hipótese de que o Boeing-777, da Malaysia Airlines, foi, na verdade, vítima de um “ataque homofóbico”. O avião caiu na Ucrânia, na região de Donetsk, após ser atingido por um míssil. O voo saiu de Amsterdã, na Holanda, e seguia para Kuala Lumpur. Com 298 passageiros, a principal explicação para o ataque, até o momento, seria o conflito entre Rússia e Ucrânia, que, segundo Jean contou com a participação direta dos Estados Unidos – agora apontado como possível culpado, juntamente com a Rússia. “Meu olhar sobre o episódio é mais humanitário e menos preocupado com a geopolítica”, declarou o parlamentar sobre o caso.
Segundo ele, “há outro lado nefasto no episódio”, já que do total de passageiros, havia mais de 100 pessoas que seguiam para a 20ª Conferência Mundial de Aids, na Austrália. “173 eram da Holanda, país referência no financiamento de projetos e no debate avançado sobre HIV e AIDS, dentre eles, Joep Lange, um cientista reconhecido mundialmente por ter dedicado mais de 30 anos da sua vida à pesquisa sobre o HIV e a Aids”, justificou. “Caso essas informações se confirmem, haverá um impacto dessas mortes nas pesquisas e nas políticas públicas futuras de prevenção e combate à AIDS – e isto é muito grave e desalentador!”, completou.
Jean garante não querer estimular mais uma “teoria da conspiração”, mas insiste em questionar: “o fato de haver especialistas em HIV/AIDS à bordo do avião terá sido uma mera coincidência ou pode apontar para uma outra explicação sobre o abatimento da aeronave numa região da fronteira entre dois países conservadores?”. Mesmo deixando claro se tratar de uma pergunta, o post já teve quase mil compartilhamentos e mais de 200 comentários, a maioria horrorizada com a posição do deputado. “Jean Wyllys, onde eu pego o alvará para falar bosta a vontade?”, escreveu o usuário João Júnior.
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Carta Aberta a Ariovaldo Ramos


Carta Aberta a Ariovaldo Ramos

Thiago Cortês
Caro pastor Ariovaldo,
Eu o vi pela primeira em um evento na Faculdade Latino Americana de Teologia Integral (FLAM), em Arujá, onde resido com minha família. Na hora do louvor, lembro de ter ouvido o senhor cantando bem desafinado – como todo bom batista.
Hugo Chavez e Ariovaldo Ramos
Também foi na FLAM que o entrevistei para uma revista que deixou de circular. Nós falamos de justiça social, democracia e a situação da Venezuela.
Naquela ocasião o senhor explicou porque havia ido para Caracas com um grupo de brasileiros para oferecer seu apoio a Hugo Chávez, que havia sido deposto. Lembro que, na entrevista, sua defesa de Chávez foi baseada em seu compromisso com a democracia.
Eu era jovem demais e fiquei impressionado com suas ideias. A sua preocupação com as questões sociais me fez imaginá-lo como um profeta moderno. Fui atrás dos seus artigos, entrevistas, incluindo uma reportagem especial no Le Monde Diplomatique Brasil.
Imaginei que o senhor fosse um paladino da liberdade e da democracia – e que sempre reagiria ao autoritarismo independentemente de seus compromissos ideológicos.
George Orwell, por exemplo, era socialista, mas comprometido com a verdade em qualquer circunstância. Não hesitava em dizer a verdade mesmo quando ela ofendia seus camaradas e lhe causava problemas. Imaginei que o senhor pertencesse a tal tradição…
Porém, desde que o regime venezuelano se voltou contra estudantes e trabalhadores que divergem de Nicolás Maduro, o senhor não diz uma palavra sobre a Venezuela.
As igrejas e os cristãos dissidentes venezuelanos têm sido atacados apenas porque divergem do regime. Em São Martinho de Tours, o principal templo da região foi atacado por membros do grupo Juventude Bicentenária de La Vitória, auspiciado pelo governo de Nicolás Maduro.

Não entendo o seu silêncio. Por favor, me explique! 

A Conferência Episcopal Venezuelana declarou que Nicolás Maduro tenta impor um governo totalitário na Venezuela. Mas não é apenas a comunidade cristã que tem sofrido. Os opositores do governo vivem entre a cadeia e a repressão nas ruas.
Quando esteve na Venezuela, o senhor foi recebido por autoridades de Estado e pelo então presidente Hugo Chávez. Por que o senhor não volta lá agora para visitar os cristãos opositores que estão nas cadeias e nos hospitais?

Caro Ariovaldo, por que o senhor não fala dos irmãos perseguidos na Venezuela?

O senhor sempre falou em momentos de crise e tomou posições claras. O senhor falou contra a deposição do presidente do Paraguai, contra a Guerra do Iraque, e até bradou contra a ação da PM no Pinheirinho, que o senhor classificou de “massacre”.
(Na verdade, ficou provado ser falsa a informação de que sete pessoas haviam sido assassinadas pela Polícia no Pinheirinho. Mas o senhor nunca se retificou.)
Por outro lado, a polarização ideológica na Venezuela resultou em um massacre de verdade, com vítimas dos dois lados. São centenas de estudantes e trabalhadores presos, dezenas de mortos e outros desaparecidos.  Mas deste massacre real o senhor não fala.

Caro Ariovaldo, por que o senhor emudece diante do caos venezuelano?

Isso é muito triste, caro Ariovaldo. Penso que toda pessoa decente deve condenar regimes autoritários, independente de qualquer preferência ideológica ou partidária.
Os seus séquitos afirmam que o senhor é bem intencionado. Por isso, ainda que defenda dogmas ideológicos dos chavismo – e mesmo o regime chavista! – não merece ser cobrado pelas conseqüências concretas das ideias e dos governos que defende.
Em outras palavras, o senhor pode defender o que quiser nas igrejas, na mídia, diante do nosso povo e ninguém tem o direito de cobrá-lo qualquer responsabilidade.
Isso me leva a outra questão: a sua definição de cristão.
Em uma entrevista sobre suas posições políticas, o senhor dá a entender que o cristão verdadeiro é aquele que têm os dogmas ideológicos de um militante de esquerda.
Fiquei decepcionado com sua visão simplista da realidade.
Frank Britto, do blog Resistir e Construir, fez uma brilhante desconstrução dessa mistura entre Evangelho e socialismo.  Ele anota a diferença entre as ordenanças bíblicas para que busquemos a justiça e a ideia secular de que os governos devem buscar tais fins.
“O problema de Ariovaldo Ramos é presumir – sem qualquer razão ou justificativa bíblica ou racional – que o fato do cuidado dos desamparados ser uma ordem de Deus enfatizada por toda a Bíblia signifique que seja responsabilidade do governo civil fazer com que tal ordem deva ou que sequer possa ser cumprida”
Frank explica: “Ariovaldo Ramos faz de conta que existe a responsabilidade bíblica de que isso se cumpra por meio da imposição do governo civil, ainda que não exista qualquer ordem, mandamento ou evidência bíblica a respeito disso.”
E isso me conduz ao último e não menos importante tópico desta carta: o seu recente apoio a Política Nacional de Participação Social (PNPS), que submete todos os órgãos da administração federal a conselhos de “representantes da sociedade civil”.
A PNPS prevê a criação de “conselhos populares” formados por integrantes de “movimentos sociais” que poderão opinar sobre os rumos de órgãos e entidades do governo federal
Caro Ariovaldo, acredito que o senhor tenha experiência de vida e conhecimento histórico suficientes para entender que a democracia é frágil e pode ser seqüestrada por grupos organizados, principalmente se estes são financiados pelo partido no poder.
Lembro que o senhor rechaçou, com toda a razão, a afirmação ingênua de conservadores segundo os quais Marco Feliciano representava os evangélicos.
Mas o senhor acredita que movimentos de ultraesquerda representam o povo?
Isso também seria muito ingênuo. Todas as pesquisas sérias apontam um fato indigesto para os grupos de esquerda: a população é majoritariamente conservadora, quer, entre outras coisas, a diminuição da idade penal e punição exemplar aos corruptos.
Os tais movimentos sociais (todos eles financiados com verbas públicas) que ocupariam os conselhos “populares” estão umbilicalmente ligados a uma agenda de ruptura social que claramente não representa a vontade da maioria da população.
Os conselhos “populares” nada teriam de populares: seriam apenas mecanismos para dar poder a movimentos sectários e minoritários que não têm qualquer força eleitoral.
Alexis de Tocqueville alertava que o risco da democracia é que ela se suicide.

O senhor não pensa que é preciso ter mais prudência?

Os seus artigos e aforismos poéticos estão cada vez mais carregados de utopismo:
“Eu quero o socialismo dos crentes que, em meio à marcha dos trabalhadores e, diante do impasse do confronto com as forças do estabelecido, grita ao megafone: companheiros, avancemos! Deus está do nosso lado!”
Em nome de ideais utópicos, o senhor estimula os crentes a avançar contra a Polícia?
Caro Ariovaldo, isso não o faz lembrar dos jacobinos? Eles prometiam liberdade, igualdade e fraternidade, mas depois da Revolução Francesa entregaram um banho de sangue. E depois de tanto louvor à liberdade, o poder foi acabar nas mãos de Napoleão Bonaparte…
Sou jovem (ainda), mas aprendi que a natureza humana não permite que sonhemos com a construção de um Paraíso na Terra. Acredito que isso sequer tem base bíblica.
Nós somos seres caídos, desprovidos de sabedoria e virtudes, incapazes de produzir nada perfeito com nossas mãos. O Reino de Deus não pode ser forjado por nossos governos.
É estranho que o senhor, um pastor, aparentemente não pense assim.
Ao apoiar a criação de conselhos “populares” que fortalecem movimentos que não passam corrente de transmissão da agenda da ultraesquerda e do partido no poder, o senhor contribui para colocar nossa jovem e frágil democracia em perigo.

O senhor não percebe isso?

Infelizmente, a poesia e as boas intenções não são suficientes, caro Ariovaldo. É preciso prudência e humildade na política, afinal, fazer política é lidar com a vida dos outros!
Karl Popper e outros pensadores que são referências na ciência política defendem que a democracia não existe para nos conduzir a um futuro utópico, mas para evitar males concretos como o conflito fratricida pelo poder e a conseqüente ruptura do tecido social.
A democracia, dizia o velho Popper, é um regime que descarta a perfeição e nos permite a convivência entre grupos com interesses antagônicos através da alternância pacífica deles no poder. Democracia, caro Ariovaldo, não é o regime dos sonhos: apenas previne os pesadelos.
O manifesto de apoio a PNPS – que o senhor assinou – cita uma frase do teólogo Reinhold Niebuhr:  “A capacidade do homem para praticar a justiça torna a democracia possível; mas a inclinação do homem para a injustiça torna a democracia necessária.”
O senhor deve saber que Niebuhr, embora tivesse posições políticas liberais, era um conservador moral que criticava o “excesso de otimismo” dos liberais que negam as implicações de uma natureza humana corrompida desde o pecado original.
Infelizmente, caro Ariovaldo, parece ser este o seu caso. O senhor não considera o pecado original, tampouco nossa natureza viciada em poder, status, egoísmo. Dar poder demais a alguns homens supostamente bondosos é uma receita para a tragédia.
O ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) Carlos Velloso, o ex-ministro da Justiça Miguel Reale, o jurista Valmir Pontes Filho (que preside Comissão de Estudos Constitucionais da Ordem dos Advogados do Brasil), entre outros juristas, enxergam esse risco.
Se o senhor insistir com a falácia de que os tais conselhos servem para “aprofundar a democracia”, respondo com um dado histórico importante: eles foram criados em 1937, ou seja, no ano em que o Brasil caiu na ditadura do Estado Novo.
Caro Ariovaldo, só o que peço é que o senhor reflita – sobre os fatos, os dados históricos, o nosso estado de decadência moral oriundo do pecado original – e retire o seu apoio aos conselhos “populares” e toda a agenda dos grupos que querem a ruptura social.
E assim, talvez, o senhor evite entrar para a História como parte de um grupo de cúmplices de um golpe contra a nossa jovem democracia.
Abraços fraternais,
Thiago Cortês
Fonte: GospelPrime
Divulgação: www.juliosevero.com
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Ariovaldo Ramos na Universidade Presbiteriana Mackenzie

C-FAM: Novas Metas da ONU Precisam Fazer Mais pelas Mães


C-FAM: Novas Metas da ONU Precisam Fazer Mais pelas Mães

Wendy Wright
NOVA IORQUE, EUA, 11 de julho de 2014 (C-FAM) — Preste atenção nas mães! Assim diz um recente documento para delegados da ONU enquanto finalizam novas metas que guiarão o desenvolvimento internacional até 2030.
“Enquanto os países decidem o futuro das prioridades de desenvolvimento do mundo e como bilhões de dólares serão gastos, o destino das mães está nas mãos deles,” declara o documento do C-FAM, que publica o Friday Fax.
Muito frequentemente, mulheres morrem na gravidez e parto. Em 2000, os países concordaram em tornar a maternidade mais segura. Mas eles não conseguiram alcançar a meta da redução de 75% em mortes maternas prometida nas Metas de Desenvolvimento do Milênio (MDMs), um conjunto de objetivos ambiciosos que expira em 2015.
Novas metas de desenvolvimento continuarão onde as MDMs descontinuam. Os autores Rebecca Oas e Stefano Gennarini apontam para o fato de que as mães ficaram com a pior sorte sob as políticas da ONU, em “The Unfinished Business of MDG5 on Maternal Health and the Post-2015 Development Agenda” (O Negócio Inacabado das MDM5 sobre Saúde Materna e Agenda de Desenvolvimento Pós-2015).
A maioria das 350.000 mortes maternas anuais ocorre em países pobres. As mães “morrem frequentemente em condições insalubres, sozinhas, em terror e agonia sem assistentes treinados, ou acesso a assistência adequada para salvar vidas,” diz o Dr. Robert Walley de MaterCare International.
Um estudo histórico do Chile esclarece quais passos devem ser tomados para reduzir a mortalidade materna: Educação para as mulheres, assistentes treinados de parto, assistência pré-natal, acesso à água e saneamento, e assistência obstétrica de emergência.
Um problema comum entre mulheres de idade reprodutiva é deficiência de ferro — uma condição que merece muita atenção no mundo desenvolvido, mas que num país pobre ameaça a vida das mulheres grávidas que têm hemorragia. A melhoria na nutrição salvará a vida das mães e dos bebês.
Chega-se melhor a cada solução com a melhoria na infraestrutura, especialmente a assistência médica.
Contudo, a atenção e financiamento estão sendo desviados das iniciativas que ajudam as mães a sobreviverem ao parto para iniciativas que evitam completamente a maternidade. Os promotores do planejamento familiar têm transformado a contracepção na prioridade mundial máxima, e se gastam anualmente 60 bilhões de dólares em programas de controle populacional. Só uma fração desse dinheiro vai para salvar a vida das mães.
O Fundo de População da ONU (FNUAP), a Federação Internacional de Planejamento Familiar e outros pedem mais dinheiro para cobrir um número projetado de 220 milhões de mulheres que têm uma “necessidade não atendida” de planejamento familiar. Mas essa afirmação é enganadora, o documento explica.
Na África — o foco da maioria das iniciativas de planejamento familiar — 98% das mulheres casadas têm acesso aos modernos contraceptivos. Muitas escolhem não usá-los devido a preocupações com efeitos colaterais e riscos de saúde, ou porque estão amamentando, têm sexo infrequente ou nenhum, ou se opõem à contracepção.
As organizações de planejamento familiar dizem que precisam de recursos para “aumentar a demanda,” isto é, convencer as mulheres a usar a contracepção.
Enquanto isso, milhares de mulheres morrem anualmente por falta de melhorias na assistência médica materna. Os programas de saúde reprodutiva focam muitas vezes na eliminação da maternidade, em vez de a tornarem segura.
Isso pode ficar pior se o termo “direitos reprodutivos” for incluído nas novas metas. O termo muda o foco de resultados mensuráveis concretos para criar normas e mudar leis. Envolve medidas incontestáveis com questões como aborto que provocam debates politicamente divisivos.
Organizações como a do Dr. Walley têm sido rejeitadas para receber financiamento porque não fornecem aborto — o que alguns chamam de “direito reprodutivo” — ainda que o aborto carregue riscos médicos, e é especialmente inseguro para mulheres e lugares em que o parto é perigoso.
Em 2012, os países removeram toda menção de “direitos reprodutivos” para chegar ao acordo que lançou a iniciativa para desenvolver as novas metas. Embora a então secretária de Estado Hillary Clinton tenha expressado repreensões por causa da omissão, outros diplomatas denunciaram tentativas de impor “itens proibidos,” como o aborto, que entram em conflito direto com leis nacionais.
Tradução: Julio Severo
Fonte: Friday Fax
Divulgação: www.juliosevero.com
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A loucura do planejamento do homem

18 de julho de 2014

Mãe de jogador Cristiano Ronaldo revela em biografia que tentou abortá-lo


Mãe de jogador Cristiano Ronaldo revela em biografia que tentou abortá-lo

A mãe de Cristiano Ronaldo, Dolores Aveiro, revelou em sua biografia "Mãe Coragem" que tentou o aborto quando estava grávida do atacante pelas dificuldades financeiras encontradas na época em que vivia na Ilha da Madeira.
Dolores Aveiro (c), mãe de Cristiano Ronaldo, posa com a Bola de Ouro conquistada por seu filho
O melhor jogador do mundo foi o quarto e último filho de Dolores. Ela relatou que não teve o apoio do médico para o aborto, e tentou algumas soluções caseiras para que Cristiano Ronaldo não nascesse. Segundo a obra, Dolores chegava a beber cerveja quente e corria sem parar.
"Os meus filhos apoiaram-me muito no livro. O Cristiano Ronaldo também sabia de tudo e brincou com a parte em que eu falo do aborto e até disse: 'Vê lá tu, mãe, querias abortar de mim e sou eu que sustento esta casa toda'", disse na apresentação do livro, em Portugal.
Dois dos quatro filhos de Dolores estiveram no evento. Segundo Katia, uma das irmãs de Cristiano, o craque do Real Madrid está na China para trabalhos publicitários e não pôde comparecer.
Fonte: UOL Esporte
Divulgação: www.juliosevero.com
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Pesadelo brasileiro: Copa do Mundo, palmada e aborto