25 de janeiro de 2015

Freira implora por cristãos estuprados, vendidos e mortos pelo ISIS


Freira implora por cristãos estuprados, vendidos e mortos pelo ISIS

Refugiados vivem 'como animais' em campos de refúgio

Leo Hohmann
É a temporada de "paz na Terra", mas a irmã Hatune Dogan sente um calafrio no seu espírito, que só poderia ser sentido em um tempo de guerra.
Hatune Dogan
A freira cristã ortodoxa o sente a cada nova atrocidade cometida contra as minorias Yazidi e cristãs da Síria e do Iraque. Ela o sente nas igrejas queimadas em todo o Egito e na matança de crianças inocentes no Paquistão.
Por esta razão, ela trouxe uma palavra de advertência para os americanos em uma visita na semana passada em Minnesota, onde ela falou com vários grupos de igrejas.
O clima político de hoje lembra o de 1915 e em sua pátria, a Turquia, quando sua família sofreu a crueldade do califado otomano, que massacrou 3 milhões de cristãos e reduziu outros à condição de cidadãos de segunda classe sob a subjugação ou "dhimmitude".
O ISIS não tem nada de novo, disse ela, é apenas o ressurgimento do lado negro do Islã.
"O ISIS não é fanático. O ISIS não é mais terrível. O ISIS representa os crentes muçulmanos reais que gostam de seguir o Corão e a Maomé", disse o fundador da Warburg, a Fundação da Irmã Hatune sediada na Alemanha, uma organização de ajuda em nível mundial, que foi homenageada pelo governo alemão por sua dedicação aos direitos humanos.
"Outros dizem que eles é que são muçulmanos. Eles dizem acreditar no Corão, mas eles não o seguem", disse ela.
Os cristãos armênios representam cerca de metade dos 3 milhões de pessoas que perderam a vida na Turquia, mas a outra metade era de cristãos de várias origens étnicas – ortodoxos gregos, ortodoxos sírios e protestantes. Todos sentiram as crueldades da guerra santa islâmica contra as suas cabeças.
A irmã Hatune chegou na última quinta-feira (18/12/2014) no aeroporto de Atlanta para uma parada em seu caminho de volta para a Alemanha. Ela estava vestida com roupas pretas tradicionais e um hábito que cobre o cabelo dela. Ela usava um crucifixo simples de madeira ao redor de seu pescoço e levou com ela uma cópia já gasta pelo uso do Corão, que se tornou seu companheiro constante por onde passa para ensinar sobre a atual situação no Médio Oriente.
Ela acredita que os cristãos do Ocidente precisam saber o que está escrito no livro sagrado dos muçulmanos. Se o fizessem, eles iriam perceber que tudo o que o Estado islâmico, também chamado de ISIS, está fazendo já foi feito no passado por muçulmanos devotos que conquistaram um povo e que eles veem como "infiéis".

Onde estão todos os cristãos?

A irmã Hatune aponta para o fato de que 96 por cento das pessoas que povoaram o Oriente Médio, na virada do século VIII, eram cristãos. Agora, a população cristã diminuiu para 6 por cento. A Turquia já foi quase toda cristã, mas agora é 0,03 por cento cristã. O Iraque tinha 1 milhão de cristãos sob Saddam Hussein, mas agora apenas alguns milhares permanecem e as igrejas de Bagdá estarão quase vazias neste Natal.
"Onde estão os cristãos? Onde estão essas pessoas? Basta perguntar a si mesmo", disse a freira destemida, cuja língua nativa é o aramaico.
Sua família viveu inicialmente na Turquia, como judeus, mas depois toda a sua aldeia se converteu ao Cristianismo.
Nascida em 1970, a filha do meio entre 10 filhos, a irmã Hatune aprendeu a falar 13 línguas, mas nenhuma a torna mais orgulhosa do que o aramaico.
"Esta é a língua de Jesus", ela disse ao WND.
A Fundação Irmã Hatune funciona em 35 países com Mateus 25:34-40 como a sua declaração de missão – alimentando, vestindo, abrigando e prestando assistência médica aos pobres e perseguidos do mundo. Ela tem feito viagens regulares para o Oriente Médio desde 2005, e o ISIS apresenta um novo desafio: tentar resgatar as crianças órfãs de suas garras.
A irmã Hatune voltou para seu convento na Alemanha por apenas alguns dias antes de ela fazer outra viagem ao Oriente Médio para celebrar o Natal com os cristãos perseguidos. Ela estava com eles em novembro, quando ela visitou os campos de refugiados no Iraque, na Jordânia, no Líbano e na Turquia. Ela também foi furtivamente para a Síria para se reunir com os cristãos de lá.
"Eles precisam de seu apoio. Sem o seu apoio eles não podem continuar", diz ela em um vídeo mostrando como é um grupo de refugiados de Yazides. "Eles vivem como animais. Morrendo de fome. Sem nenhum alimento. Sem saúde. Ninguém deveria ter que viver assim".
É uma situação difícil que ela conhece muito bem. A pergunta "O que aconteceu com todos os cristãos?" é puramente retórica e completamente pessoal. Sua família viveu durante o genocídio de 1915, na Turquia, país de onde seus pais fugiram em 1985.
Sua tia-avó, Sarah, viveu a perseguição em Zaz, uma pequena aldeia no sudeste da Turquia, em 1915.
"Ela tinha 18 anos de idade, muito bonita. Um dos homens muçulmanos a viu e disse: 'Ela é linda. Ela pertence a mim'", disse a irmã Hatune.
Sarah tinha quatro irmãos, a mãe e o pai, vários primos, tias e tios que viviam na aldeia.
"Doze ao todo, em outubro de 1915, eles os mataram na frente de seus olhos", disse a irmã Hatune, apontando com as mãos e falando com um forte sotaque. "Atiraram neles diante de seus olhos".
A operação foi realizada por jihadistas islâmicos, ambos os turcos e os curdos, com a bênção do exército turco.
"Foi planejado", disse ela.
Ao todo, 365 membros da igreja de sua família, St. Demetrios, foram assassinados, o que representa cerca de metade da população da aldeia.
"Primeiro eles atiraram neles. Mais da metade ainda estavam vivos quando eles os queimaram vivos na igreja, em 1915, na minha aldeia", disse ela.
Sua bisavó tinha dois filhos e foi forçada em 1921 a implorar aos seus senhores muçulmanos para deixá-la manter um deles e criá-lo como um cristão.
É a mesma experiência que está ocorrendo hoje sob o ISIS no Iraque e na Síria.
"As moças mais bonitas eles tomam para serem suas esposas e dizem: 'agora você tem de ser muçulmana'", disse a irmã Hatune.
As outras são forçados a se converterem ou morrerem. Muitas foram mortos na frente de seus pais. Ela tem um vídeo contrabandeado para fora do Iraque, que mostra três meninos, em torno de 5 ou 6 anos de idade, sendo psicologicamente atormentados por seu eventual assassino.
"Digam-me a cabeça de quem devo cortar em primeiro," o homem pergunta a eles em árabe.
Uma longa faca de açougueiro está pronta em uma mesa ao lado dele.
"Vamos colocar a cabeça aqui", diz ele, enquanto os meninos gritam de terror.
Eles dão um passo atrás, mas os limites da pequena sala não deixam espaço para onde correr.
Quando nenhum dos meninos dá um passo à frente para oferecer o pescoço, o homem grita: "Venham todos vocês. Venham todos vocês!".
Ele pega um dos meninos. O de camisa branca. O menino grita e os outros dois choram.
"Você é do ISIS?", O homem grita para o menino que está gritando. "Você é do ISIS?".
"Não!", O menino responde em meio às lágrimas.
Todos os três foram decapitados. A freira disse que recebeu o vídeo de um parente dos três rapazes.
Em outro vídeo, filmado em 2013, três padres cristãos são mostrados sendo levado para fora em um campo com as mãos amarradas. Um homem muçulmano luta com um sacerdote e joga-o no chão e corta-lhe a cabeça, enquanto várias centenas de muçulmanos gritam: "Allahu Akbar! Allahu Akbar! Allahu Akbar!".
Irmã Hatune segura no colo um menino desnutrido na Índia, uma das dezenas de países em que a sua fundação trabalha.

‘Eu acredito em Ação’

Baseando-se em seu próprio historico de família, a irmã Hatune recentemente terminou o trabalho de seu 13º livro, "I Believe in Action" (Eu acredito em ação), escrito para comemorar o 100º aniversário do genocídio cristão na Turquia. Neste livro, ela compara a vida de Jesus com a de Maomé, o principal profeta do Islã.
"Eu não escrevo da minha cabeça. São todos fatos", disse ela. "Maomé veio e trouxe a morte, a decapitação, a pedofilia. Ele dormiu com uma menina de 9 anos de idade, casou-se quando ela tinha 6 anos de idade. Sabemos porque ela diz isso no Hadith. No Iêmen hoje, onde a xariá é a lei, eles têm que se casar com a menina antes de sua primeira menstruação, no máximo aos 13 anos de idade, porque está escrito".
A irmã Hatune folheia o seu Corão e encontra um outro verso que diz esse livro que leva os muçulmanos a assassinarem os cristãos no Oriente Médio.
"Vinte e cinco vezes no Corão diz para matarem os cristãos, porque estamos envolvidos em politeísmo", disse ela, explicando que os muçulmanos não entendem o conceito da Santíssima Trindade.  “Além disso, o Corão diz para não fazer amizade com os cristãos”.
A Europa está a caminho de se tornar o próximo campo de batalha do Islã, em especial na Bélgica e na França, onde os muçulmanos representam de 6 a 10 por cento da população. O país de adoção da irmã Hatune, a Alemanha, tem pelo menos 4 por cento de muçulmanos e tem mais de 4.000 mesquitas.
"A mesquita não é apenas para a oração", disse a freira. "É para se prepararem para matar o incrédulo e controlarem o mundo".
No Corão há 97 versos contra o incrédulo.
"E há versos contra os cristãos que dizem que Deus é Pai, Filho e Espírito Santo, ou que Jesus é o Filho de Deus. Eles têm de ser decapitados, a cabeça cortada no pescoço; nenhuma outra interpretação. Isto é o que os muçulmanos estão fazendo. Os muçulmanos normais, que são realmente muçulmanos, têm que seguir esta regra", disse ela. "Nunca haverá paz na Terra se esses versículos do Corão não forem parados. Está no Corão, no Hadith e na Sunna 36.800 vezes, as palavras 'corte', 'mate' ou 'ataque'. Como pode haver paz na Terra?".
O Corão também dá permissão aos homens muçulmanos para estuprarem meninas e mulheres que são mantidas em cativeiro como escravas (Sura 23:5-6).
Em cidades conquistadas, o ISIS tem marcado as casas dos cristãos com um símbolo vermelho do Nazareno. Em seguida, são visitadas por combatentes do ISIS que trazem horrores indizíveis sobre as famílias.
A irmã Hatune diz que isto é justificada pela Sura 5:33 do Corão, que afirma:
"De fato, a pena para aqueles que travam uma guerra contra Alá e Seu Mensageiro e se esforçam na terra [para causar] corrupção é nenhuma outra senão que eles sejam mortos ou crucificados ou que suas mãos e pés sejam cortados a partir dos lados opostos ou que sejam exilados da terra".
Os defensores do islamismo no Ocidente dizem que o versículo é tirado de contexto por "islamofóbicos", mas a irmã Hatune acredita no contrário.
"Aqueles entre nós, cristãos do Oriente Médio. Nós os conhecemos. Sabemos as suas regras", disse ela.
Hoje, existem 57 países islâmicos que vivem sob a lei islâmica.
"A educação não é permitida para as meninas. As mulheres são criadas para o sexo para os seus senhores", disse ela. "Se ela for estuprada ela tem que trazer quatro homens com ela como testemunha. Claro que isso é impossível, então ela será apedrejada. Existem muitas mulheres e meninas que morrem de apedrejamento".
A irmã Hatune lembra de ir para a escola na Turquia quando era uma jovem. Mesmo que todos na sua aldeia fossem cristãos, nenhum cristão era autorizado a ocupar posições de autoridade sob a lei islâmica, porque todos os seus professores eram muçulmanos. Se as crianças cristãs fossem pegas indo à igreja o professor iria surrá-las, geralmente, batendo as mãos com uma haste de metal.
Ela disse que o governo turco confiscou todas as armas dos cristãos antes de lançar uma jihad violenta contra eles.
"Aldeia por aldeia eles vinham e diziam: 'Se você não der suas armas vamos colocá-lo na prisão por sete anos'", disse ela.
Com a idade de 14 anos, a irmã Hatune deixou a Turquia com seus pais, em 1985, encontrando refúgio na Alemanha. Ela se juntou a um mosteiro chamado Irmãs Servidoras de Cristo quando tinha 16 anos.
"Nós éramos uma família rica. Eles ameaçaram meu pai de cortá-lo aqui", disse ela com um puxão na parte inferior de sua orelha. "Ele fugiu. Ele disse que isso foi o suficiente. Temos de deixar tudo e ir embora".
Theodore Shoebat, filho de um ex-terrorista palestino que virou cristão, Walid Shoebat, descreveu a Irmã Hatune em 30 de dezembro de 2013 em um artigo como uma moderna Madre Teresa dos dias atuais.
"A disposição de Hatune para ajudar os perseguidos é tão imensa que ultrapassa o que alguém está fazendo hoje no Oriente Médio", escreveu Shoebat. "Ela já visitou 38 países e trabalhou no Ministério da Caridade e Serviço Social no Zimbabwe, na Turquia e na Índia. Seus atos de justiça naturalmente recebem a ira vociferante dos jihadistas, nas palavras de Dogan, 'eu recebo 18 ameaças de morte em sete línguas'".

Uma mensagem para a América

A irmã Hatune veio para a América na semana passada para buscar doações para o seu ministério para as minorias perseguidas do Iraque, da Síria, do Egito e da Índia. A maioria destas minorias são cristãos, mas muitos no Iraque e na Síria são da antiga seita Yazidi. Em um vídeo, a Irmã Hatune aparece em um campo de refugiados Yazidi cercada por famílias que não têm nada, senão as roupas do corpo.
Ela veio para a América com um pedido de ajuda. Mas ela também veio com uma mensagem para os americanos.
"A América está convidando seus próprios assassinos para a sua porta", disse ela, referindo-se à política dos Estados Unidos de acolher os refugiados muçulmanos através do programa de refugiados das Nações Unidas.
O site WND relatou em 11 de dezembro que a ONU indicou 9.000 refugiados, em sua maioria muçulmanos da Síria, para o reassentamento em cidades norte-americanas e os EUA aceitaram quase 2 milhões de pessoas de países muçulmanos desde 1992.
"Você já tem uma sociedade paralela na América", disse a irmã Hatune. "Em 50 anos eles vão matar aos seus netos diante de seus olhos. O Oriente Médio já está aqui nos Estados Unidos. É aqui. Não é muito longe daqui. Ele está à porta de cada americano".
Essa é uma mensagem que muitas igrejas em Minnesota não estavam prontas para ouvir, disse Debra Anderson, que dirige uma seção local da ‘Aja em favor da América’ e patrocinou a recente visita da Irmã Hatune.
"Ela queria fazer algo na prática. Ela sentia que a fé sem obras era morta", disse Anderson. "Mas foi difícil convencer outros a convidá-la para falar em igrejas em Minnesota. Alguns não queriam convidá-la por causa de sua mensagem. Eles acham que ela critica muito os governos muçulmanos".
Um grupo da igreja que a convidou para falar deu-lhe uma recepção que Anderson descreveu como "gelada".
Eles visitaram uma ordem de freiras católicas e "cinco ou seis delas saíram de perto no fim de sua apresentação", disse ela.
"Algumas das fotos do sofrimento humano, que ela mostrou em sua apresentação, eu acho que elas ficaram realmente abaladas", disse Anderson. "Eu não sei se elas já tinham sido contestadas em sua forma de pensar assim. Mas eram todos fatos. Dissemos a elas para verificarem com outros especialistas.
"Mas tinha esta freira que apenas veio me interromper e dizer, 'Eu não vou ouvir mais nada dela'", disse Anderson. "Eu sofri para conseguir levá-la para as igrejas. Eu realmente sofri".
Anderson disse que colocou um pedido para falar em locais para cerca de 800 pessoas em sua lista de e-mail que representam diversas denominações cristãs.
Apenas alguns responderam com convites.
Uma das freiras do convento em Minnesota interrompeu a apresentação da irmã Hatune com uma preocupação específica.
"Irmã, isso é o suficiente", disse ela, expressando sua preocupação sobre a potencial reação contra os muçulmanos na comunidade se a documentação da irmã Hatune chegasse a ser amplamente divulgada.
Mas enquanto alguns rejeitaram os casos de milhares de meninas sendo estupradas e as imagens de cristãos sendo crucificado pelo ISIS ou de muçulmanos jogando futebol com as cabeças de suas vítimas, outros reagiram vindo depois e perguntando como eles poderiam obter mais informações e possivelmente envolver-se em ajudar os cristãos perseguidos.
"Minha missão é ajudar as pessoas que sofrem onde eles estão", disse a irmã Hatune. "Eles não podem vir a mim, então eu vou a eles. Cem por cento das doações vão para as pessoas que sofrem. Somos todos voluntários. Nós somos totalmente independentes. Nós não temos nenhum grande doador agora. Eu gostaria. Temos dois peixes e cinco pães, e Deus os está multiplicando".
O trabalho é realizado por 5.000 voluntários com uma equipe que não recebe nenhum salário, disse a irmã Hatune.
Um homem idoso alemão deixou para a freira ortodoxa um pequeno salário para viver, quando ele morreu. Ela paga de seu próprio bolso para viajar, ou tem um patrocinador que paga o seu voo, como foi o caso com a sua viagem para Minnesota.
Agora ela está fazendo planos para voltar ao Oriente Médio no Natal, na esperança de trazer alguns presentes para as crianças.
Um dos que ouviram a mensagem dela perguntou se ela estava com medo.
"Todo mundo tem medo", disse a irmã Hatune. "Mas eu sou chamada para demonstrar solidariedade. Você faz isso, não com conversas, mas com ação, com o dever. Jesus é o meu guarda-costas".
A freira diz que a cultura islâmica é, basicamente, "como um cão", que deve ser confrontado. Se há um vazio ou uma fraqueza na cultura cristã, os muçulmanos vão sentir a fraqueza e continuar a marcha para frente e intimidar a cultura nativa.
"Você não pode ter medo da cultura do Islã", disse ela. "Se você correr, eles vão vir atrás de você como faz o cão. Você deve defender seu território. Eu não digo lutar. Digo resistir. Eu digo-lhes: 'Pare. Eu não quero você. Eu tenho meu próprio Deus’. Eles vêm aqui pensando em conquistar o país. Se eles não aceitam o modo de vida americano, que voltem para suas terras originais. O governo tem que entender isso".
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23 de janeiro de 2015

Morte, Carnaval e fantasia


Morte, Carnaval e fantasia

Fábio Blanco
É interessante, senão bizarro, como, no Brasil, as pessoas são capazes de se comover com a condenação à morte de um traficante de drogas, em um país do outro lado do mundo, enquanto mantêm-se absurdamente insensíveis em relação às milhares de mortes violentas que ocorrem diariamente em suas próprias ruas.
Algo está fora de lugar nisso tudo. Nada justifica qualquer comoção com a condenação do brasileiro criminoso, quando centenas de outras pessoas, envolvidas com esse mesmo comércio ilegal, em terras brasileiras, são condenadas sumariamente pelo crime organizado e pela própria vida bandida que levam.
Qualquer manifestação de repúdio à condenação do traficante, sem uma multiplicada demonstração de inconformismo com a tragédia que ocorre em nosso país, é mais do que hipocrisia; é a prova clara de que o brasileiro perdeu completamente o senso da realidade e fala apenas por meio de categorias ideológicas.
Na verdade, essas pessoas quando reclamam do julgamento do governo da Indonésia, fazem isso não como defensoras da vida, mas como quem teve o orgulho ferido. Elas não estão preocupadas com o bem-estar do criminoso, mas apenas querem demonstrar sua indignação por ver um país agindo com a rigidez que lhes falta. É como se dissessem: o criminoso é nosso e só nós temos o direito de fazer dele o que bem entendemos. E nós sabemos muito bem o que se costuma fazer com os bandidos por aqui: os transformam em heróis!
O que mais me incomoda nisso tudo, porém, não são as manifestações das esferas governamentais, sabidamente corrompidas pela ideologia assassina do marxismo e historicamente defensoras de criminosos. O que mais me chama à atenção são os idiotas úteis que ocupam os meios de comunicação para revelar sua indignação com a aplicação da pena capital por aquele país muçulmano. Estes jornalistas, artistas e acadêmicos vêem a público expressar sua repulsa em relação à morte do traficante, em terras estrangeiras, enquanto se calam, em um silêncio sepulcral, quanto às milhares de mortes que ocorrem em baixo de seus narizes (talvez também porque, muitos destes, estejam com seus narizes prejudicados por uso contínuo das mesmas substâncias causadoras da condenação do brasileiro na Indonésia).
Tal discrepância apenas pode ser explicada pelas décadas de contaminação ideológica que tomou conta do beautiful people brasileiro. Estes, simplesmente, não conseguem mais pensar com lógica, com bom senso, baseados nos dados da realidade. Quando se manifestam, apenas expõem os lugares-comuns do pensamento de esquerda, que nunca teve qualquer compromisso com a verdade, mas, apenas, com sua utopia.
Assim, quando essas pessoas vêm a público reclamar da condenação do traficante, ao mesmo tempo que não se encontra em suas falas qualquer menção à carnificina brasileira causada pela violência oriunda da criminalidade nacional, só podemos concluir que trata-se de uma dissociação coletiva da realidade, que só pode ocorrer em uma nação já destruída por anos de propaganda ideológica criminosa.
Nem digo que esses faladores são mal intencionados. Pelo contrário, eles acreditam que estão defendendo o que há de mais alto em moralidade e amor à humanidade. Eles, simplesmente, perderam o senso do real.
Não se pode dizer nem que se trata de hipocrisia generalizada. Mesmo o hipócrita precisa ter uma noção da realidade para poder manipulá-la. O problema aqui é mais profundo. O brasileiro não vê mais o mundo como ele é, mas apenas o que ele imagina que existe.
Décadas de propaganda esquerdista tornaram o brasileiro um esquizofrênico. Para este, o perigo não se encontra nos fatos verdadeiramente perigosos, mas nas ameaças criadas pela sua própria imaginação. Da mesma forma, para os palpiteiros midiáticos deste país, a morte de um bandido, após um julgamento justo, em terras distantes se tornou uma afronta muito maior do que os assassinatos contínuos ocorridos ao lado de sua casa.
E dessa forma, seguem achando a coisa mais normal do mundo chorar a morte justa de um homem ligado ao tráfico de drogas, enquanto tripudiam dos milhares que morrem aqui, por causa do mesmo tráfico, ao se prepararem alegremente para festejar o Carnaval, sabidamente financiado pelo comércio de drogas ilícitas.
Somos o país do Carnaval e acho que é por isso que o brasileiro vive no mundo da fantasia.
Divulgação: www.juliosevero.com
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22 de janeiro de 2015

Igreja presbiteriana e cristãos liberais palestinos estão rescrevendo a Bíblia para remover referências a Israel


Igreja presbiteriana e cristãos liberais palestinos estão rescrevendo a Bíblia para remover referências a Israel

Julio Severo
Sabeel (Centro Ecumênico Palestino de Teologia da Libertação) está fazendo uma parceria com a Igreja Presbiteriana dos Estados Unidos para produzir uma nova versão da Bíblia que mudará a Palavra de Deus.
Delegações presbiterianas dos EUA celebrando 25 anos da Teologia da Libertação Palestina no Sabeel
Essa nova versão não faz menção de Israel como nação judaica nem menciona Jesus como judeu. Aliás, Jesus (Yeshua) é mudado de judeu para árabe palestino, de acordo com Geri Ungurean in NowTheEndBegins.
Sabeel (que em árabe significa “o caminho” e também “um canal” ou “fonte”) é uma organização cristã de teologia da libertação com sede em Jerusalém. Foi fundada pelo sacerdote anglicano palestino Rev. Naim Ateek, ex-cônego da Catedral de St. George em Jerusalém.
De acordo com Ungurean, o Dr. Ateek “quer rescrever a Bíblia do mesmo modo que as teologias católicas, anglicanas e reformadas têm afirmado que a Igreja Cristã é ‘o Novo Israel,’ também chamada de ‘o Israel de Deus.’ Rescrever a história e inventar teologia é uma vocação popular. Historiadores revisionistas tomam liberdades com os fatos até cessarem de ter sentido. Os principais exemplos são as polêmicas que negam o Holocausto ou as tendências atuais de rescrever textos da história americana.”
Ungurean diz: “Como parceiro oficial da Igreja Presbiteriana dos EUA, Sabeel tem suas filiais, Friends of Sabeel (Amigos de Sabeel), nos Estados Unidos, Canadá, Reino Unido, Suécia, Dinamarca, Noruega, Irlanda, França, Alemanha, Holanda e Austrália.”
Sabeel está envolvido com a conferência “Cristo no Posto de Controle,” que busca minar o apoio evangélico tradicional a Israel.
Por que a Igreja Presbiteriana dos Estado Unidos (conhecida pela sigla PCUSA), que é a maior denominação presbiteriana americana, se envolveria com Sabeel e sua Teologia da Libertação?
A Teologia da Libertação é o mais predominante liberalismo teológico de nossos dias. E a PCUSA é evidência de seus males. Tendo primeiramente adotado o Evangelho Social no final do século XIX, os presbiterianos americanos mais tarde formaram a PCUSA, que é agora uma usina de força liberal, apoiando o “casamento” homossexual, o aborto e posturas anti-Israel.
A Teologia da Libertação pode ser o desdobramento mais importante do Evangelho Social.
Um missionário presbiteriano do movimento do Evangelho Social foi para o Brasil em 1952 e passou uma década ensinando teologia na instituição teológica presbiteriana mais proeminente do Brasil. Seu nome era Rev. Richard Shaull, e ele estava envolvido em várias causas marxistas e comunistas no Brasil. O nascimento da Teologia da Missão Integral (TMI) no Brasil tem origem nele e é creditado a ele.
Embora a TMI seja rotulada como a versão protestante da Teologia da Libertação, a TMI nasceu antes da Teologia da Libertação. Para mais informações, baixe meu e-book gratuito aqui: http://bit.ly/141G7JH
A TMI está destruindo a Igreja Evangélica do Brasil. E a Teologia da Libertação está destruindo a Igreja Católica do Brasil.
Provavelmente, a TMI contribuiu para o nascimento da Teologia da Libertação na década de 1960. Então vemos como o Evangelho Social teve influência!
A PCUSA representa o futuro das igrejas que estão debaixo do feitiço da Teologia da Libertação e TMI: apoiadores do aborto, “casamento” gay e anti-Israel.
No final, que diferença faz se mudam a Bíblia ou não? Eles não se importam com o que Deus manda e ensina sobre Israel, a Igreja, o Reino de Deus, o valor da vida humana em gestação, o casamento natural e a família.
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21 de janeiro de 2015

O ataque em Paris e as elites ocidentais


O ataque em Paris e as elites ocidentais

Don Feder
Teste rápido de perguntas.
Selvagens invadem, no maior tiroteio, os escritórios de uma revista satírica. Enquanto estão matando jornalistas, os assassinos gritam:
1.       Salve Maria cheia de graça…
2.       João 14:6
3.       Shema Yisrael
4.       Allahu akbar
Um cativo é degolado pelo:
1.       Exército da Salvação
2.       Livreiros cristãos
3.       The National Geographic
4.       Estado Islâmico (ISIS)
Na Europa, manifestantes carregam cartazes que pedem “Morte aos Judeus” e proclamando “Hitler estava certo!” Esses manifestantes são:
1.       Velhinhos nazistas de oitenta anos.
2.       Membros da Igreja da Cientologia.
3.       Fabricantes de linguiça.
4.       Maometanos.
Alguém que planta uma bomba de estilhaços perto da linha final de uma maratona provavelmente é membro de:
1.       um templo hindu.
2.       uma sinagoga.
3.       uma loja maçônica.
4.       uma mesquita.
Você provavelmente receberá ameaças de morte se você:
1.       Fizer uma “obra de arte” chamada “Mije no Cristo”
2.       Fizer um filme que apresente Moisés como um psicopata
3.       Chamar os membros do Tea Party de terroristas
4.       Fizer ou disser algo que mostre Maomé de um modo que não seja bajulador
A resposta à mais recente atrocidade da Religião da Paz — o ataque a uma revista satírica em Paris que deixou 12 mortos, 17 feridos — foi covarde, sem sentido e totalmente previsível.
O presidente francês Francois Hollande chamou os assassinatos dos jihadistas que gritavam “deus é grande” e “O Profeta foi vingado” de “selvagem” e (se arriscando) “sem dúvida alguma um ato de terrorismo.” Ele não especificou o tipo de terrorismo — eco-terrorismo, narco-terrorismo, terrorismo basco? Isso não é de surpreender, pois esse presidente socialista foi eleito com o apoio de 93% dos maometanos franceses.
Tomas de Maziere, ministro do Interior da Alemanha, tratou a questão como um bebê, com todo o cuidado, chamando a matança em Paris de obra do “extremismo islâmico, terrorismo islâmico,” que “é algo muito diferente do islamismo.” Se você não acredita nele, pergunte aos líderes da maior mesquita de Madri ou da mesquita central da cidade alemã de Bremen. Oh, esqueci, não dá para você fazer isso. As duas mesquitas foram fechadas pela polícia em 2014 por divulgarem propaganda do ISIS ou recrutarem combatentes para atuarem no Iraque e Síria.
“Eles não respeitam a vida de ninguém mais,” bufou Howard Dean, ex-presidente do Comitê do Partido Democrático [de linha socialista]. “Isso não é o que o Corão diz.” Embora eu esteja hesitante de discordar de tal eminente acadêmico islâmico como Dean, o que com muitíssima certeza o Corão diz é: “Mate-os (os descrentes) onde quer que você os encontrar.” “Quando você encontrar descrentes, corte-lhes a cabeça.”
John Kerry, secretário de Estado dos EUA, zombou do conceito de “choque de civilizações.” Mais propriamente, o assassinato em massa em Paris foi sintoma do “confronto maior” entre “a própria civilização e os que são opostos a um mundo civilizado.” E o que é civilização? Civilização é democracia, tolerância e direitos humanos. O islamismo favorece essas coisas?
Quando Josh Earnest, assessor de imprensa da Câmara dos Deputados dos EUA, disse a um entrevistador da CNN que “este é um ato de violência que certamente temos de condenar” e “se for confirmado que é um ato de terrorismo” então isso seria condenado também. Contudo, de acordo com o governo de Obama, o terrorismo só é terrorismo se for cometido por uma organização certificada, especificamente o ISIS ou a al-Qaeda. Qualquer outra coisa é só violência (pergunte aos 12 corpos no necrotério de Paris), mas certamente não terrorismo.
O presidente dos Estados Unidos, agora em seu sexto ano negando a realidade, recusou usar os termos “terrorismo islâmico,” “extremismo islâmico” ou qualquer termo que não fosse legal para o islamismo. “Nossos pensamentos e rezas” estão com o povo francês, Obama disse. Ele “fortemente condena o fuzilamento horrendo.”
Pelo menos ele não chamou de violência no local de trabalho (a designação que ele usou sobre o massacre de Fort Hood) nem atribuiu os assassinatos a um obscuro vídeo de internet, como ele fez na matança de Benghazi.
Em seu discurso na ONU neste ano, talvez ele declare: “O futuro não deve pertencer aos que publicam desenhos satíricos sobre o profeta do islamismo.”
Em 2012, sustentando a ficção de que um vídeo anti-islamismo provocou os assassinatos do embaixador americano na Líbia e três outros americanos, o presidente “corajosamente” proclamou diante dos representantes de 49 países maometanos: “O futuro não deve pertencer aos que difamam o profeta do islamismo” — como se isso fosse um perigo iminente. É mais provável que Harvard seja tomada por criacionistas e céticos do aquecimento global.
O problema com a versão elitista infantil do islamismo é que a maioria do mundo maometano que acredita no islamismo, passou a vida estudando o islamismo e vive o islamismo o nega enfaticamente — sejam os imams da Grande Mesquita de Meca, os mulás que governam o Irã, a Irmandade Muçulmana (no negócio de promover o islamismo desde 1928) ou os acadêmicos da Universidade Al-Azhar do Cairo (o Vaticano do islamismo), sem mencionar o próprio Corão.
Num discurso de 28 de dezembro na Al-Azhar, o presidente egípcio Abdel Fattah al-Sisi mostrou um tom severo com os clérigos reunidos: “Digo e repito de novo que estamos em necessidade de uma revolução religiosa diante de Alá. O mundo inteiro… está aguardando nosso próximo passo… porque esta ummah (comunidade maometana mundial) está sendo despedaçada, está sendo destruída, está se perdendo — está se perdendo por nossas próprias mãos.” Mas ele é só o presidente da maior nação maometana do Oriente Médio, então o que é que ele sabe?
O islamismo está preparando nossa morte. As elites ocidentais estão carregando o caixão.
Traduzido por Julio Severo do artigo do American Thinker: The Paris Attack and Western Elites
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