6 de maio de 2016

Marina Silva por trás de golpe para anular o impeachment


Marina Silva por trás de golpe para anular o impeachment

César Weis
Mais uma vez o jeitão de sonsa natureba de Marina Silva (Rede), dissimulou uma ação lesiva aos interesses da maioria dos brasileiros. A Rede, partido de Marina, entrou no Supremo Tribunal Federal com uma Arguição de Descumprimento de Preceito Fundamental (ADPF), com objetivo de anular todos os atos de Eduardo Cunha como presidente da Câmara.
Se a ADPF de Marina fosse acatada no STF (e quase foi, os ministros Ricardo Lewandowski e Marco Aurélio Mello estavam prontos para recebê-la), seriam anulados todos os atos de Eduardo Cunha como presidente da Câmara. Inclusive o impeachment. Dessa forma, mantendo aquele odor de santidade que cultiva sempre, Marina estaria recolocando Dilma Rousseff de volta ao governo com todos os poderes. Isso sim, um verdadeiro golpe contra a maioria absoluta do país que quer Dilma e o PT fora do governo.
A ação de Marina, além de tudo, é considerada pelos juristas como uma chicana tecnicamente falha. Ao tentar questionar o não afastamento de Cunha pela Câmara (ato omissivo), a Rede deveria ter entrado com uma ação direta por omissão e não com a ADPF. A ação é equivocada, portanto.
Além disso, a ação deveria ter individualizado os atos (comissivos) de Cunha que se pretende anular, relacionados ao impeachment. Não pode ser um pedido genérico. Em resumo, há motivos de sobra para o STF rejeitar a citada ADPF – essa, sim, um golpe.
Divulgação: www.juliosevero.com
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Marina Silva: a “conservadora” pirata

5 de maio de 2016

Donald Trump, o presidente da ética de tabloide sensacionalista


Donald Trump, o presidente da ética de tabloide sensacionalista

Dr. Michael Brown
É totalmente adequado que Donald Trump tenha se tornado o candidato presidencial quase que certo do Partido Republicano no mesmo dia em que ele citou as alegações ridículas do tabloide sensacionalista National Enquirer de que Rafael Cruz, o pai de Ted Cruz, teve envolvimento no assassinado do presidente John F. Kennedy.
Donald Trump
Isso depõe mais contra o povo americano do que contra Trump. Deus podia bem estar dando aos americanos exatamente o que eles merecem.
Afinal, esta geração de americanos foi criada numa dieta constante de programas imorais tipo BBB, e regurgitando as besteiras que ouvem na TV como se fossem palavras de sabedoria.
Não é de admirar então que Donald J. Trump apele para tantos americanos. Ele é o candidato do tabloide de fofocas National Enquirer para uma geração criada assistindo programas de baixarias na TV. Que par perfeito!
É claro que há pessoas admiráveis que também acreditam na candidatura de Trump, pessoas de consciência, pessoas espirituais, pessoas patrióticas.
Certamente não condeno todas as opiniões dessas pessoas, nem é meu lugar fazer isso.
Tenho também dado atenção cuidadosa aos prognosticadores que têm há meses predito que Trump seria o próximo presidente dos EUA — alguns chegando a afirmar ter inspiração profética para essas predições — e que ele seria uma ferramenta nas mãos de Deus para destruir a elite política corrupta e fazer bem aos EUA.
De modo fervoroso, espero que essas profecias se comprovarão verdadeiras e que terei de comer toda palavra que escrevi — e estou escrevendo.
Não tenho o desejo de estar certo; tenho um desejo intenso de ver os EUA abençoados; e eu preferiria dizer “eu estava errado sobre Donald Trump” a dizer “eu avisei!”
Contudo, parece hoje nos EUA que Deus entregou os americanos a um espírito de ilusão, um fenômeno mencionado várias vezes na Bíblia quando Deus remove a consciência moral e espiritual de um povo como juízo sobre seu pecado.
Em outras palavras, pelo fato de que as pessoas rejeitam a Ele e Seus padrões, Ele diz: “Vão em frente então. Façam o que quiserem,” empurrando-nos ainda mais em nossa tolice.
Esse parece ser o único jeito de explicar como os EUA estão de repente num ponto em que as pessoas estão dizendo que não há nada de errado com homens adultos usando banheiros femininos e onde estados como a Califórnia decidiram que rapazes que se identificam como moças podem jogar nos times esportivos femininos e usar os chuveiros e vestiários femininos.
Isso é insanidade cultural, mas muitos estão cegos demais para ver.
De que maneira então explicamos a estudantes universitários que dizem que se um homem branco se identifica como mulher, ele é mulher; que se ele se identifica como chinês, ele é chinês; que se ele se identifica como uma criança de 7 anos, ele é tal criança — mas se ele se identifica como alguém de 2 metros, ele não é — de que outra maneira explicar isso, a menos que tenhamos sido entregues a um espírito de ilusão?
Vejo a candidatura de Trump da mesma forma.
Dezenas de milhões de americanos não estão contrariados com as mentiras descaradas e bem documentadas dele.
Dezenas de milhões de americanos não estão contrariados com a prática constante dele de difamar as pessoas de modo repulsivo com o propósito de obter ganho político.
Dezenas de milhões de americanos não estão contrariados com suas vulgaridades e palavrões.
Dezenas de milhões de americanos não estão contrariados com o fato de que ele ignora questões críticas e de modo súbito muda de postura em posições importantes.
E entre essas dezenas de milhões de americanos está uma percentagem significativa de evangélicos declarados, apesar de que Trump já disse que nunca pediu perdão a Deus por nada, apesar de que ele não renunciou a seus adultérios passados nem reconheceu a imoralidade de ganhar dinheiro com cassinos e clubes de strip-tease, apesar de que ele ficou ofendido com a distribuição de uma foto de sua esposa Melania quase nua — não porque ele achava que era uma foto ruim, mas porque foi feita para ser ruim.
E os evangélicos continuam a ir até ele às multidões.
Como explicar esse fenômeno?
Trump é obviamente um vendedor e propagandista brilhante, um mestre dos meios de comunicação.
E como um mestre ele está apelando para os medos e indignações dos americanos — medo do terrorismo, medo do colapso econômico, indignação com o sistema político, indignação com a fraqueza americana — ao ponto em que seus apoiadores estão olhando para ele como uma figura quase que de salvador. Só ele consegue fazer as coisas!
Mas em quase qualquer outra época da história dos EUA, os pontos negativos de Trump teriam de tal maneira pesado mais que seus pontos positivos que com rapidez ele teria se desqualificado como candidato.
Não hoje.
Em vez disso, os americanos se veem com a possibilidade cada vez maior de que Donald Trump ou Hillary Clinton será o próximo presidente dos EUA, e para mim, existe só uma explicação satisfatória para isso: Deus está dando aos americanos o que eles merecem e os entregando ao juízo.
Então deveríamos estar com a face no chão, nos arrependendo de nossos próprios pecados.
Então deveríamos estar nos perguntando: “Até que ponto Donald Trump é um reflexo de cada um de nós?”
Então deveríamos nós que dizemos que conhecemos o Senhor estar perguntando a Ele: “Como foi que falhamos com teu povo? Como foi que falhamos em nosso chamado de ser sal e luz? Como as coisas afundaram tão baixo bem debaixo do nosso nariz?”
Então deveríamos estar orando por Donald Trump e Hillary Clinton.
Só a misericordiosa intervenção divina pode ajudar agora: os EUA já estão à beira de sofrer uma grande e horrenda sacudida.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do BarbWire: Donald Trump the National Enquirer President
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4 de maio de 2016

Franklin Graham: Muitos americanos adoram empresas em vez de Deus


Franklin Graham: Muitos americanos adoram empresas em vez de Deus

O evangelista Franklin Graham diz que os americanos estão agora adorando empresas e o dólar em vez de obedecerem a Deus.
Ele fez esse comentário em sua recente parada na Turnê Americana Decisão na cidade de Little Rock, Arkansas.
Ele estava se referindo às represálias de ativistas gays nos estados americanos de Mississippi e Carolina do Norte. Ele diz que o “casamento” de mesmo sexo é um “pecado grande,” mas nos EUA de hoje muitas decisões morais estão sendo feitas na base “do que é bom para as empresas.”
Graham também exortou as pessoas a “se tornarem ativistas cristãos de Deus” concorrendo a cargos políticos, ou pelo menos votando em candidatos que vivem de acordo com padrões bíblicos.
“Se os cristãos orarem, defenderem a verdade de Deus e se envolverem no processo político, com a ajuda de Deus poderemos fazer uma diferença neste país,” Graham escreveu em sua página de Facebook.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês da Rede de Televisão Cristã do EUA: Franklin Graham: Many Americans 'Worship Business Instead of God'
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3 de maio de 2016

A guerra religiosa entre CIA e KGB na América Latina


A guerra religiosa entre CIA e KGB na América Latina

Como os EUA apoiaram o avanço protestante contra a Teologia da Libertação promovida por bispos católicos e pela KGB

Julio Severo
A guerra de informação e desinformação da União Soviética e Estados Unidos nos tempos da Guerra Fria não se limitou apenas à esfera política na América Latina. De acordo com dois blogueiros católicos, enquanto a União Soviética apoiava o avanço da Teologia da Libertação, os EUA apoiavam o avanço dos evangélicos e pentecostais.
A União Soviética via a Igreja Católica na América Latina como aliada natural da ideologia marxista e os EUA viam as igrejas evangélicas e pentecostais, que sempre tiveram uma tendência de resistência ao marxismo, como os aliados naturais do governo americano.
Em seu artigo intitulado “La Expansión del Protestantismo Fue Parte del Plan de Guerra de la CIA para América del Sur” (A expansão do protestantismo foi parte do plano de guerra da CIA para a América do Sul), o blogueiro católico Jorge Rondón Santos cita um memorando de 1969 dirigido ao presidente Richard Nixon. O memorando, escrito pelo político republicano Nelson Rockefeller, evangélico batista e vice-presidente dos EUA, disse sobre a América Latina: “A Igreja Católica deixou de ser um aliado de confiança dos Estados Unidos.” Essa informação é confirmada por Wade Clark Roof, na página 84 de seu livro “World Order and Religion” (Ordem Mundial e Religião), publicado em 1991 por SUNY Press. Roof era então professor de religião e sociedade no departamento de estudos religiosos da Universidade da Califórnia em Santa Barbara, EUA.
Santos disse que Rockefeller e o governo americano apoiaram o avanço protestante na América Latina. A estratégia deles era fazer oposição à Teologia da Libertação promovendo igrejas protestantes que eram rivais da Igreja Católica.
Santos usa como exemplo especial a Guatemala, que de acordo com ele será o primeiro país de maioria evangélica da América Latina. Ele afirma que para fazer oposição a um catolicismo revolucionário devocional, o plano do governo americano foi impulsionar as missões protestantes, “que com um discurso de ‘pão e dólar’ atraíram para si milhares de pessoas pobres nos campos e nas cidades que buscavam poder espiritual.”
José Efraín Ríos Montt, ex-militar e ex-presidente da Guatemala, usava, durante seu governo, a cadeia nacional de rádio e televisão aos domingos para pregar e afirmar que o povo guatemalteco era o “povo eleito” e acusando a Igreja Católica de ser “colaboradora do marxismo,” reclamou Santos. Montt era membro da Igreja Pentecostal Verbo.
A ligação entre missões protestantes e CIA ficou mais exposta na década de 1980, quando vários governos militares latino-americanos expulsaram o Instituto Linguístico de Verão (ligado à Wycliffe Bible Translators), acusando seus missionários de serem agentes da CIA. O governo militar brasileiro, apesar de ser antimarxista e ser bastante pró-EUA, não queria tal intrusão de espiões missionários, especialmente na região amazônica, desconfiando que esses missionários, que eram financiados pelos Rockefellers (empresários capitalistas inescrupulosos), estavam de olho nas riquezas naturais da Amazônia.
Na época, achei uma grande injustiça o governo militar expulsar os missionários americanos e escrevi uma carta de apoio ao Instituto Linguístico de Verão. Eu apoio ainda o trabalho deles, mas só anos mais tarde é que vim a tomar conhecimento, mediante fontes americanas e brasileiras, de que de fato havia e há no Brasil missionários americanos ligados à CIA.
Embora tenha sido muito útil o apoio financeiro, estratégico e logístico de Nelson Rockefeller ao avanço evangélico e pentecostal na América Latina para contra-atacar o avanço esquerdista religioso vindo da Igreja Católica, não se pode deixar de notar também que ele estava por trás do infame NSSM 200, ou Relatório Kissinger, documento secreto do governo dos EUA, elaborado em 1974, que tratava da preservação dos recursos de outros países para os interesses dos EUA tendo como foco a redução populacional desses países. O propósito dessa redução era enfraquecer a oposição aos interesses dos EUA.
O efeito danoso da estratégia de Rockefeller no NSSM 200 é que a meta de redução populacional não atingia somente católicos esquerdistas, mas também os evangélicos e pentecostais que ele dizia apoiar e que foram igualmente vítimas de propaganda e políticas de redução populacional disfarçadas de “planejamento familiar.”
O único acerto de Rockefeller foi identificar a Teologia da Libertação como ameaça. De acordo com o blogueiro católico americano esquerdista Mike Rivage-Seul, em seu artigo “The First Religious War of the 21st Century” (A primeira guerra religiosa do século XXI): “O Relatório Rockefeller de 1969 já identificava a Teologia da Libertação como uma ameaça à segurança nacional dos Estados Unidos… O governo [de Ronald Reagan] deu atenção ao aviso, e respondeu de forma tanto militar quanto ideológica.”
De acordo com Rivage-Seul, havia um acordo em que Ronald Reagan ajudaria o Papa João Paulo II na campanha contra o comunismo na Polônia e, em troca, o papa ficaria em silêncio com relação às campanhas americanas contra os católicos esquerdistas latino-americanos. A colaboração papal aconteceu também com a substituição gradual de bispos pró-Teologia da Libertação por bispos conservadores. Mas passadas mais de três décadas, grande ainda é o número de bispos católicos pró-Teologia da Libertação. As substituições foram insuficientes.
A própria luta anticomunista de João Paulo II era imperfeita, pois ele era grande apoiador de Yasser Arafat, fundador da Organização para a Libertação da Palestina (OLP), entidade islâmica de caráter terrorista que lutava contra o Estado de Israel. Nessa luta, o Vaticano estava mais à vontade com a OLP, que promovia uma versão palestina da Teologia da Libertação.
Hoje, o Vaticano sob o Papa Francisco está muito mais alinhado com a ideologia esquerdista, tendo autorizado o processo de beatificação de Dom Hélder Câmara, fundador da CNBB (Conferência Nacional dos Bispos do Brasil) e patrono da esquerda católica no Brasil.
Como se não bastasse o esquerdismo predominante no catolicismo brasileiro, missionários católicos americanos que vinham ao Brasil traziam a mesma ideologia. Em 2005, foi assassinada no Brasil a freira americana Dorothy Stang, que era adepta da Teologia da Libertação. Alegadamente, ela foi assassinada por atividades políticas e ambientalistas no Brasil desde a década de 1970.
Diante do cenário de guerra religiosa durante a Guerra Fria em que a União Soviética usava os católicos e os EUA usavam os evangélicos e pentecostais, estranha-me então que um blogueiro católico brasileiro tenha dito que “o marxismo é produto do protestantismo,” quando a realidade é que a região mais católica do mundo, a América Latina, tem sido em grande parte um celeiro e aliado do marxismo, enquanto o protestantismo, especialmente as versões pentecostais, tem em grande parte resistido ao marxismo.
Outro católico brasileiro afirma que a primeira sociedade totalitária (de linha marxista) da Idade Moderna foi o protestantismo em Genebra sob Calvino.
Contudo, ao considerar o crescimento populacional latino-americano, especialmente do Brasil, como ameaça à segurança nacional dos EUA, Nelson Rockefeller e o governo dos EUA, conforme evidenciado no NSSM 200, prejudicaram tanto católicos pró-marxismo quanto evangélicos antimarxismo.
O NSSM 200 foi produzido por um governo republicano dos EUA, o governo de Richard Nixon, durante o qual o aborto foi nacionalmente legalizado nos EUA desde a concepção até o parto, em 1973. Aliás, Rockefeller também era do Partido Republicano, que supostamente é conservador e não quer intromissão nos assuntos internos das outras nações.
Embora tenha trazido grandes benefícios para os evangélicos e pentecostais da América Latina (não na questão de controle populacional), a luta desses republicanos de mentalidade mundana em nada ajudou a mudar o destino dos EUA, que têm como atual presidente Barack Obama, muçulmano de criação e posteriormente discipulado numa igreja protestante negra da Teologia da Libertação.
Além disso, o governo americano não deu apoio somente a protestantes (e também católicos) antimarxistas. Durante o governo de Jimmy Carter, que era batista progressista (esquerdista), grande foi o apoio americano ao Conselho Mundial de Igrejas (composto de protestantes esquerdistas) e bispos católicos brasileiros. Documentos colhidos pelo governo de Carter contra o governo militar brasileiro foram usados dois anos atrás pelo governo de Obama para ajudar Dilma Rousseff no fortalecimento de seu governo socialista contra tentativas militares de desestabilizá-la. Mas a desestabilização, e principalmente o impeachment dela, está vindo exatamente de pentecostais, inimigos tradicionais do marxismo e amigos e aliados de governos americanos que sejam honestamente conservadores.
Aliás, pentecostais podem ser amigos e aliados de qualquer governo, independente se americano ou não, que seja honestamente conservador. Se um governante de hoje ousar resistir à tendência politicamente correta de valorizar abortos e “casamentos” gays, ele terá apoio de cristãos conservadores, especialmente pentecostais.
A guerra religiosa de hoje não é mais entre CIA e KBG. Não é mais entre União Soviética e EUA. Agora, é entre valores pró-vida e imposições pró-aborto; valores pró-família e imposição de “casamentos” gays. Os pentecostais estão mais que dispostos a apoiar o lado certo dessa guerra.
Mas os católicos do Brasil, o maior país católico do mundo, continuam confusos ao serem liderados há décadas por uma maioria de bispos pró-Teologia da Libertação.
Os tempos mudaram. Não há mais uma União Soviética. Mas o governo dos EUA, sob Obama, poderia estar mais do que disposto a tirar vantagem da confusão deles, uma confusão que está também tragando os pentecostais cada vez mais hipnotizados pelas versões protestantes da Teologia da Libertação.
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2 de maio de 2016

Sociedade Americana de Pediatria alerta contra risco da vacina do HPV


Sociedade Americana de Pediatria alerta sobre o risco da vacina do HPV

A Sociedade Americana de Pediatria (SAP) divulgou uma declaração em janeiro expressando preocupações com a Gardasil, vacina do vírus do papiloma produzida pela empresa farmacêutica Merck, e sua correlação com a insuficiência ovariana prematura, também conhecida como menopausa prematura.
As preocupações da SAP se baseiam em duas séries de registros de casos publicadas desde 2013 em que meninas vacinadas com a Gardasil desenvolveram menopausa prematura. Além disso, houve 213 registros de menopausa prematura ou amenorreia (ausência de períodos menstruais) registrados nos dados do Sistema de Registro de Efeitos Colaterais de Vacinas (SRECV) desde a aprovação da Gardasil em 2006.
A maioria desses registros estava direta e exclusivamente ligada à Gardasil. A SAP comentou que durante o período antes da vacina do HPV, não havia nenhum caso de menopausa prematura registrado no SRECV. A SAP também questionou a validade dos testes clínicos da Merck antes da concessão de licença. Os testes testaram a segurança da vacina porque a Merck não usou um placebo inativo verdadeiro, mas em vez disso um “placebo” bioativo que continha dois dos ingredientes da vacina, um dos quais era o alumínio.
Traduzido por Julio Severo do original em inglês do The Vaccine Reaction: American College of Pediatricians Warns About Gardasil Risk
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1 de maio de 2016

Rastreando as raízes marxistas do ataque à família


Rastreando as raízes marxistas do ataque à família

Jerry Newcombe
Aristóteles disse uma vez: “os homens iniciam mudanças revolucionárias por razões ligadas à sua vida privada”. Existe uma ligação para Karl Marx e seu próprio fracasso abismal como um homem de família e o ataque total sobre a família tradicional atualmente?
Sim, diz o Dr. Paul Kengor, autor de best-sellers do New York Times em seu novo livro chamado Takedown: From Communists to Progressives, How the Left Has Sabotaged Family and Marriage (Demolição: De comunistas a progressistas, como a esquerda sabotou a família e o casamento).
Se você viu o primeiro filme de Dinesh D’Souza sobre Obama, então deve ter visto Paul Kengor. Ele estava falando sobre seu livro The Communist (O comunista), que documenta que o presidente Obama, quando jovem, foi orientado por um membro de carteirinha do Partido Comunista dos EUA.
Frank Marshall Davis foi o “Frank” que Obama menciona 22 vezes em seu próprio livro de memórias, Sonhos de Meu Pai. Ele começou a doutrinação do jovem Barack quando o futuro presidente tinha nove anos de idade. Acontece que Davis era também do Partido Comunista EUA, como membro de nº 47544.
Nada disso significa que toda pessoa que atualmente apoia o casamento de mesmo sexo ou outras alternativas para a família tradicional, incluindo o presidente, são comunistas. Claro que não. Mas há uma ligação histórica, e percisa ser conhecida.
Falei recentemente com Paul Kengor no meu programa de rádio, e ele disse que escreveu o livro porque estava à procura de um livro como esse e não conseguia encontrar um. Então ele decidiu escrevê-lo.
Kengor disse no meu programa de rádio: “Eu lia o People’s World, o sucessor do Daily Worker, todos os dias. De repente os vi muito entusiasmados, celebrando o mês do orgulho LGBT, constantemente escrevendo artigos em apoio ao casamento gay… ver ainda a Cuba de Castro, onde costumavam jogar gays na prisão, para vê-los defendendo marchas do orgulho gay, aderindo ao casamento gay. Percebi que tudo isso faz sentido quando você vê o esforço de 200 anos da esquerda para abolir a família, redefinir o casamento, e demolir o casamento natural, tradicional, bíblico”.
O pai do comunismo, Karl Marx (1818-1883), se atreveu a ensinar ao mundo como conduzir os seus assuntos financeiros, mas ele não conseguir cuidar de sua própria casa e manter a comida na mesa. Ele teve uma vida familiar desastrosa — tanto em sua família de origem e, depois, em seu casamento. Ele viveu na miséria, sendo um sanguessuga do dinheiro do amigo Frederick Engels, que tinha herdado dinheiro.
Kengor observa que “quatro dos seis filhos de Marx morreram antes dele, e pelo menos duas das filhas cometeram suicídio, uma delas ao que consta em um pacto de suicídio com o marido – um genro que Marx tinha ridicularizado”.
Kengor diz isso acerca do casamento do pai do comunismo: “… em 1862, Marx escreveu uma carta a Engels comentando que diariamente sua esposa manifestava o desejo de morrer, tal era a sua miséria. Em outra carta a Engels durante uma de suas muitas crises financeiras, Marx afirmou ao seu parceiro, ‘Bendito aquele que não tem família.'”
Kengor me disse: “Engels nunca se casou. Ele se recusou a casar com essas mulheres pobres, as suas amantes, que estavam pedindo-lhe para casar com elas”.
Um dos princípios do livro clássico que Marx escreveu com Engels em 1848, O Manifesto Comunista, afirma: “A abolição da família! Até mesmo os mais radicais exultam com essa proposta infame dos comunistas!”
Kengor comenta como os resultados foram devastadores para a família tradicional no auge da União Soviética, onde o marxismo foi totalmente testado e visto como falho. Os divórcios estavam fora de controle. O aborto era tão comum que, para cada bebê nascido, havia cerca de três abortos. No entanto, ao longo de décadas, a União Soviética representou o futuro para muitos progressistas do Ocidente.
Muitos esquerdistas na América vieram a crer na ideia da noção marxista de que a família tradicional era opressiva por natureza. Kate Millett, formada pela Universidade de Columbia e autora do popular livro Política Sexual, realizou uma reunião com colegas esquerdistas onde eles declararam seu objetivo de “destruir a família”, a fim de “destruir o Patriarca americano”.
Como eles fariam isso? A resposta foi: “promovendo a promiscuidade, o erotismo, a prostituição e a homossexualidade!”
Millett foi capa da Time, sendo descrita como “o Mao Tse-Tung da Libertação das Mulheres”. Kengor cita a irmã de Millett, anos mais tarde, sobre o impacto desta pioneira feminista marxista: “Conheço várias mulheres que se apaixonaram por essa crença em sua juventude e que agora, já na idade de cinquenta e sessenta anos, choram até dormir décadas depois de incontáveis noites lamentando pelos filhos que elas nunca tiveram e pelos que elas friamente assassinaram…”
Demolição ajuda a conectar alguns pontos cruciais nesta longa luta contra o projeto de Deus para a família.
Kengor comenta que mesmo se o Supremo Tribunal “redefina” o casamento para todos os americanos, estabelecendo o casamento gay para todo o país, eles ainda estarão desafiando (parafraseando Jefferson) as leis da natureza e da natureza de Deus.
Dr. Jerry Newcombe é um arquivista da Biblioteca James Kennedy e um produtor de TV cristão. Ele também escreveu ou co-escreveu 23 livros, incluindo O livro que fez da América: Como a Bíblia Formou a nossa nação e (com D. James Kennedy), E se Jesus nunca tivesse nascido? Seus pontos de vista são seus próprios.
Traduzido por Emerson de Oliveira e revisado por Julio Severo do original em inglês do Christian Post: Tracing the Marxist Roots of the Assault on the Family
Divulgação: www.juliosevero.com
Outros artigos sobre Paul Kengor:

30 de abril de 2016

Manifesto comunista: manifesto contra a família


Manifesto comunista: manifesto contra a família

Eguinaldo Hélio Souza
Comentário de Julio Severo: Este artigo do Pr. Eguinaldo apresenta o marxismo em contraposição ao capitalismo e à propriedade privada. Duas considerações: 1. Na época em que Marx escreveu seu manifesto, as sociedades mais capitalistas eram as mais protestantes. 2. Propriedade privada é um conceito romano que é diferente do conceito judaico, que era muito mais pró-família. Enquanto no direito romano a propriedade privada era do indivíduo, na tradição judaica a propriedade era do clã. Então, o capitalismo da época de Marx era profundamente odiado por ele porque o capitalismo estava profundamente ligado ao protestantismo, que era pró-família. Mas hoje o capitalismo está totalmente desatrelado do protestantismo e sua ética. Aliás, o capitalismo moderno muitas vezes anda confortavelmente com o marxismo, até mesmo financiando-o generosamente. A China, por exemplo, é uma nação onde comunismo e capitalismo (de Estado) andam juntos. E mesmo a nação mais protestante e capitalista do mundo, os EUA, financia fartamente a China e seu maior comunismo do mundo, através da transferência em massa de empresas americanas que fornecem, através da produção em solo chinês, mão de obra baratíssima que possibilita uma comercialização de produtos americanos a preços confortáveis para consumidores americanos. É nessa transação do capitalismo oportunista que o comunismo oportunista se financia. Capitalismo sem Deus e sem valores cristãos é apenas oportunismo, convivendo muito bem com o marxismo. Embora o texto no trate disso, pode-se dizer que o capitalismo se divorciou do protestantismo e está agora amigado com o marxismo. Não sei o que Marx acharia dessa mudança drástica do capitalismo, mas sei que não é bom para a civilização cristã. Leia agora o artigo do Pr. Eguinaldo:       
Karl Marx
Sim! Também a instituição familiar foi vítima do famigerado Manifesto Comunista. Nem ela escapou! Basta ler. Como sempre, seu conteúdo é sintético, mas condensa toda a visão revolucionária contra a realidade e a tradição. O ódio à instituição familiar também foi expresso e justificado pelos mesmos falsos argumentos de sempre.
“Abolição da família! Até os mais radicais ficam indignados diante desse desígnio infame dos comunistas. Sobre que fundamento repousa a família atual, a família burguesa? No capital, no ganho individual. A família, na sua plenitude, só existe para a burguesia, mas encontra seu complemento na supressão forçada da família para o proletário e na prostituição pública. A família burguesa desvanece-se naturalmente com o desvanecer de seu complemento. E uma e outra desaparecerão com o desaparecimento do capital.” [1]
Segundo o marxismo, qual o fundamento da família? O capital. Como acabar com ela? Acabando com o capitalismo e a propriedade privada. Enquanto a moral judaico-cristã compreende a importância da família e luta para que ela se mantenha coesa, o comunismo a despreza, a desvaloriza e desenvolveu ao longo do tempo inúmeros ataques contra ela. A Lei da Palmada nada mais do que afronta marxista contra a autoridade paterna. O feminismo nada mais do que a luta de classes transferida para a identidade sexual. A defesa da união entre pessoas do mesmo sexo, nada mais é do que uma tentativa maquiavélica de anular o sentido de família, pois se família é qualquer coisa que se denomine família, então nada é família. Na raiz desses movimentos está a raiz marxista.
Friedrich Engels, buldogue de Marx, escreveu o que seria um verdadeiro manifesto contra a família:
“A monogamia não aparece na história, portanto, como uma reconciliação entre o homem e a mulher e, menos ainda, como forma mais elevada de matrimônio. Pelo contrário, ela surge sob a forma de escravização de um sexo pelo outro, como a proclamação de um conflito entre os sexos, ignorado, até então, na pré-história. (...) Hoje posso acrescentar: o primeiro antagonismo de classes que apareceu na história coincide com o antagonismo entre o homem e a mulher na monogamia; e a primeira opressão de classes, com a opressão do sexo feminino pelo masculino”[2]
E ele continua:
“A família individual moderna baseia-se na escravidão doméstica, franca ou dissimulada, da mulher, e a sociedade moderna é uma massa de cujas moléculas são as famílias individuais”[3]
Ainda dúvida que o Manifesto Comunista é também entre outras coisas um libelo contra a família? Então basta ler mais um pouco da obra de Engels:
“Então é que se há de ver que a libertação da mulher exige, como primeira condição, a reincorporação de todo o sexo feminino à indústria social, o que, por sua vez, requer a supressão da família monogâmica como unidade econômica da sociedade”[4]
Bastaria ouvir minha esposa para desmascarar tamanha besteira. Entretanto, infelizmente, nem sempre as novas gerações são tão sábias quanto ela e inoculadas pelo veneno marxista, muitos só mais tarde compreendem as bênçãos de uma família estável em um mundo instável.
Isso não significa que o marxismo seja o único inimigo da família. A natureza humana com seu desamor e infidelidade, a vida moderna com suas pressões e aflições, a cultura sexualizada, a perda de valores. Tudo isso tem agredido e corroído a família. E para a mente socialista isso é muito bom. Não foram poucos os ataques socialistas contra essa instituição.
No entanto, o marxismo não é um simples inimigo da família. Ele é inimigo do simples conceito de família. Isso significa que no pensamento marxista o conceito de família não tem qualquer consistência em si. Não há “verdades eternas”, não há estruturas sociais permanentes. A família não é a celular matter da sociedade. É apenas uma instituição que desaparecerá com o capitalismo.
Não devemos ficar admirados se em uma cultura marxizada a família começar a sofrer todo tipo de ataques e distorções. A cultura judaico-cristã valoriza a família, como muitos já notaram. “Talvez nenhum outro povo do Oriente Próximo tivesse a vida de família em nível tão alto quanto os judeus”[5], escreveu o historiador e filósofo Will Durant. E Peter Kreeft, apologista cristão, justificou historicamente a importância do conceito de família. “As quatro civilizações mais estáveis, mais bem sucedidas, pacíficas em seu interior e duradouras da história foram a judaica (mosaica), a confuciana, a islâmica e a romana. Elas duraram cerca de 35, 21, 14 e 7 séculos, respectivamente, por um motivo dominante: todas eles respeitavam muitíssimo a família”.[6]  
As ideias marxistas sobre família faziam parte da Revolução Bolchevique: “Muitos bolcheviques acreditavam que a família, sendo uma instituição baseada na propriedade privada, seria abolida em uma sociedade comunista, com o Estado assumindo a responsabilidade de cuidar das crianças e do trabalho doméstico”[7]. E se os pais educassem seus filhos conforme seus valores e não conforme os valores da revolução marxista, então esses filhos podiam rebelar-se com o total apoio do Estado. “Se os pais persistem em transformar os filhos em pequenos senhores ou em místicos bitolados, então as crianças têm o direito ético de abandoná-los”[8]. E o mandamento de honrar pai e mãe é suplantado pela “verdade absoluta” do Marxismo.
Na década de 80 Marilena Chauí lançou seu livro “O que é ideologia?” E nele já estavam contidos ataques à família, bem como a defesa da união homossexual. O que temos hoje é apenas o resultado de décadas de semeadura marxista.
“Se a ideologia [capitalista] mostrasse todos os aspectos que constituem a realidade das famílias no sistema capitalista, se mostrasse como a repressão da sexualidade está ligada a essas estruturas familiares (condenação do adultério, do homossexualismo, do aborto, defesa da virgindade e do heterossexualismo, diminuição do prazer sexual para o trabalhador porque o sexo diminui a rentabilidade e produtividade do trabalho alienado), como, então, a ideologia manteria a idéia e o ideal da Família? Como faria, por exemplo, para justificar uma sexualidade que não estivesse legitimada pela procriação, pelo Pai e pela Mãe? Não pode fazer isto. Não pode dizer isto”[9]
Para eles a família não é uma necessidade da estrutura social. É apenas uma conveniência humana que se opõe aos seus propósitos.
Este é mais um dos pontos que torna o Manifesto Comunista o pior livro do Ocidente. Seu Estado monstro, seu anticristianismo, sua defesa da violência política, são motivos suficientes para que sua leitura seja, senão suprimida, pelo menos contra-indicada. Sua venda deveria ser feita sob um rótulo: “Cuidado, esta leitura é prejudicial à sua existência e à existência de toda a humanidade”. A história que o diga.
Para entender mais sobre marxismo, leia:


[1] MARX, K. e  ENGELS, F. Manifesto do Partido Comunista. São Paulo: Global Editora, 1986, p. 32
[2] ENGELS, Friedrich. A origem da família, da propriedade privada e do Estado. Rio de Janeiro: Best Bolso, 2014, p. 79
[3] ENGELS, Friedrich. Op. Cit. p. 89
[4] Op. cit. p. 90
[5] DURANT, Will. Nossa Herança Oriental. Rio de Janeiro: Record, 1963, p. 227
[6] KREEFT, Peter. Jesus, o maior  filósofo que já existiu. Rio de Janeiro: Thomas Nelson, 2009, p. 139
[7] SMITH S.A. Revolução Russa. Porto Alegre: L&PM, 2013, p. 160
[8] SMITH S.A. Op. Cit p.163
[9] CHAUÍ, Marilena. O que é ideologia. São Paulo: Brasiliense, 1980, p. 118