22 de dezembro de 2014

Alemães protestam contra o islamismo, mídia esquerdista denuncia Putin


Alemães protestam contra o islamismo, mídia esquerdista denuncia Putin

Julio Severo
Na segunda-feira, 15 de dezembro, umas 15 mil pessoas na Alemanha participaram de uma manifestação rotulada pela imprensa alemã como ‘xenofóbica.’ A manifestação foi realizada pela organização Europeus Patriotas contra a Islamização do Ocidente (PEGIDA, na sigla em alemão), cujo objetivo principal é se opor à imigração islâmica vinda do Oriente Médio e África. Desde outubro, a PEGIDA tem realizado manifestações semanais contra o islamismo.
A chanceler alemã Angela Merkel condenou a PEGIDA, declarando: “Não existe lugar na Alemanha para os que estão instigando ódio aos imigrantes.” Ela também denunciou os manifestantes por “racismo.”
De acordo com Jihad Watch (Observatório da Guerra Santa Islâmica), “Apesar de esforços de políticos e da mídia da Alemanha para retratar a PEGIDA como neonazista, a organização tem se esforçado muito para se distanciar da extrema direita alemã. A organização diz que é ‘politicamente neutra’ e que seu objetivo principal é preservar o que restou da cultura e valores judaico-cristãos da Alemanha.”
A PEGIDA tem mobilizado milhares de cidadãos alemães para irem às ruas para protestar contra a crescente islamização de seu país.
A mídia esquerdista americana e outras mídias esquerdistas ocidentais se acostumaram a criticar protestos anti-islamismo como ‘racistas.’ Contudo, os protestos alemães têm, de forma enigmática, instigado a Esquerda americana a atacar Putin.
Grandes veículos esquerdistas de comunicação dos EUA, inclusive The Huffington Post e Bloomberg, dizem que as manifestações anti-muçulmanas são de “extrema direita” e uma estratégia do presidente russo Vladimir Putin. Em contraste, Jihad Watch, uma organização que monitora o islamismo e seus avanços no Ocidente, tem validado as demonstrações como uma tentativa de defender a cultura e valores judaico-cristãos na Europa. Jihad Watch é louvado pelo conservador WorldNetDaily.
Bloomberg diz sobre a PEGIDA, “A estratégia de Putin parece ser construir uma ‘quinta coluna’ de partidos de extrema direita na Europa dispostos a cooperar com o Kremlin.”
Até mesmo no Brasil, a mídia esquerdista tem denunciado Putin como agente da KGB.
Se você acha que o que está acontecendo é loucura, considere Stephen Suleyman Schwartz, autor do artigo anti-Putin e anti-Rússia no The Huffington Post. Schwartz é o diretor do Centro de Pluralismo Islâmico. Seu pai era judeu e sua mãe era uma protestante que era membro do Partido Comunista dos EUA. Mesmo assim, ele deu um jeito de se converter ao islamismo.
Agora, com sua vasta experiência (louca) ele está defendendo o islamismo na Europa contra as ‘conspirações’ anti-islâmicas de Putin.
Ele denuncia que as manifestações anti-islâmicas da PEGIDA têm slogans como “Frieden mit Russland! Nie wieder Krieg in Europa!” (“Paz com a Rússia! Nunca mais guerra na Europa!”) and “Putin, hilfe uns!” (“Putin, ajude-nos!”).
Então Schwartz diz: “Muitos observadores podem ver na PEGIDA não mais que outro exemplo do ‘novo populismo’ na Europa. Mas uma aliança anti-islamismo pró-Rússia é perigosa para seus defensores. Já vimos um alinhamento das ambições russas e o descontentamento alemão: no pacto entre Stálin e Hitler de 1939. Esse pacto permitiu que a Alemanha conquistasse a maior parte da Europa, culminando depois com o ataque alemão à Rússia. Os alemães deveriam ficar desconfiados dessas questões.”
Don Hanks, um americano especialista na língua e cultura russa, comenta os exageros de Schwartz: “Esse escritor é irremediavelmente ingênuo ou, o que é mais provável, um cupincha das elites transnacionais que querem controlar o universo de Washington. É para lá de absurdo alertar que uma aliança anti-islâmica cheira a nazismo. Hitler tinha uma aliança com os muçulmanos, especialmente o Mufti, contra os judeus e esses muçulmanos também mataram centenas de sérvios cristãos. A aliança pró-Rússia em que Hitler entrou foi com um ateísta e comunista que não tinha absolutamente nada em comum com Putin, que promove o Cristianismo da Igreja Ortodoxa, e nem mesmo era russo (Stálin era da Geórgia)! A ironia flagrante disso é que a aliança mais perigosa do mundo hoje é de longe os EUA-OTAN-UE. Até agora a UE (União Europeia) tomou posse de 28 países e os absorveu. Isso não é expansionismo? (Ops, esqueci, é excepcionalismo). O primeiro comissário da UE foi Walter Hallstein, um nazista que escreveu a Lei de ‘Orgulho e Sangue’ que proibia os alemães de se casarem com judeus. Hallstein era um professor nazista do Terceiro Reich que escreveu o modelo da UE, conforme descreveram os escritores ingleses Rodney Atkinson e Edward Spalton. Todos os jornalistas deveriam ser obrigados a fazer um teste em história e cultura russa, e deveriam ter um QI de pelo menos 80. Isso eliminaria muita desinformação. Seria bom se mais leitores usassem a cabeça para algo mais além de cabide de chapéus.”
Muito embora a PEGIDA venha sendo retratada como ‘racista’ e ‘extremista’ pela mídia esquerdista, a Deutsche Welle disse sobre os manifestantes da PEGIDA: “a maioria é gente completamente normal. Evidentemente, não é gente que geralmente vota nos verdes, ou no partido de esquerda, ou no SPD [social democratas], mas não são extremistas.”
O lema da PEGIDA é: “Nós somos o povo!” (Wir sind das Volk!), o mesmo slogan usado pelos alemães orientais para derrubar o Muro de Berlim em 1989.
Mesmo assim, a Esquerda está envolvendo a PEGIDA em supostas conspirações ‘comunistas’ de Putin.
Se Putin fosse realmente um agente comunista, estariam envolvendo-o em conspirações com conservadores na Alemanha?
Nos tempos soviéticos, a mídia esquerdista americana fielmente atacava os EUA e louvava a União Soviética. Só para ser claro: a Esquerda sempre protege a Esquerda.
Na atual situação entre os EUA e a Rússia, a Esquerda americana e até a Esquerda brasileira protegem os EUA e atacam a Rússia.
Há mais socialistas nos EUA do que na Rússia?
Don Hanks tem outra explicação: “Esquerda e direita são irrelevantes nestes dias no que se refere a Putin. A russofobia é obrigatória se você quer ser popular e avançar na política e meios de comunicação hoje em dia.”
Hoje, incrivelmente o ultranacionalismo tem unido americanos esquerdistas e direitistas contra a Rússia. Os americanos direitistas odeiam a Rússia por seu passado comunista e porque a Rússia é o único país com capacidade de desafiar minimamente a supremacia dos EUA no mundo inteiro.
Os americanos esquerdistas odeiam a Rússia por suas leis conservadoras atuais e porque a Igreja Ortodoxa está muito envolvida nos assuntos governamentais. A Esquerda odeia a Igreja e o governo juntos!
Se Putin quiser que a Esquerda americana ame e defenda a Rússia de novo, ele deveria fazer mais do que Obama tem feito: abraçar o marxismo, o islamismo e a ideologia gay. E expulsar a Igreja Ortodoxa de seu governo. Depois ele deveria tentar convencer a mídia ocidental de que ele é mais marxista do que Obama. Ele deveria lhes dizer: “Olhem, agora estou permitindo paradas gays em Moscou e revoguei a lei que proibia a propaganda homossexual para crianças. Agora as crianças russas serão expostas a todos os tipos de atividade sexual homossexual. Além disso, proclamo que o islamismo é uma ‘religião de paz,’ tal qual faz Obama! E agora? Será que vocês podem enfim amar a mim e a Rússia de novo?”
Entretanto, os alemães não deveriam se deixar deter pela propaganda esquerdista americana, especialmente The Huffington Post e Bloomberg, que prega que a oposição anti-islâmica é uma conspiração de Putin. E mesmo que fosse, uma conspiração anti-islamismo é melhor do que uma conspiração pró-islamismo. Há informações de que Obama está avançando o marxismo e o islamismo. Ele é o grande promotor dessas duas causas. Esse segredo explica por que Obama é amado e Putin é odiado pela mídia de massa do Ocidente?
Apesar disso, não deveríamos deixar de captar o essencial de que a maior ameaça à Europa hoje é a imigração islâmica. A intenção do islamismo é mudar a Europa, destruindo o que restou de sua cultura cristã e estabelecer uma ditadura islâmica.
Quem quer que ajudar a expansão islâmica na Europa é inimigo da Europa. Quem quer que ajudar a salvar os europeus da ditadura islâmica que está vindo não é um inimigo.
A mídia ocidental interpreta quem é o inimigo. É por isso que ela louva Obama e ataca Putin.
Minha opinião? Penso que quem quer que defenda a Europa do islamismo merece apoio. Eu apoiaria até mesmo o papa nessa causa justa. Mas, infelizmente, o Papa Francisco disse que “igualar o islamismo com violência é errado,” essencialmente concordando com Obama de que o islamismo é uma “religião de paz.”
Se existe esperança para a Europa escapar da islamização, virá de Obama ou do papa?
A questão importante não é se Obama, o papa e Putin estão atacando ou defendendo a islamização da Europa. A questão importante é que os europeus têm o direito de rejeitar a islamização sem serem rotulados de ‘racistas.’
Leitura recomendada:

21 de dezembro de 2014

Por que o marxismo odeia o Cristianismo


Por que o marxismo odeia o Cristianismo

Eguinaldo Hélio Souza
                O marxismo autêntico sempre odiou e sempre odiará o cristianismo autêntico. Se não puder pervertê-lo, então terá que matá-lo. Sempre foi assim e sempre será assim.
E por que essa oposição manifestada ao cristianismo por parte do marxismo? Por que o ódio filosófico, a política anticristã, a ação assassina direcionada aos cristãos? Por que o país número um em perseguição ao cristianismo não é muçulmano e sim a comunista Coréia do Norte?
As pessoas se iludem quando pensam no marxismo como doutrina econômica ou política. Economia e política são meros pontos. Marx não acreditava ter apenas as resposta para os problemas econômicos. Acreditava ter todas as respostas para todos os problemas.
Marxismo na verdade é uma crença, uma visão de mundo, uma fé. O socialismo nada mais é do que a aplicação dessa fé por um governo totalitário. O comunismo, por sua vez, é apenas a escatologia marxista, o suposto mundo paradisíaco que brotaria de suas profecias.
                E esta fé não apresenta o caráter relativista de um hinduísmo ou de um budismo. Tendo nascido dos pressupostos cristãos, o marxismo roubou seus absolutos e se apresenta como a verdade absoluta, como o único caminho para redenção da humanidade. E ainda que tenha se apossado dos pressupostos cristãos, inverteu tais pressupostos tornando-se uma heresia anticristã.
                No lugar do teísmo o ateísmo, no lugar da Providência Divina o materialismo dialético. Ao invés de um ser criado à imagem e semelhança de Deus, um primata evoluído cuja essência é o trabalho, o homo economicus. O pecado é a propriedade privada, o efeito do pecado, simplesmente a opressão social. O instrumento coletivo para aplicar a redenção não é a Igreja, mas o proletariado, que através da ditadura de um Estado “redentor” conduziria o mundo a uma sociedade sem classes. E o resultado seria não os novos céus e a nova terra criados por Deus, mas o mundo comunista futuro, onde o Estado desaparecerá, as injustiças desaparecerão e todo conflito se transformará em harmonia. Está é  a fé marxista, um evangelho que não admite rival, pois assim como dois corpos não ocupam o mesmo espaço, duas  crenças igualmente salvadoras não podem ocupar o mesmo mundo, segundo o marxismo real.
                Sim, o comunismo de Marx era um evangelho, a salvação para todos os conflitos da existência, fosse o conflito entre homem e homem, homem e natureza, nações e nações. Assim lemos em seus Manuscritos de Paris:
“O comunismo é a abolição positiva da propriedade privada e por conseguinte da auto-alienação humana e, portanto, a reapropriação real da essência humana pelo e para o homem… É a solução genuína do antagonismo entre homem e natureza e entre homem e homem. Ele é a solução verdadeira da luta entre existência e essência, entre objetivação e auto-afirmação, entre liberdade e necessidade, entre indivíduo e espécie. É a solução do enigma da história e sabe que há de ser esta solução”.
                E como o marxismo nega qualquer transcendência, qualquer realidade além desta realidade, seu “paraíso” deve se realizar neste mundo por  meio do controle total. Não apenas o controle político e econômico, mas o controle social, ideológico, religioso. Não pode haver rivais. Não pode haver cristãos dizendo que há um Deus nos céus a quem pertencem todas as coisas e que realizou a salvação através da morte e ressurreição de Cristo. Não pode haver outra visão de mundo que não a marxista, não pode haver outra redenção senão aquela que será trazida pelo comunismo. O choque é inevitável.
                Está é a raiz do ódio marxista ao cristianismo. Seu absolutismo não permite concorrência.
                 David  H. Adeney foi alguém que viveu dentro da revolução maoísta (comunista) na  China. Ele  era um missionário britânico e pode ver bem de perto o choque entre marxismo e cristianismo no meio universitário, onde trabalhou. Chung Chi Pang, que prefaciou sua obra escreveu:
                “(...) a fé cristã e  o comunismo são ideologicamente incompatíveis. Assim, quando  alguém chega a uma crise vital de decisão entre os  dois, é inevitavelmente uma questão  de um ou outro (...) [o autor] tem experimentado  pessoalmente o que é viver sob  um sistema político com uma filosofia básica diametralmente oposta à fé  cristã”[1]
                Os marxistas convictos sabem da incompatibilidade entre sua crença e a fé cristã. Os cristãos ainda se iludem com uma possível amizade entre ambos. “... para Marx, de qualquer forma, a religião cristã é uma das mais imorais que há”. (Mclellan, op. Cit., p.54). E Lenin, que transformou a teoria marxista em política real, apenas seguiu seu guru:
            “A guerra contra quaisquer cristãos é para nós lei inabalável. Não cremos em postulados eternos de moral, e haveremos de desmascarar o embuste. A moral comunista é sinônimo de luta pelo robustecimento da  ditadura proletária”[2]  
Assim foi na China, na Rússia, na Coreia  do Norte e onde quer que a fé marxista  tenha chegado. Ela não tolerará o cristianismo, senão o suficiente para conquistar a hegemonia. Depois que a pena marxista apossar-se da espada, então essa espada se voltará contra qualquer pena que não reze conforme sua cartilha.
                Os ataques aos valores cristãos em nosso país não são fruto de um acidente de percurso. É apenas o velho ódio marxista ao cristianismo, manifestando-se no terreno das ideias e das discussões, e avançando no terreno da legislação e do discurso. O próximo passo pode ser a violência física simples e pura. Os métodos podem ter mudado, mas sua natureza é a mesma e, portanto, as conseqüências serão as mesmas.
                Se nós, cristãos, não fizermos nada, a história se repetirá, pois como alguém já disse, quem não conhece a história tende a repeti-la. E parece que mesmo quem a conhece tende a repeti-la quando foi sendo anestesiado pouco a pouco pelo monóxido de carbono marxista.
                Será que confirmaremos a máxima de Hegel, que afirmou que a “história ensina que não se aprende nada com ela”?
Leitura recomendada:
Outros artigos de Eguinaldo Hélio de Souza:
Um cristão deve ser antimarxista


[1] ADENEY, David. China: estudantes cristãos perante a revolução. Inter-Varsity Press, Downers Grove, Illinois, EUA, 1973.
[2] Citado  em Comunismo: Crítica doutrinária. Geraldo Bezerra de Menezes, São Paulo: IBRASA, 1978, p. 36.

20 de dezembro de 2014

Totalitarismo de gênero


Totalitarismo de gênero

No Brasil e no exterior, ideologia de gênero causa perseguição

Pe. Luiz Carlos Lodi da Cruz
Por ocasião da Jornada Mundial da Juventude Rio 2013, foi distribuída aos jovens uma cartilha intitulada “Keys to Bioethics” (Chaves para a Bioética). Produzida pela Fundação Jéròme Lejeune e traduzida em diversas línguas, ela pretendeu ser um manual de Bioética para jovens, respondendo a questões atuais de maneira direta, objetiva e repleta de ilustrações. Um apêndice de oito páginas foi dedicado a explicar e refutar a “teoria do gênero”. A cartilha explica que, segundo essa ideologia, “a identidade sexual do ser humano depende do ambiente sociocultural e não do sexo – menino ou menina – que caracteriza cada ser humano desde o instante da concepção. [...] A nossa identidade feminina ou masculina teria muito pouco a ver com a realidade do nosso corpo, e de fato nos seria imposta pela sociedade. Sem outra escolha, desde a mais tenra infância cada pessoa interiorizaria o papel que supostamente deve desempenhar na sociedade na condição de mulher ou de homem”. Após a explicação, vem a crítica: “A teoria de gênero subestima a realidade biológica do ser humano. Reducionista, supervaloriza a construção sociocultural da identidade sexual, opondo-a à natureza”.
Exemplares da cartilha que sobraram da JMJ 2013 foram distribuídos em março de 2014 aos professores que participaram do X Fórum de Ensino Religioso, promovido pela Secretaria Estadual de Educação do Rio de Janeiro. Ora, esse material incomodou o grupo de pesquisa “Ilè Obà Òyó”, da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ). A coordenadora do grupo, professora Maristela Gomes de Souza Guedes (autodenominada Stela Guedes Caputo) noticiou o fato ao Ministério Público do Rio de Janeiro, dizendo que as páginas da cartilha são “recheadas de conservadorismo, homofobia e discriminação contra a mulher, com ilustrações perversas e debochadas”[1]. A promotora Renata Scharfstein, da 2ª Promotoria de Justiça de Tutela Coletiva de Proteção à Educação da Capital, após a abertura de um inquérito civil, determinou que a Secretaria de Educação recolhesse as cartilhas distribuídas no Fórum por considerar seu conteúdo “discriminatório (homofóbico e machista)”, além de vinculado a religiões (!). Determinou ainda a realização de campanhas em toda a rede estadual sobre a necessidade do “respeito a todos os modelos familiares [sic] e orientações sexuais [sic] existentes na sociedade, bem como a fim de neutralizar qualquer conteúdo eminentemente religioso [sic] divulgado na (s) cartilha (s)”, em especial aquele que repudia “o conteúdo descrito como teoria do gênero”[2]. A decisão da promotora surpreendeu a própria denunciante Stela Caputo, que a considerou “inédita e histórica”. Espantosa foi a subserviência da Secretaria de Educação, que, sem questionar o abuso de poder do Ministério Público, informou que já havia providenciado o recolhimento das cartilhas e comprometeu-se a não mais realizar fóruns de ensino religioso[3].
Ora, o Ministério Público deve agir como fiscal da lei, e não como partidário de uma ideologia. Muito menos de uma ideologia que, desprezando a base biológica da natureza humana, pretende legitimar os mais aberrantes comportamentos sexuais, desde o homossexualismo até o incesto e a pedofilia.
Ao agir desse modo, o Ministério Público abriu um perigoso precedente. Se a cartilha sobre Bioética foi condenada por opor-se à ideologia de gênero, de modo análogo poderia ser condenado o uso da Bíblia, que usa palavras muito duras para qualificar o homossexualismo: “abominação” (Lv 18,22; 20,13), “paixões aviltantes”, “relações contra a natureza”, “torpezas”, “aberração” (cf. Rm 1,26-27).
Note-se que essa arbitrariedade do Ministério Público foi cometida sem que esteja em vigor qualquer lei federal que considere crime a oposição ao homossexualismo. Imagine-se qual será a intensidade da perseguição da ideologia de gênero se uma lei “anti-homofobia” for aprovada, como tanto deseja nosso governo do PT.

Enquanto isso, na Alemanha...

Matéria do jornalista Leone Grotti transcrita da revista italiana on line Tempi.it de 13/11/2014[4]
Em 24 de outubro [de 2014], um oficial da polícia apresentou-se à porta da família Martens em Eslohe, pequeno município da Renânia Setentrional, Vestfalia, na Alemanha. Enquanto abria a porta, Eugen já sabia a finalidade daquela visita: a prisão da esposa e mãe dos seus nove filhos Luise. Sabia tudo de antemão porque pelo mesmo motivo ele próprio já tinha sido preso em 8 de agosto de 2013.
O que fizeram de tão grave os dois cônjuges de 37 anos de modo a merecerem a prisão? Não mataram, não roubaram nem causaram dano a ninguém. Sua única culpa é a de serem pai e mãe de uma menina que se recusou a participar duas vezes das aulas de educação sexual previstas pelas escolas primárias. No ano passado Luise não foi levada à prisão com o marido porque estava grávida. Neste ano, o oficial da polícia não a “levou à força como deveria” porque está ainda amamentando o último filho. “Infelizmente, porém, não termina aqui. A procuradoria fará aplicar a decisão do juiz”, afirma o policial...
“Muitíssimas famílias estão nesse mesma situação do casal Martens na Alemanha, declara a tempi.it Matias Ebert, casado, com quatro filhos, que depois de tomar conhecimento da história dos Martens, decidiu fundar em Colônia a associação “Besorgte Eltern” (“Pais preocupados”). O movimento já organizou diversas manifestações na Alemanha com milhares de participantes a fim de que “se discuta publicamente esse escândalo gigantesco e se impeça a corrupção de nossos filhos”, que a partir de seis anos devem participar de cursos de educação sexual onde se propugna a ideologia de gênero.
Por que se uma menina falta a duas oras de aula os pais são colocados na prisão?
Na Alemanha a escola é obrigatória e se uma criança falta às lições, a escola tem a faculdade de denunciar os pais e o tribunal pode multar a família. Os cônjuges Martens por isso receberam uma multa de cerca de 30 euros. Isso é absurdo porque a filha abandonou a aula por sua própria iniciativa.
A família não podia pagar e pronto?
Não, porque é uma questão de princípio. O que irrita é que o tribunal use dois pesos e duas medidas. Algumas crianças não vão à escola por meses e nada acontece com os pais. Mas quando uma menina falta duas horas de educação sexual, a família é prontamente denunciada. [...]
Por que a menina não queria participar dos cursos de educação sexual?
Porque o conteúdo das lições é perverso. Não só se mostra às crianças como funciona o sexo dos homens e das mulheres, mas se lhes põe diante de uma “variedade” de práticas sexuais: sexo oral, sexo anal e muitos outros.
Diz-se também às crianças, desde a escola primária, que o seu gênero não é determinado e que não podem saber se são meninos ou meninas, que devem refletir sobre isso. Isso para mim se chama manipulação dos pequeninos.
Há outros casos além do da família Martens?
Certamente. Não conheço o número exato dos pais presos, mas só o pequeno grupo de pais da cidade de Paderborn (150 mil habitantes) passou ao todo nos últimos anos 210 dias na prisão. É um escândalo gigantesco também porque são as próprias crianças que querem sair da aula. Na cidade de Borken, por exemplo, em uma classe a lição perturbou tanto as crianças que seis delas desmaiaram.
[1] http://odia.ig.com.br/noticia/rio-de-janeiro/2014-04-26/mp-cartilha-polemica-na-mira.html
[2] http://www1.folha.uol.com.br/cotidiano/2014/11/1553289-governo-do-rio-recolhe-cartilhas-consideradas-homofobicas-pelo-mp.shtml. O destaque é nosso
[3] Cf. http://oglobo.globo.com/sociedade/educacao/por-ordem-do-mp-governo-do-rio-recolhe-cartilhas-homofobicas-suspende-foruns-religiosos-14648765#ixzz3K6uRCn8e
[4] http://www.tempi.it/germania-scandalo-genitori-incarcerati-figli-corsi-gender-scuola#.VIcmOTHF9qV
Divulgação: www.juliosevero.com
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19 de dezembro de 2014

EUA e Cuba: Dilma é culpada. O papa é inocente


EUA e Cuba: Dilma é culpada. O papa é inocente

Julio Severo
A mídia americana, especialmente a Associated Press, deixou claro que a iniciativa do restabelecimento das relações diplomáticas entre EUA e Cuba partiu do Papa Francisco. Não houve, porém, nenhuma revolta generalizada contra o papa. Nada de pedir o impeachment dele. Pelo contrário, pelo fato de que ele foi o originador de tudo, a oposição anticomunista se acalmou ou prefere atacar tudo e todos, menos o originador.
Com Obama ou Dilma, tudo fica tenebroso. Com o papa, tudo fica legal?
De acordo com a Associated Press, o sonho do papa de acabar com o isolamento de Cuba não é de hoje. Em 1998 ele acompanhou o Papa João Paulo II numa visita a Cuba. Da visita, o então bispo Jorge Bergoglio — hoje Papa Francisco — escreveu um livro sobre suas impressões, criticando a atitude de “negar aos indivíduos sua ‘dignidade transcendente’ e colocá-los exclusivamente ao serviço do Estado. Ao mesmo tempo, ele denunciou o embargo dos EUA e o isolamento econômico de Cuba que empobrecia a ilha.”
Mesmo assim, alguns estão colocando o Obama como o grande culpado da normalização das relações entre Cuba e EUA, retratando o papa como alguém que meramente caiu em algum tipo de conto do vigário socialista do Obama. Afinal, quem caiu na lábia de quem? Por que atacar só Obama e proteger o papa?
Nunca fui um defensor do Obama, porém me esforço para defender a verdade. O que os defensores do papa dizem não condiz com a realidade. Segundo a Associated Press, o papa teve a ideia e inspiração de escrever ao Obama e ao Raúl Castro instigando a reaproximação. Depois, o papa teve a ideia e inspiração de abrir o Vaticano para reuniões secretas entre cubanos e americanos para concretizar essa reaproximação.
Mas se crermos na versão dos defensores do papa, a iniciativa foi do Obama e o papa foi somente um coitado que apoiou o Obama.
Esses defensores estão tratando essa questão com a mesma honestidade com que tratam a Inquisição.
Existe alguma razão para essa distorção da realidade?
Por que querem proteger o papa e sua iniciativa?
Imagino que se em vez do papa, fosse a Dilma, haveria revoltas e histeria generalizada. Diriam: “Foi Dilma quem escreveu para Obama e Raúl Castro instigando a reaproximação. Isso é uma conspiração comunista! Vamos fazer protestos contra Dilma! Vamos derrubá-la!”
Por que com Dilma o caso vira conspiração comunista, mas com o papa tudo é suavizado?
Por que tentam esconder ou camuflar a responsabilidade direta do papa na reaproximação dos EUA com Cuba? A quem interessa essa camuflagem?
Por que Dilma e Obama podem ser acusados de conspiração comunista, mas quando o papa entra no jogo, a história muda e o culpado vira inocente?
Se os que se opõem a Obama e Dilma por causa de conspirações comunistas têm um pingo de honestidade deveriam fazer igual oposição à “conspiração comunista papal” entre EUA e Cuba.
Longe de mim imitar Bush, que dias atrás chamou Bill Clinton de ‘irmão.’ Clinton é um notório socialista pró-aborto e pró-homossexualismo. Não estou me fazendo de irmão nem do Obama nem da Dilma.
Contudo, estão tratando o papa como verdadeiro irmão, varrendo para debaixo do tapete questões que se tivessem sido iniciativas da Dilma ou do Obama, seriam consideradas imperdoáveis.
Mas com o envolvimento direto do papa, tudo muda e todas as desculpas, pretextos e estórias são usadas e abusadas para defender o que, no caso da Dilma ou do Obama, seria indefensável. Com Obama ou Dilma, tudo fica tenebroso. Com o papa, tudo fica legal e perdoável?
Se uma grande revolução comunista surgir por iniciativa do Vaticano, com a mesma honestidade culparão o Obama — ou a Dilma.
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18 de dezembro de 2014

Do lado da “religião da paz”: Obama, Bush, Brzezinski…


Do lado da “religião da paz”: Obama, Bush, Brzezinski…

Julio Severo
Barack Obama, em sua biografia “The Audacity of Hope” (A Audácia da Esperança), diz sobre os muçulmanos: “Eu permanecerei com eles se os ventos políticos mudarem numa direção desagradável.”
Então, se o mundo ocidental começar a rejeitar a propaganda estatal americana que retrata o islamismo como “religião de paz” e começar a tratar essa religião como uma ideologia covarde que massacra inocentes, Obama se compromete a tomar o lado dos opressores.
Recorde: o islamismo, de longe, é a ideologia que mais martiriza cristãos no mundo inteiro a cada ano.
Seria tão bom se os EUA tivessem um presidente que dissesse: “Eu permanecerei com os cristãos agora que a moda americana e ocidental é bajular o islamismo.”
É evidente que se algum outro país ousar ficar do lado dos cristãos e contra a ideologia islâmica, vai enfrentar Obama e as sanções dos EUA.
Não existe esperança nos dois grandes partidos americanos (Democrático e Republicano). O presidente americano que começou a propaganda mentirosa de que o islamismo é “religião de paz” não foi Obama. Foi Bush. A política americana, nos dois partidos, lambe desavergonhadamente as patas do islamismo.
Então, tudo começou com Bush? Não. Tudo começou décadas atrás, mais fortemente durante o governo de Jimmy Carter, que era um precursor liberal de Obama. Para os militares do Brasil, Carter é lembrado como o homem que protegia Leonel Brizola e outros comunistas da ação dos militares. Foi também com Carter que o governo dos EUA começou a coletar documentos contra o governo militar do Brasil. Alguns desses documentos foram entregues para o governo de Dilma meses atrás para ajudar a infame Comissão Nacional da ‘Verdade.’
Outro fato importante é que Carter tinha um assessor estratégico que ajudava os EUA nas questões geopolíticas e militares. Seu nome é Zbigniew Brzezinski. A estratégia desse homem era usar o terrorismo islâmico contra a União Soviética.
No que se refere ao aspecto moral, o terrorismo islâmico é mau e igualmente mau era a União Soviética. Os dois mereciam ser aniquilados. A estratégia de Brzezinski era usar um para aniquilar o outro.
Confira aqui vídeo do próprio Brzezinski bajulando terroristas islâmicos: http://youtu.be/pErfG5ki8D8

Foi assim que Brzezinski ajudou no nascimento e financiamento da al-Qaida, que foi criada para ser terror para a União Soviética, mas saiu totalmente fora de controle e acabou se tornando um terror para o mundo inteiro. O antigo aliado de Brzezinski, Osama bin Laden, mais tarde usou toda sua experiência como ex-agente da CIA para infernizar o mundo com sua al-Qaida. É um exemplo perfeito de tiro saindo pela culatra. Não muito diferente do grupo terrorista ISIS que, de acordo com o WND, também nasceu com ajuda americana.
A União Soviética, merecidamente, caiu, mas as políticas estratégicas de Brzezinski (aliança americana-islâmica anti-russa) continuam dirigindo os EUA. 
Em seu livro de 1997 “The Grand Chessboard” (O Grande Tabuleiro de Xadrez), Brzezinski comenta que os EUA detêm a hegemonia mundial nas principais áreas. Ele diz:
“Os EUA têm a supremacia em quatro esferas decisivas de poder mundial: militar, econômico, tecnológico e cultural.”
A única área, de acordo com Brzezinski, que não está sob total controle dos EUA é a região eurasiana, área de interesse para os EUA (que não têm fronteira ali), para a Turquia (que ocupa uma pequena parte ali) e a Rússia (que ocupa uma grande parte dessa região).
Sobre os vizinhos islâmicos da Rússia, Brzezinski prevê que “algo pior do que a Chechênia poderá acontecer à Rússia.” O Grande Tabuleiro de Xadrez diz: “Para os russos, o espectro de um conflito potencial com os países islâmicos (que, acrescentando a Turquia, o Irã e o Paquistão, representam mais de 300 milhões de pessoas) ao longo da fronteira sul da Rússia é obrigatoriamente uma preocupação séria.” Claro que, como comprova o histórico pró-islamismo anti-russo de Brzezinski, se o islamismo é uma grande ameaça à Rússia, nada mais estratégico do que os EUA ajudarem no cumprimento da “previsão” de Brzezinski expandindo a influência do islamismo radical nessas regiões.
O livro dele fala muito pouco de preocupações com ameaça comunista, mas trata muito da Rússia como um inimigo a ser vencido. A preocupação principal de Brzezinski é estender a hegemonia dos EUA à Eurásia.
Em parte, devido a essas ambições hegemônicas os EUA continuam sua aliança e bajulação ao islamismo.
Guiados pelo nacionalismo e colocando diferenças ideológicas de lado, os dois grandes partidos americanos seguem sua tradição de apoiar o islamismo. Foi assim que os EUA ajudaram a criar a al-Qaida. A União Soviética acabou, mas os dois partidos estão com muita dificuldade de abandonar os velhos hábitos.
Com eles, os EUA continuam fieis aos seus aliados islâmicos, especialmente a Arábia Saudita, que é o principal financiador do terrorismo islâmico internacional. Sem mencionar a Turquia, que se tornou uma ameaça maior ao ambicionar expandir o islamismo na América Latina. A Turquia é o único país muçulmano membro da OTAN e aliado militar dos EUA.
Por amor à estratégia pró-islamismo anti-russa, vale tudo, até nomear muçulmanos para cargos importantes. Dois anos atrás, Obama escolheu um muçulmano como diretor da CIA. Até mesmo no Ministério de Segurança Nacional dos EUA, islâmicos radicais ocupam postos de relevância.
Seguindo essa estratégia, a suprema mensagem dos EUA hoje é: “O islamismo é uma religião de paz.” Essa mentira está colando forte no mundo inteiro, pois o país que promove essa propaganda tem, de acordo com Brzezinski, a hegemonia e a supremacia cultural e tecnológica.
A União Soviética acabou, mas a estratégia pró-islâmica anti-russa de Brzezinski continua. Ele e seus seguidores não ficarão satisfeitos enquanto os EUA não estenderem sua supremacia à Eurásia, custe o que custar. E a conta dessa ambição hegemônica virá através do islamismo.
Os ‘pacifistas’ de Maomé podem matar milhões de inocentes e a única mensagem que você vai ouvir da grande mídia americana é: o islamismo é uma “religião de paz.”
Quem está pagando a conta dessa mentira? Abundantes reportagens publicadas por especialistas americanos apontam que as intervenções militares americanas estão beneficiando a perseguição islâmica aos cristãos. São exatamente 150 milhões de cristãos perseguidos pelo islamismo.
Aproximadamente, 100 mil cristãos são martirizados a cada ano. O grande martirizador é o islamismo. Mesmo assim, apenas porque os EUA têm ambições anti-russas e querem estender sua hegemonia à Eurásia, temos de engolir a propaganda mentirosa de que o islamismo é uma “religião de paz.”
A mentira ajuda a matar, especialmente quando vem de uma nação fundada por evangélicos perseguidos para ajudar cristãos perseguidos. Ajudar o islamismo na perseguição mundial dos cristãos é um desvio total da missão original que os fundadores evangélicos haviam dado aos EUA.
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