2 de setembro de 2014

Abortos no Silêncio em vídeo!


Abortos no Silêncio em vídeo!

Julio Severo
A mensagem de “Abortos no Silêncio” está sendo disponibilizada em vídeo graças aos esforços do pastor de uma igreja pentecostal em Portugal.
O Pr. Luís F. Guerra se sentiu tão impactado pelo conteúdo esclarecedor de “Abortos no Silêncio” que não teve dúvida: Fez a narração completa do vídeo no português de Portugal. O link do vídeo é este: http://youtu.be/QdMjWog7CGA
O mais importante é que essa mensagem alcance corações com a verdade pouco acessível dos malefícios da contracepção.
Parabéns aos que falam português pelo vídeo “Abortos no Silêncio” narrado e feito pelo Pr. Luís F. Guerra.
Leitura recomendada:

1 de setembro de 2014

Acidente suspeito de avião dispara candidatura presidencial de pentecostal socialista e fortalece interesses globalistas


Acidente suspeito de avião dispara candidatura presidencial de pentecostal socialista e fortalece interesses globalistas

Julio Severo
Wayne Madsen, um jornalista investigador cujas pesquisas sobre questões de segurança conheci pela primeira vez em meu site conservador favorito, o WND, lida com a ascensão vertiginosa de Marina Silva, uma radical ambientalista e socialista que é a candidata mais provável para derrotar a presidente socialista do Brasil, Dilma Rousseff, na eleição presidencial.
Marina Silva e Leonardo Boff, da Teologia da Libertação
Madsen tem alguns pontos interessantes, mas em outros aspectos ele não consegue ver o que é óbvio para nós conservadores brasileiros. Por exemplo, ele disse: “A derrota de Dilma sinalizaria uma vitória para as atividades secretas do governo Obama para eliminar de cena os presidentes progressistas em toda a América Latina.”
Ora, por que o Obama progressista iria querer eliminar seus camaradas progressistas na América Latina? O padrão, de acordo com Madsen, parece ser “pró-negócios” versus “anti-negócios” — e os EUA são campeões em negócios. Por isso, se um presidente progressista da América Latina se opõe aos grandes negócios do presidente progressista dos EUA, ele sofrerá oposição do governo americano. Por outro lado, se um presidente progressista latino-americano defender o aborto e a homossexualidade, ele não enfrentará nenhuma oposição de seu camarada na Casa Branca. As ávidas políticas pró-sodomia e pró-aborto de Dilma nunca enfrentaram nenhuma oposição do governo dos EUA. Ela está enfrentando isso agora só por causa de questões de negócios.
Madsen também parece pensar que “socialista” e “pró-negócios” são estranhos parceiros de cama.
Se “pró-negócios” não habilita um socialista a ser socialista, então a China, com seus milhares de fábricas americanas, certamente não é socialista nessa definição. Mas a verdade é, a China é radicalmente socialista e um grande e privilegiado aliado comercial dos EUA.
Os socialistas no Brasil podem ter variadas nuanças para lidar com a economia, mas sua abordagem às questões morais fundamentais é basicamente igual. Em palavras e ações políticas, eles têm defendido, em menor ou maior grau, o aborto e a agenda gay, principalmente o “casamento” gay, do jeito que os socialistas ocidentais fazem.
Madsen diz que Marina Silva é “pró-israelense.” Qual é a base dele para tal declaração? Ele parece não gostar de Israel. Al Jazeera, um site noticioso muçulmano que não é conhecido por simpatizar com Israel, noticiou de forma simpática sobre Marina. Nenhuma menção sobre posturas “pró-israelense” de Marina.
A aparente postura anti-Israel de Madsen não faz sentido, pois George Soros, denunciado por ele como por trás da ascensão de indivíduos progressistas como Marina e, consequentemente, da “desestabilização” da eleição do Brasil, está igualmente investindo na desestabilização do tradicional apoio evangélico a Israel. Com sucesso, ele investiu na desestabilização da Ucrânia. Tal é seu poder. Como geralmente fazem os esquerdistas, Soros coloca sua ideologia socialista anti-Israel acima de sua herança judaica. De forma semelhante, Marina coloca sua ideologia socialista acima de sua fé cristã.
Conversei com um grande especialista evangélico sobre Israel, e ele nada sabe de uma Marina “pró-israelense.” Além disso, os aliados políticos dela são socialistas anti-Israel.
Talvez Madsen supôs que pelo fato de que Marina Silva é membro de uma igreja pentecostal — a Assembleia de Deus —, a conclusão lógica é que ela é naturalmente pró-Israel tal qual é a maioria dos pentecostais do Brasil. No entanto, as raízes religiosas originais dela vêm da forma mais popular de catolicismo no Brasil: a Teologia da Libertação, que é anti-Israel.
Essa teologia é muito comum entre católicos do Brasil, que é a maior nação católica do mundo. Mas não é comum entre pentecostais. Geralmente, as pessoas que têm uma conversão na Assembleia de Deus ficam sob a obrigação de abandonar sua vida passada, inclusive o catolicismo e a Teologia da Libertação. Não existe explicação para o que aconteceu no caso de Marina. Não se conhece a razão de seu marxismo católico popular ter tido liberdade de sobreviver à sua conversão religiosa ao pentecostalismo.
Meu livreto “Teologia da Libertação versus Teologia da Prosperidade” diz: “Marina Silva, que hoje é membra da Assembleia de Deus em Brasília, se gaba de que conheceu o “evangelho vivo” na Teologia da Libertação que aprendeu com Leonardo Boff, um dos maiores propagandistas dessa teologia no Brasil. Boff e sua teologia foram oficialmente condenados pelo Vaticano durante o papado de João Paulo 2, mas essa condenação oficial não impediu Marina de seguir o homem e sua teologia” (p. 12). Boff é seu conselheiro.
Marina Silva se queixou da “onda de conservadorismo” que quase derrotou Dilma Rousseff na eleição presidencial de 2010. A onda conservadora foi a expressão de fortes sentimentos cristãos contra o aborto e o homossexualismo. Em vez de se colocar frontalmente contra o histórico e posições patentemente abortistas e homossexualistas de Dilma e do PT, Marina, em sua “Carta Aberta aos Candidatos à Presidência da República Dilma e Serra”, criticou abertamente o que ela enxergou como “esse conservadorismo renitente que coloniza a política e sacrifica qualquer utopia em nome do pragmatismo sem limites” (p. 16).
O histórico político dela é o mesmo de Dilma: o Partido dos Trabalhadores.
A análise de Madsen tem só uma conclusão: os EUA só apoiarão progressistas “pró-negócios” (isto é, pró-EUA).
Minha opinião é que o Brasil deveria se livrar de ambos progressistas (pró e anti-EUA). E os EUA deveriam também se livrar de seu progressista na Casa Branca.
Sobre a CIA assassinando indivíduos que atrapalham os interesses do governo dos EUA, recomendo o livro “Target: Patton: The Plot to Assassinate General George S. Patton” (Alvo: Patton: O Complô para Assassinar o General George S. Patton), que mostra como a organização predecessora da CIA pode ter sido responsável pelo assassinato de Patton, que queria derrubar a União Soviética. Aliás, este livro mostra a CIA e sua predecessora matando muitos outros inimigos (inocentes ou não) dos interesses dos EUA.
Não me entenda mal: não me oponho se o governo dos EUA e a CIA matam bandidos. Há informação de que quando os militares do Brasil derrubaram os comunistas na década de 1960, o governo americano os “ajudou.” Mas o atual governo dos EUA está traindo os militares anticomunistas e ajudando apenas os progressistas do Brasil a fortalecer os interesses dos progressistas americanos “pró-negócios.”
Agora a guerra não é sobre comunistas versus conservadores. É progressistas pró-EUA versus progressistas anti-EUA. É progressistas americanos “pró-negócios” contra progressistas estrangeiros “anti-negócios.”
O que é interessante é que Madsen não faz nenhuma menção acerca da obsessão socialista unificada e enorme em prol da promoção do aborto e homossexualismo. Questões econômicas importam mais para ele do que questões morais e éticas? Obama e Dilma não têm nenhuma discordância sobre impor suas ideologias progressistas de aborto e homossexualidade. As discordâncias deles são apenas econômicas. Em outros aspectos, eles são “família” — uma família progressista.
Agora leia a análise de Madsen tendo em mente o que a Bíblia diz:
“Examinai todas as evidências, retende o que é bom.” (1 Tessalonicenses 5:21 KJA)

Todos os fatores apontam para a CIA no assassinato por meio de um acidente aéreo do candidato à presidência do Brasil

Wayne Madsen
O acidente de avião que matou o candidato à presidência do Brasil, Eduardo Campos, que estava cotado em segundo lugar, atrás da atual Presidente Dilma Rousseff, tem prejudicado gravemente as chances de Dilma à reeleição. A substituta de Eduardo Campos na linha de sucessão, a ex-líder do Partido Verde, Marina Silva, é uma fantoche de George Soros, que agora tem uma boa chance de derrubar Dilma Rousseff, num provável segundo turno da eleição. A derrota de Dilma sinalizaria uma vitória para as atividades secretas do governo Obama para eliminar de cena os presidentes progressistas em toda a América Latina.
Uma revisão da história pós-Segunda Guerra Mundial revela que, de todas as muitas maneiras que os serviços de inteligência têm usado para eliminar as ameaças políticas e econômicas, o assassinato através de um acidente aéreo classifica-se em segundo lugar, à frente de acidentes automobilísticos e envenenamento, só ficando atrás do uso de armas de fogo e munições, como o “modus operandi” favorito da Agência Central de Inteligência (CIA) para efetuar um assassinato político.
Os assassinatos por meio de acidentes aéreos do secretário-geral das Nações Unidas, Dag Hammarskjöld, do presidente de Ruanda, Juvenal Habyarimana, do presidente do Burundi, Cyprien Ntaryamira, do primeiro-ministro português, Francisco Sá Carneiro, do presidente do Paquistão, Muhammad Zia Ul-Haq, do futuro primeiro-ministro indiano, Sanjay Gandhi, do presidente da União dos Trabalhadores Automotivos Unidos dos EUA, Walter Reuther, do ex-senador pelo Texas, John Tower, e do senador de Minnesota, Paul Wellstone, todos eles traziam as marcas do envolvimento de uma ou mais agências de inteligência dos EUA no intuito de pôr um fim à carreira política que ameaçava os fundamentos da América imperial.
A América Latina, em particular, tem sido marcada por acidentes aéreos que mataram dois líderes que estavam determinados a se afastar da influência da política americana, o presidente Jaime Roldós Aguilera, do Equador e do presidente Omar Torrijos do Panamá. Ambos os líderes morreram em 1981, com Roldós morrendo poucos meses antes de Torrijos. John Perkins, o autor de “Confissões de um Assassino Profissional Econômico” e ex-membro dos serviços de inteligência dos EUA, apontou os Estados Unidos em ambos os assassinatos realizados através de um acidente aéreo.
Esse antecedente do envolvimento dos EUA em assassinatos através de acidentes aéreos torna a queda da aeronave Cessna Citation 560XLS, no dia 13 de agosto, em Santos, Brasil, que matou o candidato “pró-negócios” à presidência, pertencente ao Partido Socialista Brasileiro, Eduardo Campos, seus assessores e a tripulação, ainda mais suspeita. O momento do acidente, durante uma campanha eleitoral que favorecia uma vitória fácil para Dilma Rousseff, provoca questões significativas entre os investigadores brasileiros e o público em geral.
Desde a sua introdução em 1996, o modelo Cessna Citation 560XLS tem desfrutado de um histórico de segurança perfeito. A morte repentina de Campos inverteu a campanha presidencial brasileira de uma forma que pode beneficiar os Estados Unidos e a agenda de longo prazo da Agência Central de Inteligência (CIA) para a América Latina.
Questões perturbadoras estão sendo levantadas sobre a propriedade da aeronave que carrega o número de cauda PR-AFA. Os obscuros registros da inscrição e dos proprietários do avião, juntamente com a falta da gravação do áudio do voo, graças a uma aparente avaria no gravador de voz da cabine do avião, têm levado um grande número de brasileiros a quererem saber se o avião foi sabotado pelos Estados Unidos. Ao invés de ter a gravação das conversas da tripulação do voo do acidente de Eduardo Campos, o gravador só tinha as gravações de voz de um voo anterior.
O avião estava voando na rota do Rio de Janeiro – Aeroporto Santos Dumont – para o Guarujá, quando caiu em uma área residencial de Santos.
O avião era operado pela AF Andrade Empreendimentos e Participações, que tem sede em Ribeirão Preto, no estado de São Paulo, mas arrendado da Cessna Finance Export Corporation, uma divisão da Textron, um dos principais fornecedores de defesa e inteligência dos EUA. A Cessna é uma divisão da Textron. O gravador de voz com defeito foi fabricado por outra fornecedora de defesa e inteligência dos EUA, a L-3 Communications. Os negócios da AF Andrade estão centrados em sua propriedade de uma destilaria. Um porta-voz da AF Andrade disse que a aeronave de 9 milhões de dólares não tinha sido recentemente inspecionada, mas salientou que tinha um registro perfeito de manutenção.
No entanto, o porta-voz da AF Andrade não podia declarar especificamente quem era o proprietário da aeronave, mas admitiu provavelmente apenas o contrato de arrendamento, que o avião estava à venda e, recentemente, tinha sido comprado por um grupo de “donos de fábricas e importadores” de Pernambuco. Campos era um ex-governador de Pernambuco.
Os compradores fizeram um consórcio que incluía a Bandeirantes Pneus Ltda. A empresa de pneus disse que as negociações sobre a transferência de propriedade estavam em curso quando o avião caiu e que a Cessna Finance Export Corporation ainda não tinha aprovado os direitos finais de leasing. Observadores brasileiros acreditam que o Cessna que caiu era um “avião fantasma”, com propriedade obscura, a fim de acobertar o uso do avião para operações secretas envolvendo a CIA. Aviões similares com registros de propriedade e registros manchados foram usados pela CIA para sequestros de muçulmanos rendidos para interrogatório e aprisionamento nos “locais negros” da América em todo o mundo.
O Conselho de Segurança Nacional de Transporte dos Estados Unidos (National Transportation Safety Board – NTSB) enviou um equipe ao Brasil para investigar o acidente aéreo. No entanto, se o desempenho do NTSB sobre acidentes, como o TWA 800 e o voo 587 da American Airlines, é alguma indicação, a agência só se destaca no acobertamento de ações criminosas.
Eduardo Campos foi substituído na chapa por Marina Silva, que é uma queridinha financiada por George Soros e direcionada para os movimentos de globalização e a “sociedade civil”. Marina Silva, que é membro pró-Israel da Igreja Pentecostal da Assembleia de Deus, é muito mais pró-negócios e pró-EUA do que Dilma Rousseff do Partido dos Trabalhadores, um partido de esquerda brasileiro. Recentemente, Dilma Rousseff, junto com seus colegas líderes dos BRICS da Rússia, Índia, China e África do Sul, criaram um novo banco de desenvolvimento que desafia a supremacia dos EUA que opera o Banco Mundial. A criação do banco enfureceu Washington e Wall Street.
Marina Silva pode estar desfrutando de mais do que um mero voto de simpatia, recentemente adquirido nas pesquisas contra Dilma Rousseff. A presidente brasileira é vista por Washington como uma adversária, especialmente depois que os detalhes foram divulgados, por Edward Snowden, da enorme vigilância da Agência de Segurança Nacional (NSA) sobre a presidente brasileira.
Se Dilma Rousseff foi forçada a ir para um segundo turno com Marina Silva, como primeiro ou segundo lugar no primeiro turno, Aécio Neves, do “conservador” Partido Social Democrata afirmou que ele endossaria Marina Silva se ele ficar em terceiro lugar. A aritmética política poderia significar problemas para Dilma Rousseff, que provavelmente teria deslizado para a vitória se não tivesse sido o avanço de Marina Silva para a cabeça de chapa do Partido Socialista Brasileiro. O candidato à vice-presidência na chapa de Marina Silva é Beto Albuquerque, cujas credenciais na “sociedade civil” estão na proteção dos direitos humanos e do consumidor, o que indica uma “criação” ao estilo Soros.
As pesquisas atuais para 5 de outubro no primeiro turno é de Dilma Rousseff, com 36% dos votos, Marina Silva, com 21%, e Aécio Neves, com 20%. No entanto, com Aécio Neves fora da disputa no segundo turno, agendado para o dia 26 de outubro, algumas pesquisas mostram Marina Silva batendo Dilma Rousseff com 47% contra 43%, enquanto outros mostram Marina Silva derrotando Dilma Rousseff por uma margem de 9%. É claro que as pesquisas de opinião já não são independentes, mas são artifícios de agências de inteligência corporativas e ocidentais usados para influenciar a opinião pública e se envolver na “programação preditiva” de populações inteiras.
O ambiente favorável para Marina Silva como resultado do possível assassinato através do acidente aéreo de Eduardo Campos e seus assessores possui muitas suspeitas sobre o papel da CIA na queda do avião, especialmente depois que impressões digitais da CIA foram descobertas em assassinatos através de acidentes aéreos dos presidentes Torrijos e Roldós, em 1981. Recentemente, em fevereiro deste ano, o helicóptero presidencial normalmente usado pelo presidente do Equador, Rafael Correa, um forte opositor das políticas de Washington e um aliado de Dilma Rousseff, caiu nas montanhas em um voo de Guayaquil a Quito. O piloto pessoal de Rafael Correa morreu no acidente. Rafael Correa, que estava se dirigindo a um comício de campanha no momento do acidente, ressaltou que ele não estava programado para estar no voo helicóptero Dhruv, produzido na Índia. Entretanto, a suspeita de sabotagem pela CIA não podia ser contida entre a população equatoriana.
Marina Silva está sendo apontada como uma candidata de “Terceira Via” no Brasil. A “Terceira Via” é um movimento internacional que tem sido usado por políticos corporativos, muitos deles financiados por George Soros, para se infiltrarem e assumirem partidos historicamente pró-trabalhista, socialistas e progressistas. Os políticos mais notáveis das “Terceiras Vias” incluem Bill Clinton, Tony Blair,  Gerhard Schroeder da Alemanha, Justin Trudeau do Canadá, o presidente Francês françois hollande, o primeiro-ministro francês manuel valls, o primeiro-ministro italiano matteo renzi e o ex-primeiro-ministro italiano Romeo Prodi, José Sócrates de Portugal, Ehud Barak de Israel e funcionários do Partido Socialista Brasileiro, do Partido Verde e dos Partidos Sociais-Democratas, incluindo Marina Silva, Aécio Neves, o falecido Eduardo Campos e o ex-presidente Fernando Henrique Cardoso. No entanto, quando se torna vantajoso assassinar um membro da “Terceira Via” a fim de promover outro, não há nenhum problema em eliminar alguém como Eduardo Campos, a fim de abrir caminho para um político mais popular (e controlado) como Marina Silva, especialmente quando os interesses de Israel e Wall Street estão em jogo.
O Cessna levando o primeiro-ministro português Sá Carneiro, que caiu enquanto o primeiro-ministro estava voando para um comício de reeleição em Porto, destruiu as perspectivas futuras da esquerdista Aliança Democrática, porque os dois sucessores leais a Sá Carneiro que o substituíram não tinham o seu carisma. Eventualmente, Mario Soares, da “Terceira Via” e pró-OTAN, “socialista apenas no nome”, tornou-se primeiro-ministro e conduziu Portugal no caminho da “Terceira Via” subserviente a uma Europa unida e à globalização. O embaixador de Portugal, na época da morte de Sá Carneiro, era o agente da CIA Frank Carlucci, cujas impressões digitais estavam no assassinato do ex-primeiro-ministro Patrice Lumumba, no Congo, em 1961. Carlucci tornou-se vice-diretor da CIA, Conselheiro de Segurança Nacional e o secretário de Defesa no governo do presidente Ronald Reagan. Carlucci também é o presidente emérito do Grupo Carlyle, conectado a CIA. A morte suspeita de Eduardo Campos no Brasil parece ser uma cópia exata da execução rápida de Sá Carneiro efetuada pela CIA, com Dilma Rousseff como o alvo final da ação e Marina Silva e seus apoiadores globalistas como beneficiários.
Traduzido por Dionei Vieira do artigo da Fundação de Cultura Estratégica: All factors point to CIA aerially assassinating Brazilian presidential candidate
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31 de agosto de 2014

Cresce perseguição a evangélicos na América Latina


Cresce perseguição a evangélicos na América Latina

Bolívia, Costa Rica e Cuba mudam leis e fecham igrejas

Jarbas Aragão
Enquanto cristãos são ameaçados e mortos em diferentes países do mundo por causa de sua fé, os evangélicos da América Latina veem aumentar a perseguição contra eles, mas em outros termos. Eles não são decapitados nem crucificados, mas vem sofrendo sanções políticas de seu direito de cultuar livremente.
Evo Morales, socialista perseguidor de cristãos
Medidas de governos tem impedido a abertura de novas igrejas e também tentando fechar os templos já existentes. Na Bolívia, a Associação Nacional dos Evangélicos da Bolívia (ANDEB) trava uma batalha jurídica, que inclui uma petição de Inconstitucionalidade ao Tribunal Constitucional buscando a revogação de leis assinadas pelo presidente Evo Morales.
Defensor do chamado “socialismo bolivariano”, que tem mostrado sua influência em países vizinhos como Venezuela e Brasil, Morales estabeleceu regras que são empecilhos à liberdade religiosa. A advogada Ruth Montaño, que auxilia juridicamente a ANDEB contesta: “Essa lei é totalmente inconstitucional, incongruente com o artigo 4 da Constituição”.
Os evangélicos são minoria no país, cerca de 1,6 milhão de pessoas. O Decreto 1987 e a Lei 351, criados pelo governo de Evo e aprovados pela Assembleia Legislativa da Bolívia, tem como objetivo “regular a concessão e registro da legitimidade para igrejas, grupos religiosos e crenças espirituais, cujos objetivos não envolvem lucro”.
Morales deseja que qualquer organização religiosa no país precise reaplicar para ser considerada legalizada a partir do próximo ano. Para que isso aconteça, as denominações devem apresentar uma “lista autenticada” contendo os nomes, números da carteira de identidade, certidões de impostos e arquivos da polícia de seus líderes, bem como a relação oficial contendo nomes e números de identificação de todos os seus membros.
As igrejas também precisam fornecer um cronograma de todas as suas atividades anuais “para o controle e acompanhamento” pelo Ministério das Relações Exteriores. Quem se negar ou não preencher corretamente a documentação exigida, terá seu registro oficial cancelado, o que levaria ao confisco de propriedades da igreja, proibição de realizar cultos e fechamento de centros de treinamento.
“A ameaça de revogar os documentos que nos legaliza, simplesmente por decisão de um burocrata estatal, viola o devido processo legal”, disse Montaño. Lembrou também que antes de ser eleito, em 2009, Evo Morales defendia um Estado laico e desmentiu todos os rumores que fecharia igrejas. Depois de 5 anos no poder, ele mudou sua perspectiva e esqueceu dos compromissos firmados com líderes na época.
Um dos países mais fechados para o evangelho do continente desde que passou a ser comunista, Cuba aumentou a perseguição religiosa nos últimos anos, segundo comprova um relatório da organização Christian Solidarity Worldwide, com vários registros de hostilidade, tortura e prisões.
Somente no primeiro semestre de 2014, foram registradas 170 violações de liberdade religiosa, tendo dezenas de vítimas. Em contraste, no mesmo período de 2011 foram 120 casos, com 40 vítimas.
O governo cubano emprega táticas brutais incluindo a intimidação de pastores e líderes, ameaças de fechamento das igrejas, confisco de imóveis, demolição de igrejas e prisões temporárias. “É angustiante ver um aumento tão significativo e sustentado de violações relatadas da liberdade religiosa em Cuba”, disse Mervyn Thomas, diretor da CSW. Segundo ele, o governo cubano tem se recusado a permitir que todas as organizações religiosas funcionem legalmente.
Na Costa Rica, as 2.500 igrejas que formam a Aliança Evangélica Costarriquenha estão preocupadas por que o governo impôs novas regras de funcionamento de templos. Com isso, cerca de 1.500 delas seriam proibidas de continuar funcionando.
O presidente do grupo evangélico, Juan Luis Calvo disse que fez um esforço para que todos se enquadrem nas novas exigências, mas que precisa do apoio do governo. Entre elas, estão o isolamento acústico dos templos, uma adequação muito cara para a maioria das igrejas evangélicas.  Várias já foram proibidas de funcionar em 2014.
Desde 2005 os evangélicos vêm travando uma luta política contra resoluções do governo que prejudicam o funcionamento livre dos templos, em especial os evangélicos. O governo alega que existem padrões mínimos de segurança e acessibilidade a serem respeitados e que os templos que não se adequarem serão fechados. Enquanto isso, os deputados do partidos ligados aos evangélicos como Renovação Costa Rica (RC), Restauração Nacional (RN) e Aliança Democrática Cristã (ADC), travam uma batalha no âmbito legislativo, mas o governo afirma que não há perseguição. Com informações de CBN, [2], Christian News
Fonte: GospelPrime
Divulgação: www.juliosevero.com
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30 de agosto de 2014

Após pressão do público evangélico, Marina Silva exclui casamento gay e criminalização da homofobia de seu plano de governo


Após pressão do público evangélico, Marina Silva exclui casamento gay e criminalização da homofobia de seu plano de governo

Roldão Arruda, O Estado de S.Paulo
Comentário de Julio Severo: Depois que repostei ontem artigo da mídia secular (http://bit.ly/1rFcmOw) em que Jean Wyllys louva o programa de governo de Marina, muitos internautas se queixaram: “Não pode ser! Isso não é verdade! Você está mentindo.” Sim, é verdade. A matéria do Estadão que estou publicando agora mostra que Marina mandou remover o trecho sobre “LGBT” somente DEPOIS de sentir a pressão do púbico. O mesmo fenômeno ocorreu na eleição presidencial de 2010. Quando Dilma sentiu a pressão pró-vida e pró-família da população evangélica e católica, ela mudou o discurso. Da noite para o dia a petista pró-aborto se transformou em devota católica pró-vida! Mudança em época de eleição SEMPRE é presságio de futuras decepções. Não foi diferente com Dilma. Por que seria diferente com Marina, que vem da mesma base? O escritor russo Fyodor Dostoevsky disse: “O socialista que é cristão deve ser mais temido do que o socialista que é ateu.” Ele temeria mais uma Dilma ateia do que uma Marina evangélica? Uma coisa é clara: Marina leu o programa de governo dela antes do povo. Por que ela esperou a reação do público evangélico para mudar? Falta-lhe valores para tomar atitudes coerentes com o Evangelho sem precisar da nossa pressão? O Estadão só não mencionou que Marina alterou a seguinte declaração: “precisamos superar o fundamentalismo incrustado no Legislativo e nos diversos aparelhos estatais, que condenam o processo de reconhecimento dos direitos LGBT e interferem nele.” “Fundamentalismo” é o termo que a esquerda em geral e o movimento homossexual usam para designar os cristãos e seus esforços pró-família. Por ora, depois da reação evangélica, esse ranço anticonservador foi removido. Eis o artigo do Estadão:
Marina Silva e Leonardo Boff, da Teologia da Libertação
Comitê da candidata do PSB à Presidência afirma ter havido ‘falha processual na editoração’ do programa lançado e divulga ‘errata’.
Decorridas menos de 24 horas do lançamento oficial de seu programa de governo, a candidata do PSB à Presidência, Marina Silva, emitiu nota oficial para retificar o que havia prometido em relação à defesa dos direitos da população homossexual.
Alegando "falha processual na editoração do texto" divulgado, ela recuou em relação aos pontos mais polêmicos e rejeitados pelos pastores de denominações evangélicas, onde se abriga parte considerável de seu eleitorado.
Ontem, após a divulgação do programa, ao mesmo tempo que as redes sociais registravam manifestações de apoio da comunidade LGBT, pastores e políticos da bancada evangélica disparavam críticas, insinuando que Marina perderia o apoio do eleitorado de suas igrejas.
Um dos pontos que mais deixam evidente o recuo da candidata, que pertence à igreja Assembleia de Deus, é a supressão da promessa de "articular no Legislativo a votação da PLC 122". O objetivo desse projeto de lei, que tramita desde 2006, é equiparar o crime de homofobia ao racismo, com a aplicação das mesmas penas previstas em lei.
Desde que surgiu, ele tem sido combatido pela bancada evangélica, com o argumento de que pastores que atacarem a homofobia em seus programas de rádio e TV também poderão criminalizados, o que seria uma restrição do ponto de vista da liberdade religiosa.
Outro recuo dos mais notáveis se refere à união entre pessoas do mesmo sexo. Na versão original, Marina prometeu "apoiar propostas em defesa do casamento civil e igualitária com vistas à aprovação dos projetos de lei e da emenda constitucional em tramitação, que garantem o direito ao casamento igualitário na Constituição e no Código Civil". Na proposta modificada, ela diz que vai "garantir os direitos oriundos da união civil entre pessoas do mesmo sexo".
Em outras palavras, ela vai se limitar a cumprir determinações legais já existentes, que surgiram do Supremo Tribunal Federal (STF) e do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que reconhecem a união civil entre pessoas do mesmo sexo e obriga os cartórios a registrar essas uniões. A promessa, portanto, apenas informa que a determinação do Supremo será cumprida. O que os gays reivindicam é uma lei que garanta o direito à união na Constituição. Isso os deixaria livres de mudanças nas interpretações do STF e do CNJ. Em outras palavras, teriam mais segurança.
Kit escolar. Marina se igualou à atual presidente Dilma Rousseff ao suprimir do programa a promessa de "desenvolver material didático destinado a conscientizar sobre a diversidade de orientação sexual e as novas formas de família".
Em 2011, pressionada pela bancada evangélica no Congresso, Dilma interrompeu a distribuição de material didático que se destinava justamente a combater a intolerância nas escolas, afirmando que seu governo não faria divulgação de nenhum tipo de orientação sexual. De la cá para cá, Dilma tem sido duramente criticada pela comunidade LGBT por essa decisão. Na sexta-feira, com a divulgação de seu programa, Marina ganhou elogios de quase toda a comunidade, que voltou a se lembrar da atitude de Dilma.
O terceiro ponto mais notável é o que trata da aprovação do Projeto de Lei da Identidade de Gênero Brasileira, mais conhecida como Lei João Nery. Seu objetivo é regulamentar o direito à troca de nomes de transexuais e travestis, dispensando a enorme burocracia que são obrigados a enfrentar hoje. Marina havia prometido mobilizar a bancada de governo no apoio à lei. No texto divulgado ontem, ela suprimiu a intenção de trabalhar pela aprovação.
Fonte: Estadão
Divulgação: www.juliosevero.com
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Marina pode ser elo dos cristãos com o movimento gay. Com ela, cristãos e ativistas gays estreitarão relações e estabelecerão consensos, diz militante homossexual que é candidato do PT


Marina pode ser elo dos cristãos com o movimento gay. Com ela, cristãos e ativistas gays estreitarão relações e estabelecerão consensos, diz militante homossexual que é candidato do PT

Presidente licenciado da Associação dos Homossexuais do Acre, Germano Marino, 35 anos, é pai de santo na periferia de Rio Branco (AC) e candidato a deputado estadual pelo PT.
Germano Marino: pai-de-santo, militante homossexual e candidato do PT
Apesar de características que um evangélico supostamente abominaria, trabalhou durante quatro anos e nove meses no gabinete da ex-senadora acreana Marina Silva, candidata à Presidência pelo PSB.
Em 2007, ganhou um prêmio de direitos humanos do Grupo Arco-Íris como o melhor militante da causa gay no Brasil.
Marino conta que Marina jamais o discriminou por causa de sexualidade.
- Sou homossexual assumido desde os meus 14 anos de idade. Sou de religião de matriz africana, de candomblé, atualmente sou babalorixá, desde 2005, pai de santo, e tenho uma casa de santo aberta. Sendo evangélica, a Marina tinha os pastores que frequentavam o escritório dela e a gente convivia perfeitamente. Marina era aquele divisor que podia fazer com que houvesse diálogo e confraternização, sem haver o “diferente”.
Campanha eleitoral de ativista gay German Marino
Por causa da militância, no final de junho o muro da casa de Marino foi pichada com frases homofóbicas: ‘Vamos matar os gays' e 'Deus abomina os gays’.
- A Marina pode ser elo dos religiosos com o movimento gay. Nós podemos estreitar as nossas relações e estabelecer consensos.
O militante do movimento LBGT disse que a candidata Marina Silva tem sido alvo de campanha difamatória nas redes sociais desde que foi candidata à Presidência em 2010.
- É uma campanha sórdida feita por gente que realmente não conhece a Marina minimamente. Até parece que as pessoas não podem ter religião. Da mesma forma como sou  do candomblé, a Marina é da Assembleia de Deus.
O candidato a deputado estadual petista nega voto à candidata Dilma Rousseff.
- Vou votar na Marina. Não tenho receio de declarar isso. Sou filiado ao PT desde o ano 2000. Quando Marina foi candidata, em 2010, minha casa foi uma “Casa de Marina”. O PT nunca me proibiu. Ninguém nunca me questionou por isso e não será agora que isso vai acontecer.  Vou votar na Marina porque é muito difícil pedir para um acreano não votar nela quando temos a possibilidade real de tê-la na Presidência. Isso para mim extrapola a questão partidária.

Entrevista

Como você foi levado a trabalhar com a então senadora Marina Silva?
Eu era empregado doméstico e fazia um mês que tinha saído da casa de minha patroa, onde trabalhei e morei durante três anos. À época, fui chamado pela Yara Marques, assessora do então deputado estadual Ronald Polanco, do PT, atualmente conselheiro do Tribunal de Contas do Acre. Yara estava envolvida na campanha do Irailton Lima, que foi assessor da Marina. Trabalhei durante nove meses na campanha, me empenhei ao máximo, e a Marina decidiu me chamar para trabalhar com ela. Era um campanha feita na garra. Eu passei do ambiente de empregado doméstico para o universo da política. Não sou filho de nenhuma família tradicional. Minha família é pobre, meu pai é metalúrgico, de Minas Gerais, e minha mãe acreana. Nenhum dos dois nunca teve qualquer vínculo político. Somos muito pobres no aspecto financeiro e eu sou o irmão mais velho de seis filhos.
Ela já era evangélica?
Sim, já era da Assembléia de Deus. Trabalhei durante quatro anos e nove meses com ela e tive, digamos, um contato bem íntimo de participação do mandato naquele período. Frequentava a casa do seu Pedro, pai da Marina, das irmãs e da casa dela em Rio Branco.
Como ela lidava com o fato de você ser homossexual?
Em nenhum momento Marina me discriminou por causa da minha sexualidade. Sou homossexual assumido desde os meus 14 anos de idade. Sou de religião de matriz africana, de candomblé, atualmente sou babalorixá, desde 2005, pai-de-santo, e tenho uma casa de santo aberta. Sendo evangélica, a Marina tinha os pastores que frequentavam o escritório dela e a gente convivia perfeitamente. Marina era aquele divisor que podia fazer com que houvesse diálogo e confraternização, sem haver o “diferente”.
Em algum momento Marina tentou a sua conversão ou tentou convencê-lo a deixar de ser homossexual?
Nunca houve isso. A Marina nunca tentou me forçar, nunca conversou, nunca teve nenhum tipo de situação dessa natureza, pois nunca houve tentativa de exclusão de minha presença. Nunca teve um momento de chamado dessa natureza ou de persuasão para que eu professasse a fé dela ou para que eu deixasse de ser homossexual.
Alguma situação inusitada?
Sim. O Marcio Bittar, que atualmente concorre ao governo, quando foi candidato a deputado estadual, Wânia Pinheiro, da assessoria dele, decidiu realizar um evento para atrair a simpatia dos homossexuais. Fui chamado para ser o apresentador, vestido de drag queen. Eu estava no auge da campanha da reeleição da senadora Marina Silva. Falei com a senadora, expus o problema e perguntei se poderia ir ao evento do candidato de um partido adversário. Ela respondeu: “Germano, eu não sou dona da sua vida. Se você vai ou não, se vai se vestido ou não de drag queen, é você quem decide. Não tenho que lhe dizer se deve ir ou não. Você é que tem que pensar e decidir o que é melhor para você”. Achei aquilo impressionante e eu fui ao evento sabendo que não teria nenhum problemas, mas eu era da assessoria dela.
Dizem que ela é fundamentalista, intolerante com às causas do movimento LGBT…
Na trajetória dela como vereadora, deputada estadual e nos 16 anos como senadora,  Marina não propôs nem incitou projeto de lei que fosse contra as questões da causa gay, das religiões de matriz africana. Ela sempre soube separar o que é de foro íntimo do que é de foro coletivo. Jamais discriminou qualquer pessoa por ser gay ou por não pertencer à religião dela. Isso não é do perfil dela. Tem um texto bonito, de autoria da Marina, intitulado “A cor púrpura”, onde ela fala da sexualidade, de homossexuais, e conta que sempre teve amigos e amigas homossexuais e cita Caetano Veloso sobre ”a dor e a delícia de ser o que é".
Como explicar que ela não seja poupada de críticas por causa desse assunto?
O que tem havido é uma campanha difamatória desde 2010, quando ela concorreu à Presidência pela primeira vez. É uma campanha sórdida feita por gente que realmente não conhece a Marina minimamente. Até parece que as pessoas não podem ter religião. Da mesma forma como sou do candomblé, a Marina é da Assembleia de Deus. O prefeito de Rio Banco, Marcus Alexandre, petista, também é evangélico, mas nem por isso deixou de participar da solenidade de abertura da Semana da Diversidade.
Em algum momento a fé de Marina ajudou você?
Minha mãe é alcoólatra. Uma vez eu estava passando por um problema por causa disso. Falei pra Marina e ela perguntou se eu gostaria de conhecer o pastor dela. E fui conhecer o pastor, em Brasília. Quem foi comigo à igreja foi o Fábio Vaz, marido da Marina. O pastor dela tem o dom da palavra, faz profecias. Participei do culto, o pastor foi muito aberto comigo. Foi uma pessoa amiga e me deu um conselhos sábios. Quando voltei, ela perguntou como tinha sido e se tinha me servido. Falei que gostei, que tinha sido muito bom para mim. Nem por isso, ela me pediu para aderir à religião dela. Sei que muito amigos meus, militantes da causa gay no Brasil, que estão participando de campanhas difamatórias contra Marina, é por causa de seus laços partidários. A Marina pode ser elo entre os religiosos e o movimento gay. Nós podemos estreitar as nossas relações e estabelecer consensos.
Marina é sensível a isso?
Muito. As pessoas pegam no pé porque disse que o casamento ela aceita pela união de pessoas. O assembleliano nunca vai aceitar casamento de pessoas do mesmo sexo nas igrejas deles, como o catolicismo não aceita. Cada um estabelece as suas regras. Temos avanços mas não temos uma lei no Código Civil que possa fazer com que pessoas do mesmo sexo possam casar. Temos uma decisão do CNJ, temos projetos do governo federal, mas nós não temos uma lei que possa dar direitos iguais aos homossexuais. E olha que a Dilma assumiu o governo com apoio da maioria do Congresso. Por que as pessoas fazem essas exigências agora, que Marina é candidata à Presidência, e não fazem em relação aos demais candidatos? O movimento gay não foi tão exigente com Lula nem com Dilma. A Marina está sofrendo preconceito porque é assumidamente religiosa da Assembleia de Deus, porque é negra e porque é da região Norte do Brasil, do Acre. Ela já sofria isso quando senadora e ministra do Meio Ambiente. Ela está acostumada a vencer esses preconceitos e eu estou do lado dela para qualquer situação porque é muito ruim você ver um pessoa sofrer tanto preconceito e ser tão estigmatizada.
Vai votar em Dilma?
Vou votar na Marina. Não tenho receio de declarar isso. Sou filiado ao PT desde o ano 2000. Quando Marina foi candidata, em 2010, minha casa foi uma “Casa de Marina”. O PT nunca me proibiu. Ninguém nunca me questionou por isso e não será agora que isso vai acontecer. Vou votar na Marina porque é muito difícil pedir para um acreano não votar nela quando temos a possibilidade real de tê-la na Presidência. Isso para mim extrapola a questão partidária. Como vou pedir para um acreano não votar numa mulher negra, que nasceu pobre, que foi alfabetizada aos 16 anos, que superou doenças, e que pode ser a primeira mulher da Amazônia a receber a faixa presidencial? Temos muitos acreanos que estão no mesmo patamar de onde a Marina emergiu. Mas não é apenas porque sou acreano. Marina representa uma nova concepção de se fazer a política. Quando se tem boa vontade de se fazer mudança, todos os instrumentos e instituições mudam. Não adianta a gente ter um país apenas desenvolvimentista se a gente não pensar com o coração. A Marina sempre pregou a união de esforços, mas parece que tudo o que ela fez só está sendo enxergado agora, como se fosse uma novidade. Ela sempre foi assim. O movimento gay tem que enxergar na Marina um referencial de elo porque são os religiosos fundamentalistas que não deixam passar leis capazes de beneficiar com direitos iguais a popuação LGBT no Brasil. Todos nós temos o direito de ter uma religião. Ela é da Assembleia de Deus, eu sou do candomblé, outros são kardecistas etc. Nós estamos num estado laico. Eu, defensor das causas gays no Brasil, não vou discriminar Marina porque ela tem religião. Temos que parar com hipocrisia porque isso não é ser militante dos direitos humanos. A Marina não anda professando a fé dela. A Marina tem a fé dela, o que é bem diferente do candidato Pastor Everaldo. Ela não se intitula bispa ou pastora, apesar de tantos anos como religiosa. Ela não professa, ela é religiosa.
Como foi ter a casa pichada com as frases homofóbicas “Vamos matar os gays” e “Deus abomina os gays”?
Sou candidato a deputado estadual e quase desisti por causa disso.  Sou militante do movimento gay há dez anos. Foi a primeira vez que sofri uma ameaça tão grave. Existe uma onda crescente do machismo, do conservadorismo, e da violência contra os homossexuais. Amigos meus já foram assassinados ou sofreram agressões porque eram ou são gays. Já frequentei muita delegacia por causa desses casos, mas até então não tinha tido uma preocupação contra a minha própria vida, o que ocorreu agora. Ouvi da polícia que eu só voltasse à delegacia quando eu identificasse possíveis pessoas que fizeram a pichação ameaçadora. Não acredito que tenha sido uma ação de evangélicos nem de meus vizinhos, de minha comunidade, onde tenho boa reputação, e que é formada por católicos, evangélicos…
De dia você é a Mulher Maravilha, candidato a deputado estadual, em campanha, e de noite o pai de santo?
Quando eu era adolescente, antes de assumir que sou gay, eu sempre me identificava com as heroínas. Quando comecei a assistir a Liga da Justiça, sempre me identificava com a Mulher Maravilha, a defensora dos mais oprimidos, dos que necessitavam de justiça. Não sou um Tiririca do Acre. Não nasci palhaço, não toco minha vida vendendo humor. Eu me visto de Mulher Maravilha porque ela traz a simbologia de defender as boas causas. Claro que isso cria um cenário que leva alguns a pensarem que é um palhaçada, mas não é. E me fiz militante dos direitos humanos. Então tenho a liberdade hoje em dia de poder estar de Mulher Maravilha, independente das pessoas gostarem ou não. Gravei minha participação de trinta segundos no programa eleitoral do PT e foram os trinta segundos mais felizes de minha vida. Só na democracia isso é possível. É um direito que há alguns anos ninguém tinha esse direito. Posso nem ser eleito, mas só a liberdade de poder me vestir de Mulher Maravilha, sem ser licenciado dos espaços, já é uma vitória.
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29 de agosto de 2014

Jean Wyllys elogia programa de governo de Marina Silva, o qual defende que “casamento” gay vire lei na Constituição


Jean Wyllys elogia programa de governo de Marina Silva, o qual defende que “casamento” gay vire lei na Constituição

Segundo o deputado, propostas "dão um chega pra lá no fundamentalismo religioso"

Daiene Cardoso
Brasília — O deputado federal Jean Wyllys (PSOL-RJ) elogiou o programa de governo apresentado nesta sexta-feira pela candidata do PSB à Presidência da República, Marina Silva, sinalizando apoio às demandas do público LGBT.
Jean Wyllys, do PSOL: deputado elogiou o programa de governo de Marina Silva
As propostas defendidas por Marina, segundo o deputado, "dão um chega pra lá no fundamentalismo religioso" e podem ajudar a aproximá-la do eleitorado LGBT. "Fico feliz que ela não tenha fugido da raia", comentou o deputado.
Evangélica da Assembleia de Deus, Marina incluiu em seu programa de governo a defesa do casamento civil igualitário e se comprometeu em apoiar projetos em tramitação no Congresso Nacional, como o que equipara a discriminação baseada na orientação sexual e na identidade de gênero à legislação que trata da discriminação em razão da cor, etnia, nacionalidade e religião.
O programa se compromete também com o projeto de lei sobre identidade de gênero — que regulamenta o direito ao reconhecimento de gênero de "pessoas trans" e que dispensa a autorização judicial, laudos médicos e psicológicos, cirurgias e hormonioterapias.
Wyllys considerou um "avanço" o acolhimento de propostas como a eliminação de obstáculos para adoção de crianças por casais homoafetivos, além da inclusão do combate ao bullying e à homofobia no Plano Nacional da Educação.
O parlamentar concluiu que o programa de Marina é semelhante ao apresentado pela candidata do PSOL, Luciana Genro. "Ela (Marina) é corajosa, só resta implementar", disse.
O deputado lembrou que na campanha de 2010, a presidente Dilma Rousseff também apresentou uma pauta voltada para o público LGBT, mas não teve força para superar o conservadorismo de sua base aliada no Congresso.
Entre os 10 pontos apresentados no programa, Marina defende a normatização do conceito de homofobia na administração pública e a criação de mecanismos para aferir os crimes de natureza homofóbica; a ampliação da oferta de tratamentos e serviços de saúde que atendam às demandas da população LBGT no SUS; a garantia de ingresso desse setor no mercado de trabalho através de cursos e oportunidades de capacitação; além de dar efetividade ao Plano Nacional de Promoção da Cidadania e Direitos Humanos LBGT.
O parlamentar lembrou que parte dos candidatos tem procurado se aproximar do eleitorado LGBT e feito "sinalizações eleitorais" nos últimos pleitos.
"Quando a gente vê um candidato (apoiando essas ideias) que em outros momentos se mostravam reticentes, é porque eles sabem que têm que dialogar com este segmento", concluiu.
Em seu programa de governo como candidata à Presidência pelo PV em 2010, Marina se comprometia apenas com a luta contra a discriminação "étnica, religiosa, racial, homofobia, sexismo ou outras" e previa a criação de espaço próprio de participação política para o grupo com o objetivo de atender às demandas do segmento.
Este ano, sob influência do setorial LGBT do PSB, o então candidato Eduardo Campos havia se comprometido em incluir propostas mais específicas para essa população.
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