23 de março de 2017

Paul Washer debochou da experiência sobrenatural do Apóstolo Paulo?


Paul Washer debochou da experiência sobrenatural do Apóstolo Paulo?

Julio Severo
O evangelista calvinista Paul Washer sofreu um ataque cardíaco dias atrás e, em seu estado crítico numa cama de hospital, mandou um recado no seu Twitter:
“Se faz você se sentir melhor, não fui ao terceiro céu.”
Paul Washer
Momento de ataque cardíaco não é hora de piadas, nem contra quem sofreu o ataque e muito menos de quem sofreu.
Quem apenas observa a vítima não pode debochar, pois todos igualmente são vulneráveis à morte.
Quem sofre um ataque cardíaco não pode se dar ao luxo de brincar com as coisas de Deus.
Terceiro céu foi uma experiência sobrenatural que o Apóstolo Paulo teve, em que ele parece ter morrido e tido visões celestiais, conforme descrito em 2 Coríntios 12.
É comum calvinistas cessacionistas debocharem de seguidores de Jesus que têm experiências sobrenaturais hoje. Mas brincar com experiências sobrenaturais dos apóstolos é ato mais sério.
Se eu estivesse no lugar do Washer, numa cama de hospital em estado crítico, nem de longe eu brincaria com as coisas de Deus. Eu tremeria só de pensar nisso.
Washer disse:
“Se faz você se sentir melhor, não fui ao terceiro céu.”
Ele demonstra convicção de que o público dele só vai se sentir melhor se ele tiver uma experiência de morte normal sem nenhuma experiência sobrenatural. Ora, nas questões envolvendo morte, quem tem o controle absoluto é Deus. Se Ele escolher fazer com um homem ou mulher hoje o que Ele fez com o Apóstolo Paulo, toda a glória seja dada a Ele.
Mas por que o público de Washer se sentiria melhor se ele não tivesse experiências sobrenaturais na morte? Eles são cessacionistas? Eles são descrentes? Eles não gostam de visitações de Deus? Eles são do tipo que passa a vida inteira rejeitando as intervenções de Deus e na morte querem manter fidelidade às suas descrenças por amor a uma teologia carnal?
O Apóstolo Paulo não escolheu ter uma experiência de terceiro céu e outras experiências sobrenaturais. Quem decide isso é só Deus. Por que evitar tal experiência faria alguém se sentir melhor? Tenho certeza de que Satanás não se sentiu melhor com a experiência de Paulo.
Fico sem entender a brincadeira de mau-gosto do evangelista calvinista Paul Washer.
Fico também sem entender certas omissões dele.
Ouvi algumas pregações dele, onde ele especificamente condenou o que chamam de Teologia da Prosperidade. Mas, depois de fazer muitas buscas, não encontrei uma única condenação dele à Teologia da Missão Integral (TMI).
A Teologia da Prosperidade não ameaça os calvinistas, que a rejeitam totalmente. A única teologia que ameaça os calvinistas é a TMI, que é a versão protestante da Teologia da Libertação. Isto é, é uma teologia de alma marxista. Sobre esse assunto, tenho um e-book em português, inglês e espanhol. Para mais informações, acesse este link: http://bit.ly/141G7JH
Alguns poderiam argumentar que Washer não condena a TMI porque ele é americano e nunca ouviu falar disso.
Tal argumento dificilmente se sustentaria, pois Washer foi missionário no Peru durante dez anos. O Peru é um dos países latino-americanos em que as igrejas calvinistas foram mais marcadas pela TMI. Portanto, dez anos no Peru foi tempo mais que suficiente para ele ver, ouvir e sentir a TMI em toda a sua desgraça —a menos que ele não tivesse achado que aquilo era desgraça.
Considerando que as igrejas calvinistas do Brasil foram grandemente afetadas pela TMI, era de esperar que todas as visitas de Washer ao Brasil incluíssem condenações específicas à TMI. Não algumas condenações, porém muitas. Mas isso nunca aconteceu…
Um pregador calvinista palestrar em reuniões calvinistas do Brasil sem tratar especificamente da TMI é como um especialista médico atender um paciente de câncer e, em vez de lidar diretamente com o câncer, tratar de um resfriado. Tratar do resfriado é importante, mas lidar com o câncer é vital.
Se Washer não pretende tratar do câncer da TMI entre calvinistas, por que vir ao Brasil?
Por outro lado, se ele pisar no calo principal dos calvinistas brasileiros, a TMI, vão querer convidá-lo de novo ao Brasil? É fácil ele vir ao Brasil e, em vez de atacar o principal problema do quintal calvinista, atacar o problema do quintal dos outros.
Eu bem que gostaria que Washer tivesse uma experiência de terceiro céu. Ele voltaria menos descrente, menos debochador e mais focado nas prioridades de Deus com relação aos graves problemas dos calvinistas brasileiros, que precisam de muita ajuda. Mas se nem um calvinista como Washer tem disposição de falar contra o câncer da TMI, quem o fará?
Meu desejo sincero é que ele se recupere do ataque cardíaco e ganhe consciência da importante responsabilidade que ele tem de priorizar, em seus alertas aos calvinistas brasileiros, a ameaça da TMI. Só um milagre pode realizar isso, e eu creio em milagres.
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21 de março de 2017

Desarmamento espiritual não é ideia de Deus


Desarmamento espiritual não é ideia de Deus

Julio Severo
Defesa armada é a resposta adequada para a violência armada. E da perspectiva da segurança pessoal e familiar, o desarmamento não faz sentido, e seus defensores são burros e irresponsáveis.
No entanto, a violência física não é a única ameaça a você e sua família. Há ameaças rastejantes invisíveis das trevas espreitando do mundo espiritual. E elas são tão letais quanto as ameaças físicas.
Assim como escritores esquerdistas burros propõem desarmamento (que no final eles querem como proibição total de armas) para a sociedade, teólogos liberais e burros propõem desarmamento espiritual para a igreja: nada de dons sobrenaturais do Espirito Santo para combater e expulsar demônios.
Desarmamento secular é movido por ideologia política e desarmamento espiritual é movido por ideologia teológica.
Rapazes e moças, que foram criados até em lares cristãos conservadores, são seduzidos por forças das trevas, e suas famílias são impotentes e desarmadas para combater seus escravizadores espirituais porque foram enganadas por desarmamentistas espirituais.
Há uma guerra espiritual assolando ao redor de todos. Dons sobrenaturais são armas espirituais. Sem eles, até cristãos são presas fáceis de forças demoníacas e seus ataques.
Profecia, revelação, curas, línguas e outros dons sobrenaturais são o arsenal de Deus para sua igreja. Eles são necessários para o ministério de libertar os cativos e oprimidos. Eles são necessários contra inimigos espirituais.
Satanás tem um arsenal poderoso, disponível para feiticeiros e outros satanistas, para destruir indivíduos e famílias, e suas armas só podem ser enfrentadas com a autoridade e armas de Jesus.
Pregar o evangelho sem tal autoridade e armas é algo que Jesus nunca deixou seus apóstolos fazer, e ele prometeu essa autoridade e equipamento militar espiritual para sua igreja na sua missão no mundo inteiro, pois você nunca deveria ficar sem eles, principalmente no confronto com forças malignas.
Jesus disse para seus discípulos:
“Vão pelo mundo todo e preguem o evangelho a todas as pessoas. Quem crer e for batizado será salvo, mas quem não crer será condenado. Estes sinais acompanharão os que crerem: em meu nome expulsarão demônios; falarão novas línguas; pegarão em serpentes; e, se beberem algum veneno mortal, não lhes fará mal nenhum; imporão as mãos sobre os doentes, e estes ficarão curados.” (Mark 16:15-18 NIV)
Ele não prometeu desarmamento espiritual. Ele prometeu o direito de ter e portar armas espirituais no mundo inteiro! Pelo fato de que os apóstolos originais não conseguiram alcançar o mundo inteiro, essa promessa é para você e para mim!
Contudo, como os esquerdistas querem banir armas na sociedade, teólogos burros querem banir armas espirituais na igreja.
Os cristãos têm o direito de ter armas espirituais e usá-las contra as forças das trevas. Desarmamento secular é bom só para assassinos, que acham vítimas indefesas. Desarmamento espiritual é bom só para Satanás e suas forças, que acham vítimas indefesas.
O método de propaganda deles para enganar suas vítimas é semelhante. Desarmamentistas seculares usam casos bizarros de violência armada como pretexto para banir armas para todas as famílias que precisam de proteção. Desarmamentistas espirituais usam casos bizarros de manifestações espirituais como pretexto para banir armas para todas as famílias cristãs que precisam de proteção. Quer seculares ou espirituais, os desarmamentistas só pensam em sua ideologia, quer política ou teológica.
Desarmamento secular beneficia a Esquerda secular. Desarmamento espiritual beneficia a Esquerda espiritual.
Livros e artigos de teólogos burros que defendem o desarmamento espiritual são uma ameaça à segurança do povo de Deus.
Se você tem necessidades espirituais e físicas de segurança, você tem o direito de ter o que Deus disponibilizou para você, por meio de Sua Palavra e Seu Espírito, para defender você e sua família.
Uma mentalidade desarmamentista nunca foi a vontade de Deus para você. Ele quer dar poder para você e usar você como canal de Seu Espírito para trazer bênçãos para você e sua família, inclusive proteção, defesa e, quando necessário, ataque.
O primeiro passo é abrir seu coração a Jesus e Seu Espírito. Em seguida, seguindo 1 Coríntios 14:1, você precisa “buscar com dedicação os dons espirituais, principalmente o dom de profecia.” (NVI)
Essa é a oportunidade do Espírito para lhe dar poder e armar você!
Um Cristianismo livre de armas é a ideia de Satanás, até mesmo quando inspirada nas mentes de teólogos. Deixa os cristãos sem defesa e deixa Satanás sem oposição e sem ser detectado em suas atividades.
É meu entendimento como cristão conservador que cidadãos obedientes às leis devem ser plenamente respeitados em seu direito de ter e portar armas para defesa e proteção. Só um comunista se oporia a tal direito.
É meu entendimento igual como cristão conservador que cristãos obedientes à Palavra de Deus devem ser plenamente respeitados em seu direito de ter e portar armas espirituais para defesa e proteção. Só um teólogo “comunista” se oporia a tal direito e diria que Deus não concede hoje dons sobrenaturais.
Cristianismo espiritualmente armado é ideia de Deus, e funciona. Funcionou com Jesus e seus primeiros discípulos, que pregavam e demonstravam o Evangelho curando os enfermos e expulsando demônios.
Funcionará para você também.
Há uma guerra espiritual assolando. Arme-se com as armas de Deus hoje.
Defesa e ataque armado são ideias de Deus.
Versão em inglês deste artigo: Spiritual Gun Control Is Not God’s Idea
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20 de março de 2017

Despotismo de Silas Malafaia ou de calvinistas “apologéticos”?


Despotismo de Silas Malafaia ou de calvinistas “apologéticos”?

Julio Severo
Um pastor calvinista, a quem chamarei educadamente de “apologeta antipentecostal” (pelo fato de que ele é conhecido por seu blog que ataca os pentecostais e neopentecostais, embora eu não conheça nenhum blog calvinista cessacionista que não tenha esse péssimo hábito), esbravejou evasivamente no sábado que o Pr. Silas Malafaia é “despótico” por responder ao ataque de um pastor calvinista chamado PJ que, como o “apologeta antipentecostal,” é preletor da VINACC (conhecida hoje como Visão Nacional da Consciência Calvinista).
Não, ele não citou o nome “Silas Malafaia,” mas seus próprios leitores perceberam que sua “indireta,” feita logo após a resposta televisiva de Malafaia a PJ, foi dirigida ao pastor assembleiano. Assim, imitando o próprio estilo dele, dou também uma “indireta” sem citar o nome dele.
Mas “pastor despótico” não foi seu único adjetivo lançado contra Malafaia. Ele também o chamou de “ditador da fé” e “terrorista espiritual.”
O “apologeta antipentecostal” é convidado frequente na TV Boas Novas, que pertence à Assembleia de Deus. Erro estúpido dessa TV, pois não me lembro de Malafaia ou outro pastor assembleiano proeminente ser convidado frequente numa TV calvinista.
Não me lembro também de nenhum pastor assembleiano chamando o “apologeta antipentecostal” de pastor despótico, ditador da fé e terrorista espiritual por sua insistência em impor sua fé calvinista como a única fé perfeita e esculachando e anatematizando os pentecostais e neopeontecostais.
Anos atrás, denunciando o que ele chamou de “loucura gospel” dos pentecostais e neopentecostais, o “apologeta antipentecostal” apontou que havia “sete mil que não haviam dobrado os joelhos a Baal,” entre os quais ele louvou publicamente Hermes C. Fernandes e Ariovaldo Ramos, chamando-os de “defensores da fé.”
Uau, eu devo ser um grande “herege,” pois faz anos que denunciou esses dois exemplos resplandecentes de “defensores da fé”!
Afinal, quem são esses dois louvados pelo “apologeta antipentecostal”?
Ariovaldo Ramos é o maior ativista da Teologia da Missão Integral (TMI), que é a versão protestante da Teologia da Libertação. Ele é, inclusive, defensor do ditador comunista Hugo Chavez.
Hermes C. Fernandes é um liberal ultra-radical que acredita que os homossexuais não são pecadores, mas normais e aceitos por Deus do jeito que são. Ele defende a Teologia Gay e merecia ser alvo preferencial dos blogs calvinistas, especialmente porque o grande sucesso dele foi feito justamente nos meios calvinistas. Mas os calvinistas parecem não estar interessados em chamar Hermes de herege. Eles preferem usar esse adjetivo em Malafaia!
Estudo e denuncio há anos esses autoproclamados “defensores do Evangelho,” e o que mais vi em minhas observações é que ele são colaboradores diretos ou indiretos da TMI.
Numa pesquisa que fiz anos atrás, constatei que todos os blogs calvinistas que atacam o neopentecostalismo são promotores diretos ou indiretos da Teologia da Missão Integral. O resultado da minha pesquisa foi o artigo “A maior ameaça à Igreja Evangélica do Brasil.”
No blog do “apologeta antipentecostal,” há centenas de citações positivas de Hermes. Quando precisou “criticar” Hermes em 2015, o “apologeta antipentecostal” teve o máximo de delicadeza possível, como se estivesse tocando na Sua Majestade Real, dizendo: “Antes de qualquer coisa gostaria de ressaltar que este texto não visa atacar o Bispo Hermes Fernandes, o qual respeito.” O “apologeta antipentecostal” preferiria ter um infarto a ter de dizer que algum ensino do Hermes tem heresia ou loucura gospel. É sempre ao Hermes com carinho. No caso dos neopentecostais, é exatamente o contrário: Ele preferiria ter um infarto a ter de dizer que eles — com suas experiências de dons de cura, profecia, revelação e batismo no Espírito Santo — não estão envolvidos em heresia e loucura gospel. É sempre aos neopentecostais com explosivos.
O “apologeta antipentecostal” tratava com muito carinho Robinson Cavalcanti, bispo assassinado em 2012 que tratava igualmente o marxismo com muito carinho. Em seu livro A Igreja, o País e o Mundo, da Editora Ultimato, Cavalcanti disse: “Eu creio que a teologia da libertação deu uma contribuição muito importante ao cristianismo… dando uma abertura positiva à reflexão marxista.”
Por causa do carinho dele por Cavalcanti, o “apologeta antipentecostal” teve um embate público comigo no qual seus aliados (VINACC, Universidade Presbiteriana Mackenzie e Editora Fiel) o defenderam enquanto eu insistia em que se o “apologeta antipentecostal” tem boca para criticar impiedosamente pentecostais, por que boca tão doce para evangélicos marxistas? Você pode acompanhar o embate aqui: “Robinson Cavalcanti, o pecado veio cobrar a sua conta.”
Cavalcanti sempre atacava os evangélicos conservadores dos EUA em seus artigos na revista Ultimato e nunca vi o “apologeta antipentecostal” e outros blogs calvinistas denunciando a revista Ultimato ou Cavalcanti de despotismo, ditadura e terrorismo espiritual contra o conservadorismo evangélico dos EUA. Quem fazia essas denúncias há mais de uma década era Julio Severo.
Contudo, o “apologeta antipentecostal” teve boca para defender PJ. Aliás, outro calvinista comparou PJ com João Batista só porque PJ tentou angariar fama criticando nominalmente Malafaia. Minha resposta ao calvinista:
Se João Batista conhecesse o estado deplorável da Universidade Presbiteriana Mackenzie, que pertence à Igreja Presbiteriana do Brasil, mas tem professores abortistas, homossexualistas e marxistas, ele esbravejaria contra essa apostasia. Esse não é o caso do PJ. Você pode encontrar fotos dele todo sorridente com Augustus Nicodemus lá na VINACC. Nicodemus foi chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie e nada fez com sua elevada autoridade para remover os professores abortistas, homossexualistas e marxistas. Se João Batista fosse chanceler da Universidade Presbiteriana Mackenzie, ele removeria todos esses ativistas. Se João Batista estivesse na VINACC, você não o veria numa foto sorridente com Nicodemus. A foto claramente o mostraria repreendendo Nicodemus e PJ. E ele não teria medo de perder a cabeça por apontar os pecados daqueles teólogos santarrões que metem a boca nos “pecados” dos quintais dos outros, mas não levantam um só dedo para lidar com os pecados da Universidade Presbiteriana Mackenzie e outros lugares de seus próprios quintais. Os pecados da Universidade Presbiteriana Mackenzie não são graves. São gravíssimos. Aquilo é apostasia. Agora, só falta um verdadeiro João Batista para denuncia isso. Eu, por falar desses problemas da Universidade Presbiteriana Mackenzie, tenho sido até atacado por ativistas gays presbiterianos, que dizem publicamente que querem me ver preso. Confira: Ativista gay radical defende a Universidade Presbiteriana Mackenzie: http://bit.ly/2gqkQEV
Na visão do “apologeta antipentecostal,” Hermes C. Fernandes, Ariovaldo Ramos e Robinson Cavalcanti merecem ser tratados com carinho. Mas ele não tem paciência e carinho para evangélicos como Malafaia, que na opinião dele tem a obrigação de permanecer calado quando PJ o critica movido por antipatia e desejo de aparecer.
Ora, em seu Facebook e blog o “apologeta antipentecostal” bloqueia sem dó nem piedade quem ousa fazer um comentário que discorde de suas críticas. E o despótico é o Malafaia?
O despotismo dos críticos calvinistas de Malafaia não se limita ao Facebook. Pastores presbiterianos que ousam pregar e demonstrar o Evangelho do Reino de Deus como Jesus fazia (curando enfermos e expulsando demônios) são ameaçados e até expulsos da Igreja Presbiteriana do Brasil (IPB). Um pastor conhecido foi expulso da IPB no ano passado por acreditar que o Espírito Santo dá hoje os mesmos dons que dá no Novo Testamento.
Se isso não é despotismo, o que é? Se não é uma demonstração de ditadura da fé e terrorismo espiritual, então o que é?
O que fizeram com o pastor foi maldade. Mas o que o “apologeta antipentecostal” e seus colegas da VINACC estão fazendo com Malafaia é só dor de cotovelo, dor de barriga e inveja, ou é mais que isso?
Cadê a verdadeira defesa do Evangelho contra essas maldades, hipocrisias, pecados e abusos cometidos em nome de uma pretensa defesa do Evangelho?
Em defesa de PJ, que é agora um de seus palestrantes, a VINACC publicou um artigo assinado por Misael Antognoni, que é identificado como redator da VINACC. Cinco anos atrás, o mesmo Misael, que era co-editor do blog calvinista Púlpito Cristão, se queixou de que a Esquerda evangélica estava fragmentada por não mais conseguir atacar o neopentecostalismo como no passado. Minha resposta a ele foi dada neste artigo: A esquerda apologética e o neopentecostalismo.
Por que a VINACC precisa de um defensor da Esquerda, e suas paranoias antineopentecostais, para defender PJ e atacar Silas Malafaia?
Por que, em vez de se deixarem mover por antipatias, o “apologeta antipentecostal” e a VINACC não usam todas as suas energias apologéticas contra a TMI, a revista Ultimato, Hermes C. Fernandes, Robinson Cavalcanti e o bruxo que está convertendo evangélicos no Brasil em esotéricos?
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19 de março de 2017

Jesus, os fariseus e os cessacionistas


Jesus, os fariseus e os cessacionistas

Julio Severo
O maior confronto que Jesus tinha em seu ministério de pregar o Evangelho, curar os enfermos e expulsar os demônios (tudo isso era sempre junto) não era com o povo, mas com teólogos incrédulos. Eram teólogos que diziam amar e crer na Bíblia que tinham, mas não aceitavam Jesus e seus discípulos pregando o Evangelho, curando os enfermos e expulsando demônios.
Afinal, na mentalidade teológica deles, se Abraão, José, Davi, Elias, Isaías e Jeremias não saíam no meio do povo curando enfermos e expulsando demônios, então o que Jesus fazia não tinha base bíblica. Aliás, eles diziam que o poder de Jesus era satânico.
Eles achavam que tinham mais autoridade bíblica e teológica do que Jesus.
O nome desses teólogos era “fariseus,” termo que hoje também significa “santarrão” e “hipócrita.” Isto é, os ataques teológicos deles contra Jesus acabaram marcando-os, com o tempo, como religiosos tão vazios de Deus que não sabiam reconhecer a visitação do Dono da Bíblia e seus milagres entre eles.
Pergunto-me como serão conhecidos os calvinistas cessacionistas com o tempo. Mas é certo que diante de Deus e na eternidade, eles não passam de incrédulos. São os parentes mais próximos dos deístas. Creem num Deus distante que só faz o que eles determinam teologicamente. O que sai de fora de suas determinações teológicas é “demoníaco,” “antibíblico” e “herético.”
Para os fariseus, Jesus era apenas um enganador. Para Jesus, os fariseus eram líderes religiosos, teólogos famosos, que estavam indo para o inferno. A esta altura, já chegaram lá 2.000 anos atrás!
Os teólogos fariseus se consideravam donos exclusivos da Bíblia e sua interpretação e condenavam Jesus, suas curas e expulsões de demônios.
Os teólogos fariseus modernos se consideram donos exclusivos da Bíblia e sua interpretação e condenam como “hereges” todos os cristãos que pregam o Evangelho com curas e expulsões de demônios… Enfim, depois de 2.000 anos, NADA MUDOU: Os fariseus continuam, como sempre, entre nós, fazendo a única coisa que sabem fazer: condenar as obras de Jesus.
A tentativa de se achar dono da Bíblia e sua interpretação exclusiva tem trazido destruição e morte, desde os fariseus. A Bíblia é de Deus, não dos homens. Esquecer-se disso é desastroso. A instituição romana que se achava dona ou inventora da Bíblia criou a Inquisição, não diferente da instituição que se achava dona da Bíblia 2 mil anos atrás e matou, com ajuda dos romanos, Jesus por entender que ele contrariava a Bíblia.
Eles achavam que tinham mais autoridade bíblica e teológica do que Jesus.
Embora não tenham ainda a autoridade de matar ninguém — uma autoridade que João Calvino tinha e usou e abusou contra o médico Miguel Serverto por discordâncias teológicas —, os calvinistas cessacionistas usam todo o seu vasto conhecimento teológico farisaico moderno para “matar” todas as possibilidades, expectativas e anseios em suas congregações de que o Jesus que pregava o Evangelho, curava os enfermos e expulsava demônios continua vivo e atuante, fazendo obras e milagres maiores.
Sua especialidade teológica farisaica é obstruir, atrapalhar, matar, cessar e exterminar. Eles são os cessacionistas, que, assim como os fariseus, querem e exigem a cessação das obras de Jesus no meio do povo. E usam como autoridade sua pretensa posse da Bíblia através de um conhecimento teológico superior a todos os demais mortais. Tais fariseus, tais cessacionistas.
Eles acham que têm mais autoridade bíblica e teológica do que Jesus.
Eles bem que poderiam gastar suas energias teológicas e hábitos incorrigíveis de criticar para resolver pragas teológicas que empesteiam as igrejas calvinistas.
Se os calvinistas cessacionistas classificassem os adeptos da Teologia da Missão Integral (TMI) de hereges do jeito que eles costumam xingar pentecostais e neopentecostais, suas igrejas estariam limpas do liberalismo teológico há décadas.
Cessacionismo é a doutrina, predominante entre calvinistas, que diz que depois da morte de Jesus e seus apóstolos, o Espírito Santo parou de conceder profecia, línguas, revelações e outros dons. Na visão teológica deles, que é rejeitada até por muitos teólogos calvinistas respeitados, as manifestações de profecia, línguas, revelações e outros dons hoje são demoníacas. Daí, os calvinistas cessacionistas crerem que tanto o pentecostalismo quanto o neopentecostalismo são “heréticos.”
Contudo, nem todo calvinista é cessacionista. Enquanto alguns calvinistas radicais fazem tudo para cessar nas suas vidas e na vida dos outros as obras e milagres de Jesus e se mostram discípulos dedicados dos fariseus, calvinistas sérios agem como verdadeiros seguidores de Jesus, dando liberdade ao Espírito Santo.
As práticas e teologias dos calvinistas John Wimber, Jack Deere e Wayne Grudem, que creem que o Espírito Santo continua ativo, estão em conflito com as opiniões dos calvinistas cessacionistas, inclusive John MacArthur, que recusam aceitar que o Espírito Santo esteja atuante em nossos dias.
Para justificarem suas antipatias e frescuras pessoais contra a atuação do Espírito Santo, os cessacionistas fazem uso de uma série de malabarismos e truques teológicos.
Assim como os fariseus do passado criticavam tudo o que Jesus fazia de milagres e curas, especialmente expulsão de demônios, os cessacionistas criticam tudo o que Jesus faz hoje através de homens e mulheres abertos ao mesmo Espírito que usava os apóstolos e seguidores de Jesus.
A TMI assola há décadas os calvinistas do Brasil, mas os cessacionistas não conseguem lidar com esse grave problema de liberalismo teológico em suas igrejas reformadas empinadas, pois eles estão ocupados demais atacando como “demoníaco” o que o Espírito Santo faz através de homens e mulheres que amam Jesus e Sua Palavra.
Mas, graças a Deus, o poder de Jesus, por meio do seu Santo Espírito, continua entre nós, pela fé, para libertar os cativos e oprimidos e curar os enfermos quando homens e mulheres cheios do Espírito pregam o Evangelho.
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18 de março de 2017

Malafaia diz gostar da ideia do “presidente João Doria”


Malafaia diz gostar da ideia do “presidente João Doria”

Anna Virginia Balloussier
Comentário de Julio Severo: Seria muito precipitado o Pr. Silas Malafaia apoiar o prefeito de São Paulo João Doria para presidente sem antes saber se ele tem uma postura claramente pró-família. É essa postura que define tudo. Claro que Doria já disse admirar Hillary Clinton. Isso não o torna menos desqualificado do que Jair Bolsonaro, que prometeu nomear como ministro da Cultura o maior defensor da Inquisição no Brasil. Então, não sei qual dos dois apoios é pior. Pelo menos, Doria não prometeu colocar Hillary como ministra. Doria não tem um histórico muito diferente de Trump: ambos são empreendedores. Trump, além de ter elogiado Hillary muitas vezes, era amigo dela, com muitas fotos dele com ela. Mas o futuro colocou Trump com conservadores, embora ele não seja um. Não sei o que o futuro reserva para Doria, mas é preciso perguntar a esse empreendedor sobre questões pró-vida e pró-família. Só Deus sabe se ele será um Trump brasileiro. Quanto ao Malafaia, ele parece mais errar do que acertar em política, que obviamente não é o forte dele. Ele seria mais sábio e prudente se criticasse a Esquerda sem apoiar candidatos específicos, pois a maioria dos grandes candidatos que ele apoiou no passado estavam claramente do lado errado. Eis o artigo da Folha de S. Paulo:
Há um lugar no coração de Silas Malafaia para um presidente João Doria.
O pastor da Assembleia de Deus Vitória em Cristo disse à Folha ser simpático à ideia de ver o tucano suceder Michel Temer.
Com o governador Geraldo Alckmin e o senador Aécio Neves citados na Lava Jato, há no PSDB correntes que defendem a candidatura do prefeito de São Paulo ao Palácio do Planalto em 2018. Segundo a coluna "Painel", dirigentes da sigla dizem que não se trata mais de afinidade, mas de escolher entre a chance de vitória e a certeza de uma derrota.
Para Malafaia, "se não descambar, Doria ia fazer um bem danado para o Brasil. Desconfio que ele será um ótimo presidente".
O pastor diz preferir o católico Doria ao evangélico Jair Bolsonaro (PSC-RJ), esse sim, abertamente pré-candidato ao Planalto. "Bolsonaro tem a favor a integridade, mas creio que há um caminho a seguir até se estruturar para ser um estadista."
Malafaia lembra que celebrou o casamento do deputado com sua terceira esposa, em 2013, na carioca Mansão Rosa –Michelle Bolsonaro é fiel da igreja do pastor.
Já em fevereiro ele mostrava seu apreço pelo prefeito paulistano. "Doria é um camarada inteligentíssimo, espero que ele não decepcione, tem tudo para, no futuro, alçar voos maiores", escreveu no Twitter, ao que um internauta rebateu: "Você também falou isso de Eduardo Cunha, lembra?"
Divulgação: www.juliosevero.com
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Silas Malafaia e seu apoio a FHC, Lula e Serra